por Alex Cosmo
“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”
No momento em que Jesus deixa a oração modelo do Pai Nosso com os seus discípulos, Ele confronta o caráter das orações dos hipócritas e fariseus, também das orações pagãs aprendidas pela influência cultural e religiosa de várias nações. Não estou dizendo que a oração do Pai Nosso não possa também ser feita de maneira hipócrita ou mecânica mas que, se realmente refletimos no que estamos falando, ela difere muito de tudo que existia naquele momento. O nosso objetivo nessa série de estudos foi o de ampliar nosso entendimento em torno das máximas que Jesus deixou na oração do. Pai nosso. Veremos a seguir a conclusão e o Amém. Esse trecho: [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém], aparece entre [ ] chaves, porque não são todos os manuscritos antigos que tem o mesmo conteúdo mas, nesta tradução que estamos usando, atribui-se a este Deus triúno (Pai, Filho e Espírito Santo) “o reino e o poder e a glória”, os quais somente a Ele pertencem. Espero que Deus aperfeiçoe nossa vida de oração e que passemos adiante o aprendizado.
Textos relevantes: Rm 11.33-36, 1Co 14.1-19, 2Co 1.20, Tg 4.1-3
Percebeu ?
– pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre – O que há de mais marcante na oração que Jesus ensinou fica ainda mais evidenciado nessã conclusão: É uma oração de caráter teocêntrica (Deus no centro) O que mais importa é Ele, seu reino, sua vontade, seu nome e poder. É muito comum ao orarmos, cairmos no egoísmo onde a nossa vontade é o principal e Deus é apenas o meio de conseguir o que queremos. A isso chamamos de feitiçaria: uma tentativa de se apropriar de um poder espiritual para benefício próprio. Com certeza, Deus nosso Pai não atenderá os desejos egoístas e mesquinhos, motivados por ódio, vanglória ou luxúria. Sabemos que muitos demônios se propõem a fazer pactos em troca desse poder manipulador mas não nosso Deus. Ele é o Senhor, é Deus, é o princípio, meio e fim de todas as coisas. Temos de cuidar também pra não nós tornarmos teatrais em nossas orações como acontece com os hipócritas e fariseus religiosos que se importam mais em mostrar suas verborragias diante dos homens, que sinceridade e humildade de coração diante de Deus. É muito comum também nas orações pagãs, a mera repetição mecânica das palavras sem nenhum entendimento como forma de volume e penitência ou como esforço de esvaziamento mental. Oração é vida e envolvimento.
– Amém – significa: assim é, assim seja, que assim seja feito. Era de costume nas sinagogas e passou para as reuniões cristãs que quando a pessoa que lia ou discursava, oferecia louvor solene a Deus, os outros respondiam “amém”, fazendo suas as palavras do orador. “Amém” é uma palavra memorável. Foi transliterada diretamente do hebraico para o grego do Novo Testamento, e então para o latim, o inglês, e muitas outras línguas. Por isso tornou-se uma palavra praticamente universal. A oração do Pai Nosso é uma afirmação da soberania e suficiência de Deus em nossas vidas. Desejar que assim seja de acordo com a vontade perfeita e soberana de Deus é um ponto de resolução de nossos conflitos a respeito do sentido da vida, da busca por satisfação e prazer, da libertação da culpa e dos medos.
– Oração é vida – A bíblia nos ensina pelo menos 3 instâncias de oração: 1) A oração contínua em espírito que é o exercício de manter-se conectado com o Senhor o tempo inteiro e permeado em todas as nossas atividades, fazendo dEle participante de nossos pensamentos e conjecturas interiores (1Ts 5.17); 2) O momento devocional dedicado exclusivamente a busca do Senhor em oração, louvores, jejum e meditação na palavra (Mc 1.35); 3) As orações em comunidade, seja no casal, em família, num grupo de conexão, no trabalho, na igreja ou em qualquer lugar (At 16.25).
Provocações e Implicações
1 – Dentre as 3 instâncias de oração mencionadas no estudo, qual você tem fluído melhor e em qual você sente que precisa melhorar?
2 – Que fatores tem impedido que você melhore sua vida de oração?
3 – Que decisão prática você pretende tomar para dar uma guinada em sua vida de oração?
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