Raizes do Ciúme Espiritual

Por John Piper

Ciúme não é apenas a paixão de ter o poder que outra pessoa tem. Em si, pode não haver nada de errado com isso de querer o poder de Deus em sua vida que você vê na vida de outra pessoa. Ciúme é a raiva e o ressentimento porque o outro têm e você não, e querer estar no lugar que Deus escolheu para outra pessoa. É querer “o mesmo” e não “do mesmo”. O ciúme não quer apenas ter o que o outro tem; ele quer que o outro não o tenha.

Qual é a raiz desse ciúme? Três coisas:

Primeiro, falta de amor (1 Coríntios 13:4): se você ama outra pessoa, você se alegrará se Deus lhe der poder, mesmo que ele não o dê a você.

Segundo, falta de fé: se você tem fé na graça soberana de Deus para dar poder de acordo com sua própria sabedoria divina, então você o louvará pelos tempos e formas de seu derramamento, não o questionará e se ressentirá de suas escolhas. Novamente, é a forte dose da soberania de Deus que nos manteria longe do pecado do ciúme. Deus sabe o que está fazendo, e ele é sábio e bom em dar o Espírito em poder onde quer que ele queira. A fé pode clamar para que venha; mas a fé não critica Deus por quando e onde vem.

Mas há uma terceira raiz do ciúme. Não apenas falta de amor e infidelidade, mas também falsa doutrina – falso ensino. Tome os saduceus, por exemplo (aqui no v. 17). Eles teriam dito: “A questão não é amor e fé, a questão é doutrina: esses cristãos estão ensinando a ressurreição de Jesus e de seus seguidores e isso é falso. Não há ressurreição (Atos 23:6-8). A razão pela qual estamos zangados por esses cristãos estarem fazendo obras de poder é que eles estão enganando as pessoas para acreditarem no que não é verdade. Não há ressurreição e esses truques de mágica (ou o que quer que estejam fazendo) estão apenas desviando as pessoas. “

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