É dose…

Eu e Luís

É dose… Um aprendizado importante durante uma caminhada que você não desejaria fazer é não deixar se dominar pela reclamação nem pela tristeza.

Se cremos que nosso Pai do céu está no controle e de tudo precisamos, abrir os portos, levantar os olhos e acolher o caminho que Ele nos propõe. Desfrutar da Sua presença no caminho, contemplar as coisas belas que existem nesse caminho e perceber que certas “coincidências” na verdade são Sua providência pulando em nossa frente.

Provérbios 17:17 diz:
“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.”

Nasce mais um irmão aí na vida: Luís @luisclaudioados . Amizade forjada, numa dose de iodoterapia, no quarto de portas de chumbo do HAM, onde literalmente “comemos muita água juntos”, (mineral e a Palavra de Jesus), partilhando similaridades na história de quem enfrenta a luta contra o câncer mas que, mais que isso, entende que a vida não se resume a a uma fixação no problema. Obrigado, mano!

Saber que independente do que passamos e do temos ou teremos de passar, já temos a vitória e somos mais que vencedores pois temos a Cristo e ele mesmo é companhia e nós dá propósito e missão em cada momento.

Luis, Silvia, Katia, Patrícia, Raimundo, Dra Fernanda, enfermeiros, tantos sem nome que partilhamos seja um bom dia, um sorriso, um abraço, uma palavra de fortalecimento e até outros que nos tocaram com seu serviço e nem sequer os vimos. Lucas e Dani, Laiane, Alda etc., não esqueço de vocês.

Então… a vida tem sua doses e com ela mundos que se abrem para que o amor se expanda e a glória se manifeste. Cada momento temporário tem seus lampejos de eternidade.

Obrigado Pai por tudo. O Senhor é bom! Obrigado, Karol, mamonas, Jonas. Obrigado, Dr Paulo, Soninha, William, Cami, minha mãe, meus irmãos do Aprisco e todos os amigos que de perto ou longe mandaram uma mensagem e fizeram suas orações. Vocês são cada um, um pedacinho dessa companhia divina no processo.

Seguimos com paciência e fé o caminho proposto.

A propósito, preparei um E-BOOK devocional chamado: “30 dias aprendendo a estar com Deus”.

Se você quiser receber gratuitamente ou com uma doação de qualquer valor é só você clicar aqui: E-BOOK 30dias

Pode baixar e distribuir à vontade.

Deus abençoe.

Eu Sou Tua Casa, Tua Morada, Eu Sou Teu Lar

A Bíblia nos ensina que, em Cristo, não somos apenas seguidores de um ensinamento, mas morada do próprio Deus. Em 1 Coríntios 6:19, Paulo nos lembra: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” Essa verdade é transformadora, pois significa que Deus não deseja apenas nos visitar, mas fazer de nós Sua habitação permanente.

Quando dizemos: “Eu sou tua casa, tua morada, eu sou teu lar. Mudas as coisas de lugar!”, estamos reconhecendo que, ao permitir que Deus habite em nós, Ele tem total liberdade para transformar o nosso interior. Assim como um lar precisa de ordem, limpeza e renovação, nosso coração também precisa ser moldado pela presença de Deus.

Jesus reafirmou essa realidade ao dizer: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). Ele não quer apenas reformar algumas áreas da nossa vida, mas mudar tudo, colocando cada coisa no lugar certo. Isso pode significar abrir mão de pecados, mudar hábitos e alinhar nossos pensamentos com os d’Ele.

Ser morada de Deus não é apenas um privilégio, mas um chamado à santidade e à comunhão. Quando reconhecemos que pertencemos a Ele, permitimos que o Espírito Santo nos transforme diariamente. Hoje, Deus deseja entrar e fazer morada em seu coração. Você está disposto a entregar as chaves para Ele?

Se esta mensagem falou com você, tire um momento para orar e entregar sua vida completamente ao Senhor. Ele quer fazer de você Sua casa, Seu lar!

Se você fez essa oração pela primeira vez e gostaria de compartilhar essa notícia comigo pra eu poder te orientar nos primeiros passos da sua nova caminhada em Cristo , me fala aqui.

O Pai Nosso em 7 devocionais

No ano de 2020 fui convidado por Prof. Nevinha Enéas para escolher um trecho do Sermão da Montanha e escrever alguns textos devocionais.

Os textos seriam parte de um Livro de Devocionais em comemoração dos 70 anos da Segunda Igreja Batista de Feira de Santana, igreja na qual meu saudoso avô Fileto de Souza Barreto exerceu ministério pastoral e da qual fiz parte desde a minha infância, bem como meus pais e também inté tanto eu quanto Karol fomos batizados.

Quero compartilhar com vocês estes sete devocionais sobre a oração ensinada por Jesus. Você pode acompanhar a série completa na ordem abaixo, refletindo sobre uma parte do Pai Nosso a cada leitura. Se este conteúdo edificar sua vida, compartilhe e deixe seu comentário.

Leia a série completa

O Pai Nosso em 7 devocionais (7/7) – Amém

por Alex Cosmo

“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

No momento em que Jesus deixa a oração modelo do Pai Nosso com os seus discípulos, Ele confronta o caráter das orações dos hipócritas e fariseus, também das orações pagãs aprendidas pela influência cultural e religiosa de várias nações. Não estou dizendo que a oração do Pai Nosso não possa também ser feita de maneira hipócrita ou mecânica mas que, se realmente refletimos no que estamos falando, ela difere muito de tudo que existia naquele momento. O nosso objetivo nessa série de estudos foi o de ampliar nosso entendimento em torno das máximas que Jesus deixou na oração do. Pai nosso. Veremos a seguir a conclusão e o Amém. Esse trecho: [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém], aparece entre [ ] chaves, porque não são todos os manuscritos antigos que tem o mesmo conteúdo mas, nesta tradução que estamos usando, atribui-se a este Deus triúno (Pai, Filho e Espírito Santo) “o reino e o poder e a glória”, os quais somente a Ele pertencem. Espero que Deus aperfeiçoe nossa vida de oração e que passemos adiante o aprendizado.

Textos relevantes: Rm 11.33-36, 1Co 14.1-19, 2Co 1.20, Tg 4.1-3

Percebeu ?

– pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre – O que há de mais marcante na oração que Jesus ensinou fica ainda mais evidenciado nessã conclusão: É uma oração de caráter teocêntrica (Deus no centro) O que mais importa é Ele, seu reino, sua vontade, seu nome e poder. É muito comum ao orarmos, cairmos no egoísmo onde a nossa vontade é o principal e Deus é apenas o meio de conseguir o que queremos. A isso chamamos de feitiçaria: uma tentativa de se apropriar de um poder espiritual para benefício próprio. Com certeza, Deus nosso Pai não atenderá os desejos egoístas e mesquinhos, motivados por ódio, vanglória ou luxúria. Sabemos que muitos demônios se propõem a fazer pactos em troca desse poder manipulador mas não nosso Deus. Ele é o Senhor, é Deus, é o princípio, meio e fim de todas as coisas. Temos de cuidar também pra não nós tornarmos teatrais em nossas orações como acontece com os hipócritas e fariseus religiosos que se importam mais em mostrar suas verborragias diante dos homens, que sinceridade e humildade de coração diante de Deus. É muito comum também nas orações pagãs, a mera repetição mecânica das palavras sem nenhum entendimento como forma de volume e penitência ou como esforço de esvaziamento mental. Oração é vida e envolvimento.

– Amém – significa: assim é, assim seja, que assim seja feito. Era de costume nas sinagogas e passou para as reuniões cristãs que quando a pessoa que lia ou discursava, oferecia louvor solene a Deus, os outros respondiam “amém”, fazendo suas as palavras do orador. “Amém” é uma palavra memorável. Foi transliterada diretamente do hebraico para o grego do Novo Testamento, e então para o latim, o inglês, e muitas outras línguas. Por isso tornou-se uma palavra praticamente universal. A oração do Pai Nosso é uma afirmação da soberania e suficiência de Deus em nossas vidas. Desejar que assim seja de acordo com a vontade perfeita e soberana de Deus é um ponto de resolução de nossos conflitos a respeito do sentido da vida, da busca por satisfação e prazer, da libertação da culpa e dos medos.

– Oração é vida – A bíblia nos ensina pelo menos 3 instâncias de oração: 1) A oração contínua em espírito que é o exercício de manter-se conectado com o Senhor o tempo inteiro e permeado em todas as nossas atividades, fazendo dEle participante de nossos pensamentos e conjecturas interiores (1Ts 5.17); 2) O momento devocional dedicado exclusivamente a busca do Senhor em oração, louvores, jejum e meditação na palavra (Mc 1.35); 3) As orações em comunidade, seja no casal, em família, num grupo de conexão, no trabalho, na igreja ou em qualquer lugar (At 16.25).

Provocações e Implicações

1 – Dentre as 3 instâncias de oração mencionadas no estudo, qual você tem fluído melhor e em qual você sente que precisa melhorar?

2 – Que fatores tem impedido que você melhore sua vida de oração?

3 – Que decisão prática você pretende tomar para dar uma guinada em sua vida de oração? 

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O Pai Nosso em 7 devocionais (6/7) – As tentações

por Alex Cosmo

“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Quando falamos de tentação e pecado, as questões que surgem são: Por que Deus nos deu a possibilidade de sermos tentados e de pecar? Onde começa a tentação e o pecado? Como Deus nós ajuda contra as tentações? Responder essas questões será nosso alvo no estudo de hoje sobre as tentações. Jesus deu uma importância muito maior que nós as tentações. Geralmente nós achamos que somos fortes e subestimamos a real influência das tentações do pecado sobre nossa vida. O único pedido de Jesus na oração modelo a respeito do futuro, não é sobre o que vai comer ou vestir mas sim esse, relacionado a possibilidade de pecar. Jesus sabia que “o salário do pecado é a morte”. A morte que o pecado gera não é inicialmente física como pensavam Adão e Eva mas sim, a separação de Deus, a incapacidade de ação e reação, perda da sensibilidade para a vida. Morto é aquele que apesar de experimentar tudo, em nada se satisfaz, consome tudo mas de nada se completa. A vida perde a graça, e nada é suficientemente prazeroso e satisfatório. O pecado anestesia os sentidos. O pecado rouba a alegria de viver. O pecado mata. Cometemos pecados? Sim, mas não devemos nos render ao pecado. Rendição somente a Cristo. Seja perdoado, levante siga.

Textos relevantes: Gn 3.1-24, 4.7, Jz 14, Mt 4.1-11, 5.29-30; 1Co 10.13, 2Co 10.12, 1Ts 3.5, Tiago 1.12-15,

Percebeu ?

– e não nós deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal – A tentação começa no pensamento, na maior parte dos casos. Em nossa mente, construímos os cenários, assumimos, delegamos os papéis e depois dramatizamos,,colocando em ação os pensamentos. Enchemos nossa mente com literatura, cinema e novelas cheias de impureza; brincamos com a dinamite das emoções, como se fosse um brinquedo inocente. Como Sansão (Jz 14), nos colocamos em situações perigosas e nos deleitamos nelas. Andamos em más companhias. No trabalho, na escola, na prática esportiva ou nos momentos de diversão, às vezes, ouvimos uma tentadora voz dizer: “Me empresta teu corpo e tua alma”!. A expressão “não nos deixe cair em tentação” não é uma permissão para entrar no terreno da tentação e ali ficar isento mas sim, um pedido pra não entrar naquele terreno pois é como um ralo que atrai a todos que passam por ele. A tentação envolve:1) Nossa cobiça, desejos, carências e soberba 2) O sistema mundano 3) a influência de espíritos malignos. A tentação é uma instigação para o mal, a favor do ego e contra o amor. É também uma sedução e se mostra como teste e provação para a vida do Cristão. Falo isso porque se não há temor de Deus também já não há tentação mas apenas de uma escolha pesando fatores puramente pessoais. Deus não tenta ninguém mas ele permite que sejamos tentados e isso é uma espécie de provação.

– Para vencermos as tentações o primeiro passo é saber que pela nossa força não temos como conseguir. Somente pela vida de Cristo em nós, no poder do Espírito Santo iremos triunfar e manifestar a glória de Deus diante de um mundo corrompido. Jesus disse: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vigilancia é ficar atento e desviar-se do mal. Oração é a vida de conexão com o Pai na qual nos fortalecemos em espírito já que a carne é fraca. Para vencermos, precisamos crer na Palavra e em seu galardão pois a tentação é transformar pedras em pães para satisfazer nossa alma em desatino faminto, indo de encontro à mansidão e domínio próprio que o “pão nosso de cada dia” representa para a satisfação de nossas necessidades. Outra coisa importante para vencer as tentações é ficar quieto. A tentação exige ação e movimento debate e interação. Como Sansão e Dalila (Jz 14), quanto mais você conversa com ela mais forte ela fica. Se quer vencer encha sua mente da palavra e do Espírito Santo, louvando, sendo agradecido a Deus. Confesse a palavra em vez de querer argumentar. Quanto mais você se calar e aquietar ela secará.

Provocações e Implicações

1 – Quais são as áreas mais vulneráveis de sua vida, onde você corre maior risco de tentação?

2 – Há quem questione por que Deus nos deu liberdade de escolhas e a abertura de sermos tentados mas, existiria liberdade e amor sem a possibilidade de escolher outro caminho? Ou seriamos apenas marionetes sem vida?

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O Pai Nosso em 7 devocionais (5/7) – O perdão

por Alex Cosmo

“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

O perdão é o tema de nosso estudo hoje. Não é por acaso que essa quinta petição é tão destacada na oração do Pai Nosso, merecendo inclusive um desdobramento logo após a oração em Mateus 6:14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”  Nenhum relacionamento sobrevive sem o perdão e a própria alma do homem adoece quando não perdoa pois é como se estivéssemos prendendo aquela pessoa em uma cela dentro de nós. O perdão é a graciosa chave da continuidade e é através dele que temos a possibilidade de viver relacionamentos livres, por amor somente . Toda essa ênfase de Jesus nesse assunto é pela real dificuldade que temos em perdoar e em pedir perdão. Sempre quando estamos ofendidos pensamos ser impossível ao outro que pague o provocou mas, é justamente daí que vem toda a graça do perdão, perdoar o imperdoável. Em Jesus, o Senhor nosso Deus  e Pai nos reconciliou com ele deixando pra nós como filhos dele esse ministério do perdão e da reconciliação.

Textos relevantes: Jr 31.34; Mq 7.18,19; Mt 26.28; 18.21-35; Lc 1.76,77; Hb 8.12; 10.15-17; 1Jo 1.7-10; 2.1,2; Rm 12:19

Percebeu ? 

– perdoa nossas dívidas – Um excelente passo inicial no caminho de perdoar é a consciência de que nós também erramos, erramos feio, e erramos muito. Um coração orgulhoso e cheio de justiça própria sempre se sentirá no direito de não perdoar o outro. No entanto, isso revelará uma profunda distância do caráter do Pai celeste que é perdoador.  No texto, os erros são tratados como dívidas pra deixar claro que há um ônus, um preço ou pena a ser paga pela ofensa cometida. E esse preço não é pela tabela de quem ofendeu mas sim de quem foi ofendido. As mesmas falhas que vemos nos outros podem ser encontradas em nós mesmos. Perdoar é liberar, deixar ir alguém que por direito poderíamos reter pela ofensa que nos fez. Perdão é rendição.

– assim como – Não se trata de que o perdão que concedemos nos garanta o direito do perdão divino como numa barganha mas sim, de haver em nós a mesma disposição de perdoar que o Senhor tem por nós. Quando chegamos ao entendimento do quanto o Senhor nos perdoou de dívida, passamos a liberar as dívidas infinitamente menores das ofensas contra nós. Mas se superestimamos as ofensas dos outros é porque não estamos conscientes de nosso estado de pecado. Por isso há uma vinculação do perdão divino, ao nosso perdão ao próximo. Ressalto que não é com relação ao perdão inicial da justificação pelo sangue e cruz de Cristo somente, mas ao perdão diário que permite a continuidade no relacionamento com o Senhor.  Perdão é condição. 

– nós temos perdoado aos nossos devedores- Deus perdoa o arrependido e, uma das principais caraterísticas do arrependido é um espírito perdoador. Não há uma opção de não perdoar para os que já foram alcançados pela graça de Deus. É simplesmente um derramar de amor e perdão que não devemos conter nem reter. Perdão é decisão. 

– Existem algumas etapas no processo do perdão a saber: 

1) Ore – perdão se constrói em oração e na presença desse Pai maravilhoso e misericordioso; 

2) Confrontação – se alguém pecou contra você, fale diretamente com a pessoa sobre o assunto; 

3) Arrependimento – mudança de mente pela consciência do erro cometido; 

4) Confissão – não apenas dizer mas se dispor a cumprir a pena do erro cometido; 

5) Perdão – liberação da dívida impagável.

Provocações e Implicações

– Você perdoa ou acumula? Ou ainda diz que perdoa e submete a pessoa a pagar por toda a vida a ofensa que te fez?

– Nesse exato momento há alguém que você precise perdoar? Há alguém que você sabe que ofendeu e precisa pedir perdão? Que tal ser livre ainda hoje? Receba força em nome de Jesus e vá se reconciliar.

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O Pai Nosso em 7 devocionais (4/7) – O pão Nosso

por Alex Cosmo

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

No primeiro trecho da oração, vimos nos estudos anteriores como a prioridade de Jesus foram as coisas do alto e a manifestação da glória do Pai pois orou: teu nome, teu reino e tua vontade. Ao buscar em primeiro lugar o reino de Deus compreendemos o quanto somos dependentes de seu amor e graça logo, Jesus na segunda parte da oração, nos instrui a apresentar também todas as nossas necessidades diante do Senhor: o pão, o perdão e o livramento.. Há quem pense que não deve incomodar Deus com essas coisas triviais mas é um erro tanto o extremo de não apresentar nossas demandas ao Senhor, como o de fazer que a oração esteja centrada somente em nossas necessidades. O que temos para hoje? “…o pão NOSSO de cada dia dá-nos hoje;…”

Textos relevantes: Êxodo 16, Juízes 7, Mateus 4.4; 6.19-33; Lucas 11.1-13; João 6.31-35; Romanos 8.18-22

Percebeu ? 

– Em sua oração modelo, Jesus reconhece a importância da batalha pelo sustento e a dependência total do Pai para tudo. Ele sabe das contas que temos a pagar e de como essa é uma preocupação gritante que deve ser logo apresentada ao Pai.

– o pão – Com 6.000 anos de idade, o pão existe desde que a humanidade existe. Simples, básico, acessível e presente diariamente na mesa e na vida de todos os povos. Consideramos indispensável e por mais que comamos parece que nunca enjoamos: que maravilha é o pão. É o ícone do alimento que sacia a fome por completo e da provisão para as necessidades. Na bíblia foi usado por Jesus para referir a si mesmo como “pão do céu” e “pão da vida”.  Todos  temos fome não só de natureza material. O pão pedido por Jesus nos remete ao alimento físico, emocional, espiritual, à saúde, ao lar, à mesa com a família,  a uma estrutura de paz e um bom governo. O pão é o suprimento divino para todas essas  necessidades. O pão representa também o compromisso do Pai com a necessidade básica (1Tm 6.7-8) e não os luxos e futilidade da vida. Sejamos felizes com o básico e com o que temos e não infelizes e insatisfeitos pelo que não temos.

– nosso . O Pai não é só meu, é nosso. O pão também não é só meu, é nosso! Jesus apresenta a visão de comunidade, de coletividade pensando  não somente em si mas em todos nós. Se entendêssemos que aquilo que Deus nos dá é para dividir com o nosso próximo, com certeza não haveria tanta necessidade sobre a terra. Somos mais felizes quando partilhamos que quando estocamos e acumulamos. Jesus alimentou multidões sem reclamar da pouca quantidade de pão que havia. Ele dava graças, partia o pão, saciava a todos e ainda sobrava para ajudar outros no caminho. (Mt 15.32-38)

– de cada dia dá-nos hoje  – É nesse momento que apresentamos as necessidades urgentes e importantes do dia de hoje.  Pois o amanhã cuidará de si mesmo e basta a cada dia, seu mal. Êxodo 16 nos dá uma visão detalhada sobre o que Jesus quis dizer com “de cada dia dá-nos hoje”. O maná era enviado cada dia na porção que saciava a cada um dos israelitas. Isso define um relacionamento de dependência diária sem acúmulo ou estoque. As nossas orações e meditação de ontem foram pra ontem. Hoje é um novo dia e Ele nos convida à mesa de novo. Uma outra coisa que aprendemos é que o maná caía diariamente cada um pegava sua porção e tinha de preparar o pão. O fato de Deus nos dar, não quer dizer que não temos de trabalhar, nem tampouco nos isenta da responsabilidade de alimentar os famintos.

Provocações e Implicações

– Você tem fome de quê? 

– Quem te deu o teu pão hoje? Quem colocou a tua mesa? Quem define o que te ocorre? Será que quando murmuramos não estamos agindo como crianças que não gostam do cardápio do dia e  indo de encontro a soberania do nosso Pai?

“Por trás do pão está a farinha; da farinha, o moinho; do moinho, o trigo, a chuva, O sol e a vontade do Pai.” M.D.Babcock

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O Pai Nosso em 7 devocionais (3/7) – Vontade

por Alex Cosmo

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Hoje veremos: “…faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;…”.   A vontade é a força do querer, de voluntariamente ir em uma direção definida. A vontade de Deus é soberana, boa, perfeita, agradável, está acima de tudo e prevalece sobre tudo no universo.  Nos céus, a vontade direta de Deus sempre se cumpre com absoluta perfeição mas na terra vemos a permissão de Deus para o domínio do homem. A terra quando criada foi cedida aos homens para que, como mordomos, governassem em conformidade com a vontade do criador. Nos homens a vontade está ligada ao livre-arbítrio que foi dado por Deus quando os criou à sua imagem e semelhança mas, com o pecado e a queda, esse livre-arbítrio foi infectado e limitado de forma que impera dentro do coração do homem o desejo por tudo que está distante da boa vontade do Pai. Para cancelar o domínio do pecado, Jesus veio e pelo seu sangue pagou toda a dívida do pecado que havia contra nós(Cl2.14). Da Cruz, liberou uma graça e amor tão abundante que nos constrange(2Co5.14), influenciando a nossa vontade e fazendo-nos desejar novamente a vontade de Deus. Por isso Jesus orou: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” revelando seu entendimento que que a vontade do Pai é melhor que a nossa e é por ela que precisamos viver e morrer.

Textos relevantes: Sl 143.10, Mt 21.28-32, Mc 14.32-36(Is53.10),  Rm 6.11-14, Rm 12.

Percebeu ? 

– Somos imperfeitos, cheios de disputas internas e tropeços, mas nossa busca contínua deve ser a de agradar àquele que nos tirou do atoleiro e colocou nossos pés sobre a Rocha.  É característica do coração convertido, a inclinação e o desejo de viver a vontade do Pai. Jesus viveu 100% a vontade do Pai e apesar de ser tentado em tudo, não cometeu pecado(Hb4.15). Ele é um perfeito mediador e companheiro, conhecedor das nossas lutas humanas e também do coração do Pai. Toda investida do sistema mundano e o agir do maligno é para fazer com que esqueçamos a vontade de Deus e andemos no pecado. Para fazer a vontade de Deus temos de mortificar a nossa própria vontade por isso, o bom é que ninguém peque mas, se em meio a essa busca pecarmos, temos Jesus que intercede por nós junto ao Pai.

– A vontade universal de Deus para a humanidade está expressa em sua palavra e foi encarnada na vida de Jesus aqui na terra. Muitos erram por não conhecer Jesus e sua palavra. Outros tantos porque conhecendo a verdade desejaram mais a escravidão do pecado que a liberdade do amor de Deus,  amaram mais as trevas que a luz. Antes de começar uma grande corrida é bom vermos pra que lado estamos indo.

– Existem assuntos e casos particulares onde a pergunta não quer calar:  Qual é a vontade de Deus nesse caso especifico? Onde vou trabalhar, morar ou com quem vou casar? É como se tivéssemos um desejo de saber antecipadamente sobre as coisas e ainda achamos que Deus é uma bola de cristal que basta esfregarmos um pouco e saberemos todo nosso futuro. No texto de Paulo aos romanos (Rm 12.1-2) somos levados a um novo nível de entendimento de que a vontade de Deus nesses casos particulares nem sempre pra ser sabida mas sim, experimentada. Cabe a nós uma entrega total em obediência e o Espirito Santo de Deus, pela sua palavra, nos capacita a viver experimentando dia após dia a vontade (boa, perfeita e agradável) dele em qualquer situação. A cada passo, mais um trecho do caminho é revelado e nova força nos é dada.

Provocações e Implicações

– Todos querem ser felizes mas nem todos estão dispostos a fazer o caminho de obediência à vontade de Deus que traz esse real contentamento. Será que alguém pode conseguir viver a vontade de Deus sem que o próprio Deus o capacite? O que é preciso para ele nos capacitar? 

– Uma hora dizemos: – É de Deus! É da vontade de Deus! Mais na frente, quando as coisas apertam ou dão errado dizemos: – Deve ser porque não era da vontade de Deus. Uma hora era e outra não? Pode isso? Ou seria mais uma crise de fidelidade e falta de real arrependimento?

– No estudo de hoje vemos Jesus orando: Faça-se a tua vontade. Em Mc 14.32-36 vemos Jesus sofrendo as implicações de querer a vontade de Deus acima de tudo. Em Fp 2.5-11 vemos toda a jornada e o prêmio da obediência e sujeição à vontade do Pai. Você tem consciência do custo de seguir a Jesus vivendo a vontade de Deus? 

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O Pai Nosso em 7 devocionais (2/7) – Rei de reis

por Alex Cosmo

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

A primeira parte da oração do Pai nosso começa com o foco em Deus: “teu nome, teu reino, tua vontade”. Como vimos no estudo anterior, esse entendimento de ir ao Pai com o coração disposto a viver para Ele e colocar nossas necessidades pessoais em segundo plano é essencial então, no estudo de hoje veremos: 

“…venha o teu reino;…”. Nosso entendimento sobre reino é muito limitado visto que vivemos num regime de governo democrático que significa: governo do povo. Sendo assim, falar de um reino ou de um rei nos leva mais às imagens dos castelos e das roupas majestosas que de fato o entendimento de como um reino funciona. Deus criou a terra e tudo o que nela há, depois criou o ser humano à sua imagem e semelhança e partilhou com esse homem o domínio sobre toda a criação. A idéia era que esse homem reinasse na terra segundo os princípios de seu Criador mas ao rebelar-se contra Deus, o homem diz que deseja levar o seu reino adiante sem precisar se sujeitar ao soberano Rei e Criador. Isso conduz esse homem à morte e agora com o coração infectado pelo pecado passa a destruir a criação e colocar todo seu desejo de domínio sobre o que não deveria ser dominado: outro homem. Se pelo próprio ser humano esse caos se estabeleceu, outro ser humano deveria dar um basta. Foi então que Jesus veio em carne, em forma humana, para como homem restabelecer o Reino de Deus que terrenamente havia sido usurpado pelo pecado e pela morte. Jesus dizia: é chegado a vós o reino de Deus. Isso significa que Jesus esvaziou-se de sua glória divina, assumiu a forma humana e como homem viveu 100% a vontade de seu Rei e Pai. Em sua vida, morte e ressurreição quebrou o império do pecado e da morte, estabelecendo o Reino de Deus e nos dando a graça real de ter esse mesmo reino dentro de cada um de nós.

Textos relevantes: Lc 11.14-24, Lc 13.18-21, Lc 22.41-42, Fp 2.5-10, Ap 4.1-11

Percebeu?

– “…venha o teu reino…” – Somos pequenos reis e rainhas do reinozinho de nossa vida que nos foi dado por esse Rei maior a quem pertence tudo e diante de quem todos iremos prestar contas um dia. Uma vez que reconhecemos o caos a que chegamos em nosso reinado, precisamos clamar: venha o teu reino! O reino de Deus se estabelece em nós quando entregamos nossas coroas diante do trono dEle em sinal de arrependimento, reconhecendo o preço alto que foi pago na cruz e rendendo-nos ao senhorio de Cristo em nossa vida. A partir disso, o Espírito Santo que é o espírito do Rei Jesus, vem habitar em nós para implantar toda a cultura do Reino de Deus em nossa vida conforme a Palavra de Deus (Constituição do Reino) e através da vida de serviço e comunhão dos santos que é a igreja. Cada vez que oramos “venha o teu reino”, estamos dizendo ao Senhor que percorra todo território e área da nossa vida eliminando os focos insistentes da antiga rebelião e nos conduzindo pelo seu poder a obediência ao Pai dos céus. Uma vez que essa obra de colonização está acontecendo dentro de nós, naturalmente nos tornamos agentes e embaixadores (2Co5.20) desse reino onde estivermos.

– Triunfando sobre o pecado e a morte, Jesus traz o Reino eterno de Deus à terra e reconcilia o homem com o Pai do céu (Jo14.6). Muitos sabem o que Jesus fez no calvário mas continuam vivendo em orgulho e soberba ignorando a convocação do grande Rei. Ao orar, Jesus apresenta não apenas um desejo de ver o reino de Deus, mas principalmente uma entrega pessoal onde, a começar nele e a partir dele o Reino de Deus viria a terra mesmo que isso lhe custasse a própria vida. Como seguidores de Jesus, devemos como no exemplo dEle dizer: reina sobre mim Senhor e que a partir de mim o teu reino se espalhe e alcance minha família, meu bairro, meus colegas no trabalho, na faculdade e que todos possam descobrir como é maravilhoso viver para ti.

Provocações e Implicações

– Leia Ap 17.14 e medite no que você entendeu sobre: “Rei dos reis”

– Temos muita facilidade em enxergar e criticar os erros do governo, do síndico do prédio, do ator da novela, do marido ou esposa, do patrão, das pessoas que andam aprontando em desobediência a Deus mas, quando se trata de enxergar e trabalhar a desobediência e corrupção dentro de nosso próprio coração, emudecemos. Se clamamos pelo Reino e o invocamos dizendo “venha”, o primeiro lugar que ele deve se estabelecer é em nós.

– O reino é tudo o que está no domínio de um rei. Que áreas em sua vida, o Espírito Santo ainda está colonizando para estabelecer o Reino de Deus? Que dificuldades tem encontrado?

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