O Discipulado Cristão


Vivemos em uma época em que todos estão sendo discipulados por alguma coisa ou por alguém. Talvez nunca tenha sido tão evidente que a influência molda o ser humano. Pessoas, ideologias, entretenimento, redes sociais, meios de comunicação, ambientes profissionais, amizades e até mesmo a cultura ao nosso redor trabalham constantemente na formação do nosso modo de pensar, sentir e agir.

O discipulado é, talvez, o mecanismo mais intenso e eficaz para a formação do caráter de uma pessoa. Ele não transmite apenas informações; transmite valores, convicções, hábitos e uma maneira de viver.

Enquanto escrevo estas linhas, inúmeros processos de discipulado acontecem ao mesmo tempo. Jovens aprendem filosofias nos bancos das escolas; amigos influenciam uns aos outros em suas conversas; homens e mulheres têm sua visão de mundo moldada pelos programas de televisão, pelas notícias, pelos filmes, pelas músicas e, hoje mais do que nunca, pelas redes sociais. Muitos acabam absorvendo conceitos completamente distantes da vontade de Deus, tornando-se discípulos de uma cultura que valoriza o ego, o prazer imediato, o sucesso a qualquer custo e a independência do Criador.

Em outras palavras, todos estão sendo discipulados.

A grande questão não é se alguém está sendo discipulado, mas por quem e para quê.

É justamente nesse contexto que surge o discipulado cristão, o único discipulado capaz de restaurar o ser humano à plenitude para a qual Deus o criou.

O discipulado cristão nasceu no próprio coração de Cristo. Ao iniciar seu ministério terreno, Jesus sabia que sua missão não terminaria na cruz nem em sua ascensão aos céus. Era necessário que sua vida continuasse sendo reproduzida em outras vidas.

Por isso, mais do que reunir multidões para ouvi-lo, Jesus escolheu homens comuns para caminharem ao seu lado. Eles observariam sua vida, seu caráter, suas palavras, suas decisões, sua compaixão, sua firmeza, sua oração e sua completa dependência do Pai.

Jesus não apenas ensinava em sermões. Ele ensinava vivendo.

Durante aproximadamente três anos, aqueles homens caminharam diariamente ao seu lado. Comeram com Ele. Dormiram próximos dEle. Viajaram com Ele. Presenciaram milagres. Ouviram suas correções. Receberam encorajamento. Foram confrontados em seus erros. Aprenderam a servir, a amar, a perdoar e a depender totalmente de Deus.

Mais do que transmitir conhecimento, Jesus transmitia vida.

Seu objetivo era que tudo aquilo que havia recebido do Pai fosse reproduzido na vida daqueles discípulos: seu caráter santo, sua intimidade com Deus, sua autoridade espiritual, sua compaixão pelas pessoas, sua fidelidade às Escrituras e sua completa submissão à vontade do Pai.

Ao final daquele processo, aqueles homens já não eram apenas seguidores de Jesus. Haviam se tornado parecidos com Ele.

Foi então que receberam a Grande Comissão:

“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações…” (Mateus 28.19-20).

Perceba que Jesus não ordenou apenas que pregássemos. Ele ordenou que fizéssemos discípulos.

Existe uma enorme diferença entre converter pessoas e discipulá-las.

Converter é o início da caminhada.

Discipular é acompanhar alguém até que Cristo seja formado nele.

Esse chamado também aparece em Lucas 9.23, quando Jesus declara:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”

Ninguém pode conduzir outra pessoa a uma vida de discipulado sem antes viver essa experiência.

Antes de discipular alguém, preciso ser discípulo.

Antes de ensinar, preciso aprender.

Antes de corrigir, preciso permitir que Deus corrija meu próprio coração.

Antes de formar pessoas, preciso continuar sendo formado por Cristo.

Foi exatamente isso que aconteceu com Paulo. Depois de sua conversão, Deus trabalhou profundamente seu orgulho, sua religiosidade, seus conceitos e sua maneira de enxergar o Reino. Enquanto servia à igreja, ele próprio continuava sendo moldado pelo Espírito Santo.

Assim também acontece conosco.

Enquanto discipulamos outras pessoas, Deus continua nos discipulando.

Muitas vezes, o Senhor utiliza exatamente aqueles que estamos ensinando para revelar áreas de nossa própria vida que ainda precisam ser transformadas.

O discipulado, portanto, não é um relacionamento entre um mestre perfeito e um aluno imperfeito.

É a caminhada de dois pecadores sendo aperfeiçoados por Cristo.

Discipular é investir tempo.

É abrir espaço na agenda.

É compartilhar refeições.

É caminhar junto.

É ouvir.

É aconselhar.

É corrigir com amor.

É celebrar conquistas.

É chorar junto nas derrotas.

É ensinar pela Palavra, mas principalmente pelo exemplo.

As pessoas raramente reproduzem apenas aquilo que ensinamos.

Elas reproduzem aquilo que somos.

Por isso, o discipulado não acontece apenas em uma sala de aula, em um curso ou durante um estudo bíblico.

Ele acontece na convivência.

Jesus discipulou andando.

Discipulou servindo.

Discipulou trabalhando.

Discipulou descansando.

Discipulou orando.

Discipulou enfrentando crises.

Discipulou amando pessoas difíceis.

Seu método foi a vida compartilhada.

Esse continua sendo o modelo da Igreja.

O verdadeiro discipulado não produz admiradores do discipulador.

Produz seguidores de Cristo.

O alvo nunca é criar dependência de pessoas, mas conduzir homens e mulheres a uma maturidade espiritual em que aprendam a ouvir a voz do Senhor, amar sua Palavra, servir sua Igreja e fazer novos discípulos.

Assim, o Reino de Deus continua avançando de geração em geração.

Meu desejo é que Deus me conceda a graça de investir minha vida na vida de outras pessoas, permitindo que o caráter de Cristo seja cada vez mais evidente em mim e, através de mim, alcance muitos outros.

Que cada pessoa que caminhe ao meu lado possa enxergar menos de Alex e mais de Jesus.

E que aqueles que forem discipulados também se tornem discipuladores, para que a corrente da graça nunca seja interrompida, até que toda a Terra seja alcançada pelo evangelho de Cristo.

“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele que for bem instruído será como o seu mestre.” (Lucas 6.40)

Que Cristo seja formado em nós, para que possa ser visto através de nós.

Alex Barreto Cosmo

Pelo estilo da escrita, parece um artigo ou reflexão que você preparou ainda no início do ministério. Mantive a ideia central, preservei o máximo possível da estrutura e da “voz” do autor, mas reescrevi tudo em português mais fluido, desenvolvendo os argumentos, preenchendo as lacunas e organizando o pensamento. Se eu não soubesse que havia sido escrito há muitos anos, diria que foi produzido para um livro.


O Discipulado Cristão

Vivemos em uma época em que todos estão sendo discipulados por alguma coisa ou por alguém. Talvez nunca tenha sido tão evidente que a influência molda o ser humano. Pessoas, ideologias, entretenimento, redes sociais, meios de comunicação, ambientes profissionais, amizades e até mesmo a cultura ao nosso redor trabalham constantemente na formação do nosso modo de pensar, sentir e agir.

O discipulado é, talvez, o mecanismo mais intenso e eficaz para a formação do caráter de uma pessoa. Ele não transmite apenas informações; transmite valores, convicções, hábitos e uma maneira de viver.

Enquanto escrevo estas linhas, inúmeros processos de discipulado acontecem ao mesmo tempo. Jovens aprendem filosofias nos bancos das escolas; amigos influenciam uns aos outros em suas conversas; homens e mulheres têm sua visão de mundo moldada pelos programas de televisão, pelas notícias, pelos filmes, pelas músicas e, hoje mais do que nunca, pelas redes sociais. Muitos acabam absorvendo conceitos completamente distantes da vontade de Deus, tornando-se discípulos de uma cultura que valoriza o ego, o prazer imediato, o sucesso a qualquer custo e a independência do Criador.

Em outras palavras, todos estão sendo discipulados.

A grande questão não é se alguém está sendo discipulado, mas por quem e para quê.

É justamente nesse contexto que surge o discipulado cristão, o único discipulado capaz de restaurar o ser humano à plenitude para a qual Deus o criou.

O discipulado cristão nasceu no próprio coração de Cristo. Ao iniciar seu ministério terreno, Jesus sabia que sua missão não terminaria na cruz nem em sua ascensão aos céus. Era necessário que sua vida continuasse sendo reproduzida em outras vidas.

Por isso, mais do que reunir multidões para ouvi-lo, Jesus escolheu homens comuns para caminharem ao seu lado. Eles observariam sua vida, seu caráter, suas palavras, suas decisões, sua compaixão, sua firmeza, sua oração e sua completa dependência do Pai.

Jesus não apenas ensinava em sermões. Ele ensinava vivendo.

Durante aproximadamente três anos, aqueles homens caminharam diariamente ao seu lado. Comeram com Ele. Dormiram próximos dEle. Viajaram com Ele. Presenciaram milagres. Ouviram suas correções. Receberam encorajamento. Foram confrontados em seus erros. Aprenderam a servir, a amar, a perdoar e a depender totalmente de Deus.

Mais do que transmitir conhecimento, Jesus transmitia vida.

Seu objetivo era que tudo aquilo que havia recebido do Pai fosse reproduzido na vida daqueles discípulos: seu caráter santo, sua intimidade com Deus, sua autoridade espiritual, sua compaixão pelas pessoas, sua fidelidade às Escrituras e sua completa submissão à vontade do Pai.

Ao final daquele processo, aqueles homens já não eram apenas seguidores de Jesus. Haviam se tornado parecidos com Ele.

Foi então que receberam a Grande Comissão:

“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações…” (Mateus 28.19-20).

Perceba que Jesus não ordenou apenas que pregássemos. Ele ordenou que fizéssemos discípulos.

Existe uma enorme diferença entre converter pessoas e discipulá-las.

Converter é o início da caminhada.

Discipular é acompanhar alguém até que Cristo seja formado nele.

Esse chamado também aparece em Lucas 9.23, quando Jesus declara:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”

Ninguém pode conduzir outra pessoa a uma vida de discipulado sem antes viver essa experiência.

Antes de discipular alguém, preciso ser discípulo.

Antes de ensinar, preciso aprender.

Antes de corrigir, preciso permitir que Deus corrija meu próprio coração.

Antes de formar pessoas, preciso continuar sendo formado por Cristo.

Foi exatamente isso que aconteceu com Paulo. Depois de sua conversão, Deus trabalhou profundamente seu orgulho, sua religiosidade, seus conceitos e sua maneira de enxergar o Reino. Enquanto servia à igreja, ele próprio continuava sendo moldado pelo Espírito Santo.

Assim também acontece conosco.

Enquanto discipulamos outras pessoas, Deus continua nos discipulando.

Muitas vezes, o Senhor utiliza exatamente aqueles que estamos ensinando para revelar áreas de nossa própria vida que ainda precisam ser transformadas.

O discipulado, portanto, não é um relacionamento entre um mestre perfeito e um aluno imperfeito.

É a caminhada de dois pecadores sendo aperfeiçoados por Cristo.

Discipular é investir tempo.

É abrir espaço na agenda.

É compartilhar refeições.

É caminhar junto.

É ouvir.

É aconselhar.

É corrigir com amor.

É celebrar conquistas.

É chorar junto nas derrotas.

É ensinar pela Palavra, mas principalmente pelo exemplo.

As pessoas raramente reproduzem apenas aquilo que ensinamos.

Elas reproduzem aquilo que somos.

Por isso, o discipulado não acontece apenas em uma sala de aula, em um curso ou durante um estudo bíblico.

Ele acontece na convivência.

Jesus discipulou andando.

Discipulou servindo.

Discipulou trabalhando.

Discipulou descansando.

Discipulou orando.

Discipulou enfrentando crises.

Discipulou amando pessoas difíceis.

Seu método foi a vida compartilhada.

Esse continua sendo o modelo da Igreja.

O verdadeiro discipulado não produz admiradores do discipulador.

Produz seguidores de Cristo.

O alvo nunca é criar dependência de pessoas, mas conduzir homens e mulheres a uma maturidade espiritual em que aprendam a ouvir a voz do Senhor, amar sua Palavra, servir sua Igreja e fazer novos discípulos.

Assim, o Reino de Deus continua avançando de geração em geração.

Meu desejo é que Deus me conceda a graça de investir minha vida na vida de outras pessoas, permitindo que o caráter de Cristo seja cada vez mais evidente em mim e, através de mim, alcance muitos outros.

Que cada pessoa que caminhe ao meu lado possa enxergar menos de Alex e mais de Jesus.

E que aqueles que forem discipulados também se tornem discipuladores, para que a corrente da graça nunca seja interrompida, até que toda a Terra seja alcançada pelo evangelho de Cristo.

“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele que for bem instruído será como o seu mestre.” (Lucas 6.40)

Que Cristo seja formado em nós, para que possa ser visto através de nós.

Alex Barreto Cosmo

Escrito em março de 2002 – no T.A.L. Da IDV

Nossa filha Maria já está atendendo em sua clínica on-line.

Maria Cosmo – Psicologia para Mulheres (Atendimento Online)

Cuidar da mente também é um ato de coragem e, para muitas mulheres, o peso da rotina, da autocobrança e das demandas emocionais acaba sendo carregado em silêncio. A psicóloga Maria Cosmo oferece atendimento online voltado especialmente para mulheres que desejam viver com mais leveza, clareza emocional e fortalecimento interno, mesmo em meio à correria do dia a dia.

Com uma abordagem acolhedora, ética e centrada no processo individual de cada paciente, Maria conduz um trabalho voltado para temas como ansiedade, sobrecarga mental, autoestima, limites, relacionamentos e autoconhecimento, sempre respeitando a história, o ritmo e os objetivos de cada mulher.

O diferencial do atendimento de Maria Cosmo está na combinação entre escuta sensível e direcionamento prático, ajudando a paciente a compreender padrões emocionais, organizar pensamentos e desenvolver recursos para lidar com desafios reais do cotidiano. Por ser online, o acompanhamento também facilita a constância terapêutica para quem mora em outra cidade ou até fora do Brasil, com conforto e privacidade.

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A vara da disciplina

Por Alex Cosmo

Nos últimos anos, tem crescido uma forte corrente entre pais, educadores e psicólogos que defende a chamada “educação não violenta” dos filhos. Não que esteja nesse texto defendendo uma “educação violenta”, visto que o uso da palavra “violência” já é por si carregada de interpretação reprovável na sociedade moderna, não restando espaço para o que costumo chamar de “violência positiva” ou seja, aquela que é uma deliberação divina para certas autoridades no sentido de refrear o mal.

Acredito também que o que chamam de “Educação não violenta” é na verdade uma violência ainda maior e que traz um prejuízo muito maior na vida da criança. Essa abordagem rejeita qualquer forma de punição física, especialmente o uso da vara e afirma que os filhos devem ser guiados apenas pelo diálogo, estímulo positivo e negociações. À primeira vista, isso parece nobre e moderno. Porém, quando examinamos à luz das Escrituras, percebemos que se trata de mais uma ideologia humanista que nega a sabedoria eterna de Deus sobre a natureza do homem e sobre como formar o caráter das crianças.

Eu sou muito grato pela disciplina que recebi de meus pais de várias formas porém, sei que muitos que ouvem os argumentos do não uso da vara nos filhos sentem um enorme conforto. Talvez por terem sido vítimas de abusos e violência doméstica e não da vara aplicada em amor. No entanto, exorto que não deixe com que os abusos sofridos os leve a outro extremo oposto que é tão quanto ou mais danoso: deixar os filhos por si.

Esse artigo não tem o objetivo de defender a obrigatoriedade da disciplina física, mas de combater a obrigatoriedade da não-disciplina física que está sendo pregada nos dias atuais. Tenha paciência para ler todo o material e depois tire as suas conclusões e tome suas decisões pois cada pai e mãe é responsável diante de Deus pela forma que cria seus filhos.

1. A ideologia da “educação não violenta” ignora a natureza pecaminosa da criança

Um dos pilares dessa teoria é a crença de que a criança nasce “boa” ou “neutra” e que, se não for corrompida pela sociedade, seguirá naturalmente o caminho certo. Isso é frontalmente contrário ao ensino bíblico:

“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afugentará dela” (Pv 22:15).

A psicologia secular muitas vezes nega a doutrina do pecado original e, por isso, considera a disciplina corretiva desnecessária ou prejudicial. Mas a Bíblia ensina que a criança já nasce inclinada ao egoísmo, rebeldia e insensatez, e precisa de correção firme para aprender os limites.

2. O argumento do “trauma psicológico” é exagerado e ideológico

Os defensores da educação não violenta afirmam que qualquer punição física gera “trauma” e cria adultos violentos. Essa é uma generalização ideológica que não se sustenta empiricamente quando o castigo é aplicado de forma moderada, amorosa e com propósito educativo.

A Escritura é clara:

“O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13:24). “Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” (Pv 23:14).

Note: a Bíblia não promove abuso, espancamento nem violência descontrolada, mas fala de disciplina proporcional. O “trauma” que os psicólogos denunciam é fruto do abuso e da ira dos pais, não da aplicação moderada da disciplina bíblica. (Amplio esse ponto mais adiante)

3. O diálogo sozinho não é suficiente

Outro argumento da educação não violenta é que “tudo pode ser resolvido pelo diálogo”. Porém, a própria realidade mostra que a criança pequena muitas vezes não possui maturidade cognitiva nem emocional para compreender apenas com palavras.

A Bíblia ensina que o coração da criança é insensato e necessita de medidas firmes:

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29:15).

O diálogo é parte da disciplina (Dt 6:7 fala de ensinar constantemente a Palavra), mas sem correção concreta, o ensino se torna vazio. A disciplina bíblica une amor, instrução verbal e, quando necessário, punição proporcional.

4. Deus, como Pai, usa disciplina até dolorosa

A base de toda paternidade está no caráter de Deus. E a Bíblia diz:

“O Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12:6). “Se estais sem disciplina […] sois bastardos e não filhos” (Hb 12:8).

Ou seja, a disciplina firme é prova de amor. O que a ideologia moderna chama de “violência” a Bíblia chama de cuidado paternal. O pai que nunca corrige fisicamente o filho pode ser visto como “amoroso” pela sociedade, mas pode se tornar um pai negligente.

5. O perigo da ideologia secular

A corrente da “educação não violenta” vem muitas vezes acompanhada de uma agenda maior:

– desautorizar o papel dos pais, transferindo a educação para o Estado e especialistas;

– relativizar a autoridade da Bíblia, colocando teorias psicológicas acima da revelação divina;

– produzir uma geração indisciplinada, que não reconhece limites nem respeito à autoridade (2Tm 3:1-5).

Ao rejeitar o ensino bíblico sobre a vara e sobre disciplina, essa ideologia semeia desobediência, enfraquece famílias e prepara terreno para maior rebeldia social e espiritual.

6. A síntese bíblica

A disciplina bíblica não é abuso: não é espancamento, não é violência descontrolada, não é descarga de ira. A disciplina bíblica é amorosa: aplicada com equilíbrio, explicada à criança, seguida de reconciliação e afeto. A disciplina bíblica é necessária: porque o coração da criança é inclinado ao mal, e apenas instrução verbal não basta.

Portanto, rejeitar o princípio bíblico da disciplina corretiva é rejeitar a própria sabedoria de Deus para a formação do caráter. O verdadeiro perigo e violencia não está na vara moderada, mas na omissão dos pais, que deixa a criança entregue a si mesma.

📖 Versículos-chave para interpretar corretamente as escrituras sobre o tema.

Pv 13:24; Pv 22:15; Pv 23:13-14; Pv 29:15; Hb 12:6-11; Ef 6:4.

Somente quando lemos vários textos em diferentes partes da bíblia podemos chegar a uma interpretação mais fiel de qualquer tema. Isolar um texto ou outro ou argumentos do tipo a Bíblia fala de “vara” mas não fala de usar a vara ou bater com a vara é, no mínimo desrespeito aos contextos bíblicos, históricos e culturais.

Vejamos alguns argumentos trazidos por este movimento ideológico e como podemos refutar biblicamente.

Argumentos e Refutação Bíblica

1. “Toda punição física é violência e gera trauma”

Argumento: Bater, mesmo levemente, ensina a criança a resolver conflitos pela agressão. Isso gera adultos traumatizados, inseguros e violentos.

Refutação bíblica:

A Bíblia diferencia claramente disciplina amorosa de abuso violento. O uso da vara é descrito como sinal de amor verdadeiro (Pv 13:24). A disciplina física bíblica não é descontrole nem agressão, mas correção pedagógica, feita com propósito, amor e moderação (Pv 23:13-14). Se fosse traumática por natureza, Deus jamais usaria a disciplina como metáfora do Seu cuidado paternal (Hb 12:6-11).

O trauma vem do abuso, da ira e da falta de amor dos pais, não da disciplina equilibrada ensinada pela Escritura.

2. “A criança aprende melhor apenas com diálogo”

Argumento: O diálogo constrói maturidade, autonomia e confiança; bater quebra a relação e mostra incapacidade dos pais.

Refutação bíblica:

O diálogo é essencial, mas não suficiente. A própria Escritura reconhece que a criança pequena não possui maturidade plena para compreender apenas pela razão. “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afugentará dela” (Pv 22:15). O diálogo deve caminhar junto com limites claros e, quando necessário, com punição proporcional. Caso contrário, a criança se torna “entregue a si mesma” (Pv 29:15).

A Bíblia manda ensinar e disciplinar. Só o diálogo pode virar permissividade.

3. “Amar é nunca bater”

Argumento: Pais que amam não podem bater, pois amor é acolhimento, não dor.

Refutação bíblica:

A Bíblia diz o oposto: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13:24). Deus, o Pai perfeito, disciplina os filhos que ama (Hb 12:6). Logo, disciplina não é oposta ao amor, mas expressão dele. Amar é buscar o bem eterno do filho, mesmo que a correção cause desconforto momentâneo (Hb 12:11).

A falta de disciplina é que é desamor e violência negativa, negligência disfarçada de afeto.

4. “Disciplina física gera adultos violentos”

Argumento: Crianças corrigidas com vara reproduzirão violência em sua vida adulta.

Refutação bíblica:

O que gera adultos violentos não é a disciplina firme, mas a falta de limites e o exemplo de pais descontrolados. A vara na Bíblia é para dar sabedoria, não violência: “A vara e a disciplina dão sabedoria” (Pv 29:15). A experiência mostra que filhos disciplinados de forma equilibrada tendem a crescer mais responsáveis e respeitadores da autoridade.

A verdadeira raiz da violência está no coração pecaminoso (Mc 7:21-23), não no ato de disciplina.

5. “É preciso respeitar os direitos da criança”

Argumento: Toda criança tem direito de não sofrer nenhum tipo de dor física, e os pais não podem impor castigos.

Refutação bíblica:

Sim, a criança tem dignidade porque é imagem de Deus. Mas dignidade não exclui a necessidade de disciplina. A própria Escritura ordena aos pais que criem os filhos na “disciplina e admoestação do Senhor” (Ef 6:4). A disciplina física, quando moderada, não viola o direito da criança, mas protege seu futuro, livrando-a do caminho da perdição (Pv 23:14).

A ausência de limites, sim, é que expõe a criança à autodestruição e a torna vítima de sua própria rebeldia.

6. “A Bíblia é antiga, hoje sabemos mais sobre educação”

Argumento: Os provérbios foram escritos em outro contexto cultural, e a ciência moderna já superou essas práticas.

Refutação bíblica:

A Palavra de Deus é eterna, não limitada pela cultura (2Tm 3:16-17). A psicologia humana muda constantemente; a Escritura permanece a mesma e revela a verdade sobre o coração humano em todos os tempos. Quando a ciência se choca com a Bíblia, o cristão permanece com a Escritura, que é a verdadeira sabedoria (Sl 119:98-100).

O que o mundo chama de “ultrapassado” e “carente de atualizações” é, na verdade, a sabedoria eterna do Criador.

7. “A bíblia fala de vara mas não para bater

Argumento: A Bíblia fala de vara, mas não para bater; apenas para falar com clareza.”

Refutação bíblica e exegética

1) O hebraico de Provérbios não deixa a ação no campo “apenas simbólico

שֵׁבֶט (šēḇeṭ) – “vara/bordão/cetro”

Termo concreto: cajado do pastor (Sl 23:4), cetro do rei (Gn 49:10) e instrumento de correção (Pv 10:13; 22:15; 23:13-14; 26:3; 29:15).

Pv 10:13: “o shevet (vara) é para as costas (gēv) do falto de entendimento” , linguagem física, não metáfora de “falar claro”.

“ferir, bater, golpear” – נָכָה (nākāh)

Em Pv 23:13-14 o verbo é explícito: “se o ferires (taḵkênu, de nākāh) com a vara (šēḇeṭ), não morrerá; tu o ferirás com a vara e livrarás a sua alma do Sheol.” Aqui não é “apenas orientar com firmeza”; é ato corretivo físico (moderado), distinto de abuso.

מּוּסָר (mûsār) – “disciplina, correção, treinamento” Em Pv 22:15; 13:24; 23:13 a “disciplina” inclui medidas pedagógicas que podem ser dolorosas. Não é sinônimo de “somente conversa

2) A Bíblia distingue “repreensão verbal” da “vara” (ambas necessárias)

Pv 29:15: “A vara e a repreensão (šēḇeṭ e tokheḥāh) dão sabedoria…” “Repreensão” (tokheḥāh) é verbal. O texto coloca dois meios complementares, não um só. Dizer que “vara = falar claro” anula a distinção que o próprio versículo estabelece.

Pv 13:24: amor verdadeiro disciplina cedo (não adia indefinidamente) e não “retém a vara”. Quem reduz tudo a palavras está, de fato, retendo um meio bíblico.

3) A metáfora pastoral confirma um uso real e corretivo

Sl 23:4: “teu bordão (šēḇeṭ) e teu cajado me consolam.” O pastor usava o bordão: Para proteger das feras (força legítima). Para corrigir e redirecionar as ovelhas (toques físicos). A imagem “consola” porque a correção firme salva de perigos. Não há “consolo” numa ovelha deixada à própria insensatez.

4) O Novo Testamento não “espiritualiza” a disciplina a ponto de anulá-la

Hb 12:6-11 usa termos fortes: παιδεία (paideía) = treinamento/educação que inclui correção inclusive física no uso greco-romano e na LXX. μαστιγόω (mastigóō) = “açoitar/flagelar” (12:6). A metáfora só faz sentido porque a disciplina pode doer, produzindo “fruto pacífico de justiça”.

Ef 6:4: “criai-os na paideía (disciplina) e nouthesía (admoestação)” — novamente, dois meios: correção formativa e instrução verbal.

5) Textos adicionais reforçam o caráter físico (moderado) da correção

Pv 26:3: “Chicote para o cavalo, freio para o jumento e vara para as costas dos insensatos.” (três instrumentos concretos, não figuras de retórica para “falar firme”.) Pv 10:13: “…vara para as costas do falto de entendimento.” A formulação “para as costas” (gēv) torna a leitura puramente simbólica insustentável.

6) “Mas não seria abuso?” — A Bíblia proíbe o abuso e exige proporção

A mesma Escritura que autoriza o uso da vara condena a brutalidade e a ira descontrolada:

Ef 6:4: “pais, não provoqueis vossos filhos à ira.”

Cl 3:21: “não os irriteis, para que não fiquem desanimados.”

A disciplina bíblica é amorosa, proporcional, explicada e seguida de reconciliação (Hb 12:6-11; Pv 13:24). Abuso é pecado; omissão também é (Pv 13:24; 29:15).

Disciplina física amorosa X Abuso violento

A disciplina física bíblica nunca deve ser confundida com abuso violento. A diferença está no propósito, no controle e no espírito em que é aplicada. A disciplina física, como ensina a Escritura, é sempre moderada, proporcional, explicada e acompanhada de amor, visando corrigir o erro e formar caráter (Pv 13:24; Hb 12:6-11). O abuso, ao contrário, nasce da ira, do descontrole e da frustração dos pais, gerando medo, humilhação e feridas emocionais ou físicas injustificáveis. Enquanto a disciplina bíblica se encerra em restauração e aproximação, o abuso se perpetua em traumas e afastamento. Em outras palavras: a disciplina fere para curar, o abuso fere para destruir; a primeira é sinal de amor responsável, a segunda é fruto de pecado e negligência.

Como diferenciar?

✅ Disciplina bíblica e saudável

Propósito claro – corrigir o erro e ensinar o caminho certo (Pv 22:15).

Controle emocional – nunca aplicada em estado de raiva ou explosão (Ef 6:4).

Proporcionalidade – medida leve, sem lesões físicas, adequada à idade e ao erro cometido.

Explicação – o filho entende o motivo da disciplina antes ou depois da aplicação (Pv 29:15).

Amor e reconciliação – após a correção, os pais expressam carinho, reafirmando o valor do filho (Hb 12:6).

Consistência – não é arbitrária nem contraditória; há regras claras e coerentes.

❌ Abuso violento e pecaminoso

Propósito destrutivo – descarregar raiva, humilhar ou machucar.

Fora de controle – aplicado em explosão emocional, gritos ou fúria.

Desproporcionalidade – força excessiva, ferimentos, humilhação pública.

Ausência de explicação – a criança não entende o porquê, apenas sente medo.

Distanciamento – após a agressão, não há restauração nem amor demonstrado.

Inconsistência – disciplina arbitrária, variando conforme o humor dos pais.

📖 Resumo:

A disciplina bíblica é ato de amor responsável que visa salvar a criança do mau caminho (Pv 23:14). Já o abuso é ato de violência pecaminosa que nasce da ira e destrói.

Conclusão

A chamada “educação não violenta” tem boas intenções, mas parte de uma visão humanista e ingênua da criança e ignora a realidade do pecado. A Bíblia nos mostra que:

A disciplina amorosa, inclusive física, faz parte do cuidado verdadeiro dos pais. O abuso é pecado, mas a disciplina equilibrada é bênção. Amar é corrigir, instruir e guiar, mesmo que isso cause dor momentânea.

Portanto, o cristão deve rejeitar as ideologias seculares que negam a Palavra e permanecer firme na verdade: “A vara e a disciplina dão sabedoria” (Pv 29:15).

Pais cristãos devem resistir à pressão cultural e permanecer firmes no modelo bíblico de disciplina. Isso não significa abusar, mas usar a correção proporcional, junto com amor, diálogo e exemplo, como instrumentos dados por Deus para salvar seus filhos da insensatez e conduzi-los à vida.

A síndrome do reizinho (TOD) e o caso de Adonias

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é uma condição comportamental em crianças e adolescentes caracterizada por um padrão persistente de comportamento desafiador, hostil, negativo e desobediente em relação às figuras de autoridade. Popularmente nomeado síndrome do reizinho ou do imperador, este transtorno é reconhecido por profissionais de saúde mental e está listado em manuais diagnósticos como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição).

Pais cristãos

Identificar se uma criança ou adolescente pode estar sofrendo de Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) envolve observar certos padrões de comportamento que são consistentemente negativos, desafiadores, desobedientes e hostis, especialmente em relação às figuras de autoridade. Os sinais incluem frequentes acessos de raiva, discussões com adultos, desafio ativo e recusa em cumprir com regras, provocação deliberada e culpabilização dos outros por seus erros ou comportamentos.

Do ponto de vista cristão, o tratamento para TDO pode envolver várias abordagens que alinham com valores bíblicos, como a paciência, o amor e a disciplina compreensiva. Aqui estão algumas sugestões de como lidar com isso biblicamente:

  1. Oração: A oração é fundamental. Peça a Deus por sabedoria, paciência e orientação no cuidado e educação da criança. Ore também pela saúde emocional e espiritual do seu filho.
  2. Amor e Compreensão: Mostrar amor incondicional é crucial. Isso não significa tolerar mau comportamento, mas garantir que a criança saiba que é amada, independentemente de suas ações.
  3. Limites Claros e Consistentes: Estabelecer e manter limites claros é essencial. Provérbios 22:6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Limites claros ajudam a criança a entender o que é esperado dela.
  4. Disciplina Apropriada: A disciplina deve ser aplicada de forma justa e consistente, não apenas como uma forma de punição, mas como uma maneira de ensinar a criança a se comportar de maneira adequada. É importante equilibrar a correção com o amor, como sugerido em Efésios 6:4, que instrui os pais a não provocarem seus filhos à ira, mas a educá-los na disciplina e instrução do Senhor. Os pais deve evitar tanto a truculência quanto a permissividade procurando esse equilíbrio firme.
  5. Diálogo e Comunicação: Encoraje a expressão de sentimentos e pensamentos de maneira saudável. Escute ativamente e valide seus sentimentos, mostrando que você entende suas frustrações e está lá para ajudar.
  6. Exemplo Pessoal: Seja um modelo de comportamento cristão. As crianças aprendem muito pelo exemplo, então viver de uma maneira que reflita os valores cristãos como o amor, a paciência e a gentileza é incrivelmente poderoso.
  7. Suporte da Comunidade: Envolver-se com a comunidade cristã pode proporcionar suporte adicional e um ambiente positivo. Participar de atividades da igreja e grupos de jovens pode ajudar a criança a se sentir parte de uma comunidade amorosa e acolhedora.

Além dessas abordagens, pode ser benéfico procurar a ajuda de um profissional cristão em psicologia ou aconselhamento que respeite e integre os seus valores religiosos no processo de tratamento. É importante lembrar que cada criança é única e pode responder de maneira diferente às abordagens, por isso, continue buscando a orientação de Deus em cada passo.

O caso de Davi e seu filho Adonias

O rei Davi foi um homem de Deus em todos os sentidos. Mas a bíblia não esconde que ele falhou ao lidar com seus filhos, principalmente em relação a Adonias:

“Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?”

1Reis 1.6

Aquele jovem viveu sem limites. Cresceu recebendo tudo o que queria. Fez tudo o que seus impulsos mandavam. E o pai? Jamais o recriminou por essas coisas.

Na juventude Adonias se exaltou e veio a lutar contra o seu próprio pai, tentando tomar-lhe o trono: “Eu reinarei” (1Rs 1.5), dizia ele. Quem jamais recebeu um “não” na infância, vai crescer imaginando que pode tudo. E ao tornar-se adulto, o mundo deverá “atender” aos seus caprichos.

A correta e bíblica criação dos filhos devem levar a uma compreensão que na vida não podemos tudo, e que não podemos ser governados por impulsos, desejos ou fantasias. Seria impossível a vida em sociedade se assim não fosse. A permissividade nunca foi boa orientadora, não leva ninguém ao conhecimento de seus limites, nem o prepara a um mundo onde há “deveres” e “obrigações”. Por isso…

“Aquele que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina”

Pv 13.24

Nossos jovens precisam aprender que há uma série de leis naturais que, se quebradas, levam naturalmente a “punições”. Ninguém permanece impune se enfiar o dedo na tomada ou a mão no fogo aceso. A “punição” faz parte de um desenvolvimento do equilíbrio interno, ou seja, “eu não posso tudo”, e caso eu queira, sofrerei as consequências por avançar sobre o direito de outros.

O equilíbrio social também depende da “punição”: alguém que dirige em via urbana, embriagado, a mais de 120km por hora precisa ser punido para preservar a vida dos demais.

Alguém que age violentamente, demonstrando ser incapaz de viver harmoniosamente em sociedade, precisa ter sua ação restringida para que a sociedade não viva à mercê dele.  E mais uma vez recorro à Bíblia:

“Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo”

Pv 19.19

Qualquer iniciante em psicologia sabe que há transgressões, como crimes de violência sexual, que nunca são “ocasionais”, mas “contumazes”, e haverão de se repetir e repetir, caso não haja uma prevenção, um impedimento.

A palavra da Sabedoria é clara: ao livrar a criança, o adolescente, o jovem, ou o homem de ser “punido” por seu ato inconsequente teremos uma perpetuação daqueles atos. Lembrem-se: há dentro dele um sentimento de onipotência – “eu posso tudo”. Por vezes há uma visão romântica: gostaríamos que todas as crianças fossem sempre puras e boas. Mas não são:

“Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto” .

Pv 20.11

O caso de Adonias, que é narrado no início do livro de 1 Reis na Bíblia, oferece um exemplo interessante que pode ser parcialmente relacionado ao comportamento observado no Transtorno Desafiador Opositivo (TDO), embora seja fundamental notar que a Bíblia não descreve condições psicológicas como entendemos hoje. Adonias, filho de Davi, exibiu comportamentos audaciosos e desafiadores ao se autoproclamar rei sem a autorização ou bênção de seu pai, o rei Davi, desconsiderando os direitos de Salomão, seu irmão, que era o herdeiro escolhido.

Aqui estão alguns pontos de intersecção entre a história de Adonias e o comportamento tipicamente associado ao TDO:

  1. Desafio à Autoridade: Adonias desafiou a autoridade de seu pai, o rei Davi, ao tentar usurpar o trono. Essa ação pode ser vista como paralela à desobediência e desafio a figuras de autoridade vistas em indivíduos com TDO.
  2. Autoconfiança Excessiva e Comportamento Impulsivo: Adonias demonstrou uma autoconfiança possivelmente exagerada e um senso de direito, organizando uma festa e convidando seus seguidores para declarar-se rei. Essa impulsividade e falta de consideração pelas consequências podem ser comparadas ao comportamento impulsivo observado no TDO.
  3. Falta de Previsão e Planejamento: Adonias não considerou completamente as implicações de suas ações nem planejou adequadamente sua tentativa de tomar o trono, o que reflete a falta de previsão típica em indivíduos com TDO.
  4. Conflito com Pares e Autoridades: A história mostra Adonias em conflito não apenas com seu pai, mas também com outros líderes importantes e seus irmãos, o que é comum em casos de TDO, onde o indivíduo muitas vezes entra em conflito com aqueles ao seu redor.

No contexto bíblico e cristão, a história de Adonias serve como um exemplo dos perigos do orgulho, da autoexaltação e do desrespeito pela ordem estabelecida por Deus. Para tratar comportamentos desafiadores e opositivos biblicamente, como discutido anteriormente, enfatiza-se a importância da disciplina amorosa, do estabelecimento de limites claros e consistentes, da oração, e do suporte da comunidade e da família.

O papel dos pais

É importante destacar o papel dos pais na história de Adonias, que também pode ser refletida nas discussões sobre o Transtorno Desafiador Opositivo (TDO). A Bíblia não detalha profundamente as interações entre Davi e Adonias, mas oferece uma informação crucial em 1 Reis 1:6, onde é mencionado que Davi nunca havia repreendido seu filho Adonias, dizendo: “Por que fazes assim?” Isso sugere uma falta de correção e possivelmente de comunicação aberta e efetiva entre eles.

Aqui estão algumas considerações sobre como as falhas dos pais podem ser vistas na perspectiva bíblica e sua relação com comportamentos desafiadores:

  1. Falta de Disciplina e Orientação: Davi não repreendeu Adonias por seus comportamentos anteriores, o que pode ter contribuído para que Adonias desenvolvesse uma sensação de impunidade e autoentitlement. A disciplina é crucial no desenvolvimento da criança, como enfatizado em Provérbios 29:17: “Corrige a teu filho, e te dará descanso; dará delícias a tua alma.”
  2. Ausência de Limites Claros: A aparente ausência de limites claros e consistentes por parte de Davi pode ter permitido que Adonias pensasse que poderia agir sem consequências. Isso é particularmente importante no contexto do TDO, onde a definição clara de expectativas e consequências é fundamental para a gestão do comportamento.
  3. Modelagem de Comportamento: Como rei e pai, Davi teve seus próprios desafios e falhas, incluindo momentos de grande erro moral e de liderança. As crianças frequentemente modelam o comportamento dos pais, e a conduta de Davi em outras áreas de sua vida poderia ter influenciado suas expectativas e ações de seus filhos.
  4. Engajamento Emocional: Não há indicações claras de que Davi tenha se engajado emocionalmente ou apoiado Adonias de maneira significativa, o que é um aspecto crucial na prevenção de problemas comportamentais. A presença ativa e positiva dos pais pode ser um fator protetor importante contra o desenvolvimento de comportamentos desafiantes.

No contexto cristão, essas observações reforçam a necessidade de um envolvimento parental proativo, amoroso e baseado em princípios bíblicos. Educar uma criança “na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4) inclui repreender quando necessário, estabelecer limites claros e justos, demonstrar amor incondicional e modelar um comportamento que honre a Deus.

Essas reflexões podem ajudar os pais modernos a considerar como suas próprias ações, engajamento e a maneira de impor disciplina podem impactar significativamente o comportamento e o desenvolvimento de seus filhos, especialmente aqueles que podem estar lutando com desafios comportamentais semelhantes aos de Adonias.

Segundo a psicologia

Características Principais do TOD:

  1. Comportamento Desafiador e Desobediência: Crianças com TOD frequentemente resistem ativamente a seguir regras e diretrizes estabelecidas por autoridades, como pais e professores. Elas podem deliberadamente tentar irritar outras pessoas ou se recusar a cumprir com os pedidos ou regras.
  2. Hostilidade: A interação com outras pessoas, especialmente com aqueles em posição de autoridade, é frequentemente hostil. A criança pode ter frequentes acessos de raiva e agir com rancor.
  3. Problemas de Controle dos Impulsos: Crianças com TOD muitas vezes apresentam dificuldade em controlar seus impulsos, o que pode resultar em comportamentos explosivos e reações desproporcionais às situações.

Critérios de Diagnóstico:

Para ser diagnosticado com TOD, a criança deve exibir um comportamento que se encaixa nas características mencionadas por pelo menos seis meses, e esse comportamento deve ser significativamente mais frequente ou severo do que o que é tipicamente observado em crianças de idade e desenvolvimento similares. Além disso, esses comportamentos devem causar prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional da criança.

Causas:

As causas do TOD são multifatoriais, envolvendo uma combinação de fatores genéticos, psicológicos, sociais e ambientais. Aspectos como temperamento difícil, baixa tolerância à frustração, modelos de comportamento negativos, ou experiências familiares desafiadoras podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.

Tratamento:

O tratamento para o TOD geralmente envolve terapia comportamental, que pode incluir treinamento para os pais em técnicas de manejo de comportamento, terapia familiar para melhorar a comunicação e as interações dentro da família, e terapia individual para ajudar a criança a desenvolver habilidades de enfrentamento, resolução de problemas e controle dos impulsos.

A abordagem de tratamento pode ser apoiada e enriquecida por valores e práticas cristãs, como já discutido, incluindo a orientação bíblica para disciplina e amor, a importância da comunidade e do suporte da igreja, e a prática da oração e da fé em Deus para a sabedoria e a força na educação dos filhos.

Sentimento de culpa. Como lidar?

Na vida todos pecamos e uma das conseqüências do pecado é o sentimento de culpa. Esse sentimento pode variar entre uma tristeza segundo Deus (2 Co 7.10-11) até um sentimento profundamente destrutivo de remorso com investidas espirituais malignas de acusação .

Antes de seguir na leitura, medite Salmo 51 e 32. São momentos que Davi passou. Espero que tenha lido a referência acima também, os links te conduzirão ao texto da palavra de Deus que tem poder de quebrar grilhões.

O sentimento de culpa tem um lado positivo que é nos conduzir ao arrependimento e a busca de perdão.

Ore confessando nominalmente esses pecados e erros pelos quais se sente culpado, peça inclusive para o Espírito Santo revelar os demais para que confesse também.

Aquilo que puder fazer no sentido de restituir a quem feriu faça mostrando um fruto digno de arrependimento.

O que não for possível , tome posse do perdão de Deus e da Graça, siga adiante e não aceite mais nenhuma acusação espiritual ou de quem quer que seja, nem mesmo sua .

Deus Deus já te perdoou , não volte para os grilhões da culpa. Leia Romanos 8.1-8 e pra finalizar: Ore , ore e ore.

A Bíblia e o transexualismo/transgeneridade

O transexualismo, também conhecido como transgeneridade, Transtorno de Identidade de Gênero (TIG) ou disforia de gênero, é um sentimento de que seu gênero biológico/genético/fisiológico não corresponde ao gênero com o qual você se identifica e/ou se percebe. Os transexuais/transgêneros geralmente se descrevem como se estivessem “presos” em um corpo que não corresponde ao seu verdadeiro gênero. Eles costumam praticar o travestismo e também podem procurar a terapia hormonal e/ou a cirurgia de mudança de sexo para adequar seus corpos ao gênero percebido.

A Bíblia em nenhum lugar menciona explicitamente a transgeneridade ou descreve alguém como tendo sentimentos transgêneros. No entanto, a Bíblia tem muito a dizer sobre a sexualidade humana. O conceito mais básico para nossa compreensão de gênero é que Deus criou dois (e apenas dois) gêneros: “homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Toda a especulação moderna sobre numerosos gêneros ou fluidez de gênero – ou mesmo um “continuum” de gênero com gêneros ilimitados – é estranha à Bíblia.

O mais próximo que a Bíblia chega de mencionar a transgeneridade é em suas condenações à homossexualidade (Romanos 1:18-32; 1 Coríntios 6:9-10) e ao travestismo (Deuteronômio 22:5). A palavra grega frequentemente traduzida como “homossexuais passivos ou ativos (NVI)” ou “homossexuais (NTLH)” em 1 Coríntios 6:9 significa literalmente “homens efeminados”. Assim, enquanto a Bíblia não menciona diretamente a transgeneridade, quando menciona outras instâncias de “confusão” de gênero, identifica clara e explicitamente como pecado.

E quanto à possibilidade de que aqueles que sofrem com transgeneridade têm um cérebro que funcione como um gênero, enquanto o resto do corpo é biologicamente o outro gênero? A Bíblia nem sequer sugere tal possibilidade. No entanto, a Bíblia também não menciona o hermafroditismo (uma condição em que uma pessoa tem órgãos sexuais masculinos e femininos), o que inegavelmente ocorre (embora muito raramente). Além disso, as pessoas podem nascer ou desenvolver todos os tipos de defeitos ou disfunções cerebrais diferentes. Como se pode dizer que é impossível que um cérebro feminino esteja em um corpo masculino (ou vice-versa)?

Com o hermafroditismo como evidência, não se pode dizer que se a Bíblia não menciona algo, ele não ocorre. Assim, talvez seja possível que uma pessoa nasça com um cérebro ligado de tal maneira que contribua para a disforia de gênero. Isso também poderia ser uma explicação para alguns exemplos de homossexualidade. No entanto, só porque algo talveztenha uma causa biológica não significa que adotar os seus efeitos seja a coisa certa a fazer. Algumas pessoas são ligadas a uma sexualidade bastante aguçada. Isso não faz com que seja correto que se envolvam em imoralidade sexual. Está cientificamente provado que alguns psicopatas/sociopatas têm cérebros com mecanismos de controle de impulsos severamente enfraquecidos. Isso não faz com que seja correto que se envolvam em todos os comportamentos desviantes que atravessem suas mentes.

Não importa se a distorção de gênero tenha uma causa genética, hormonal, fisiológica, psicológica ou espiritual, ela pode ser superada e curada através da fé em Cristo e da confiança contínua no poder do Espírito Santo. A cura pode ser recebida, o pecado pode ser superado e as vidas podem ser mudadas através da salvação que Jesus provê, mesmo que existam fatores biológicos/fisiológicos. Os crentes coríntios são um exemplo de tal mudança: “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6:11). Há esperança para todas as pessoas, quer sejam transexuais, transgêneros, com transtorno de identidade de gênero e travestis também, devido ao perdão de Deus disponível em Jesus Cristo.

Fonte : gotQuestions

Uma boa base para a família

William, Tião (nosso pai), eu e Ana (nossa mãe).

Considero que tive uma boa base e amor familiar. Nossa família não era perfeita. Meu pai não era perfeito, minha mãe não é perfeita mas eles, desde cedo apresentaram a mim e William a Cristo, o único perfeito.

Uma boa base familiar é importante e ajuda muito na construção de quem somos, mas não é o mais importante .

O mais importante é que Cristo seja a base. Ele nos ensina a amar. Nas nossas famílias tivemos amor, uns mais outros menos e todos imperfeitos. Em Cristo temos o amor perfeito que nos aprimora.

Se você quer ter a Cristo como base em sua vida, primeiro é preciso crer nEle e receber pela fé a reconciliação com o Pai pela sua Cruz. Em segundo, ouvir e colocar em prática seus ensinos. (Mateus 7.24.25)

Assim, se você vem de uma família base que ajudou na sua construção emocional e não deixou muitas lacunas , isso é bom mas não é tudo.

Se você olha para traz e não consegue ter boas referências, ou passou por desajustes familiares em sua infância e adolescência, seja rejeição ou ausência paterna ou materna, divórcio, violência, abusos, fome, alcoolismo, drogas e outros vícios, certamente tudo isso pode ter deixado marcas que ainda hoje te fazem tropeçar ou achar impossível viver feliz em família. É como se algo tivesse bloqueando você ou até te levando a se ferir e machucar as pessoas em volta de você fazendo o mesmo ou pior do que te fizeram. Isso ainda não é seu fim!

Abre o coração e reflita. Se Deus nosso Pai te preservou até aqui é porque Ele tem um plano pra você que inclui uma vida familiar abençoada.

Cristo é tudo em todos. Ele pode nos dar nova vida e nos capacitar através do Espírito Santo a viver em família, amando como Ele amou.

Deixe o medo e o ressentimento de lado. Há esperança.

Se nos arrependermos de verdade, nos entregarmos completamente a Jesus e se nos comprometermos a conhecer Ele e obedecer seus mandamentos, não há marcas que Jesus não venha tocar e trazer cura. Pode confiar!

#oficinadefamíliaaprisco

11 questões para um namoro bem sucedido

Quer namorar comigo?

Muitos têm conjugado o verbo namorar somente com a perspectiva emocional e do prazer onde a diversão e a fulga do tédio doméstico são motivadores fundamentais. Têm deixado de lado a perspectiva racional e espiritual que alicerça relacionamentos duradouros.

Segue pequena lista de questões para que você esquadrinhe quem ele/ela é, assim terá o feedback preciso. Simples:

1) Ele(a) dá testemunho de uma vida comprometida com Deus? Ama a Jesus mais que a você?
2) Ele(a) é bondoso(a)? Educado(a)? Como trata os pais?
3) Como ele(a) reage às suas fraquezas e defeitos?
4) Como reage aos problemas que a vida traz?
5) É companheiro(a)? É amigo(a)?
6) É briguento(a), agressivo(a)?
7) Te assume e te honra diante da família e dos amigos?
8) Ele(a) é sensível? Demonstra consideração?
9) Já estabeleceu alvos para o futuro?
10) Como ele(a) lida com dinheiro?
11) Respeita os limites de intimidade física, de horários ou outros impostos por você, seus pais e/ou pastores?

“Cheio de chiada”, pode ser o que você está pensando agora. Posso parecer chato, mas é melhor a “chiada” dos pais e pastores agora, que possam te levar a uma maturidade física, emocional e espiritual, que entrar ou permanecer em um namoro que está fadado a ser um casamento desastroso.

Fica a dica aos compositores de pagode ou arrocha: “Meu coração não é playground não, não faz de mim um parque de diversão…” Kkkkk

Deus abençoe! Se te edificar, #Compartilhe #Namoro #relacionamento

Aprisco #ApriscoChurch

Extraído de post no face em 23/03/2016

A varanda e o ócio , a obsessão e a armação

Refletindo nas leituras de 2 Samuel capítulos 11 , 12 e 13

Bate-Seba em seu banho, 1654.
(Bathsheba at her Bath, 1654. )

Temos visto muitos abusos acontecerem por que homens não respeitam o “não” das mulheres. Isso é de fato um absurdo! Situações de estupro e abusos sexuais , assédio moral e sexual. De toda forma é inaceitável e deve ser punido com rigor. Gostaria de pegar os personagens contidos nessas duas narrativas das escrituras sagradas para pensarmos em alguns pontos.

Na primeira narrativa vemos Davi, Bate-Seba , Urias , Joabe e Natã.

Davi era o rei que tinha o poder e as riquezas em sua mão bem como grande influência no meio do povo. Era um homem de Deus mas ainda um “homem”. Ao se ausentar da batalha e se permitir um ócio no terraço do palácio viu Bate-Seba tomando banho, a desejou e em seu coração prepotente a trouxe para possuí-la sem consentimento em um claro assédio sexual por ser o rei. Homens precisam ter muito cuidado com a posição que exercem e como lidam com o sucesso que tem em suas vidas. Esse desejo prepotente está presente como armadilha para qualquer um. Esse terraço que tem vista pro quintal de muita gente se apresenta na vida de quem alcança algum êxito, sucesso, posição ou fama. A varanda é boa mas exige olhos bons o ócio é necessário mas exige sacerd-ócio .

As vezes nossa posição nos concede um terraço com vistas pro quintal de muita gente. Respeitemos e tenhamos cuidado com nosso olhar.

O terraço e o ócio de Davi podem estar para nós como o rolar despretensioso no feed do Instagram

Bate-Seba era uma mulher comum, levando sua vida só tinha um “defeito”, era belíssima. A beleza da mulher é de fato algo a se admirar e costumo dizer brincando, que existe até o ministério da beleza, onde Deus pode usar esse atributo pra fazer planos seus se cumprirem (vide Ester). Beleza é um poder e revelação de Deus como diria Dostoyevsky “…a beleza salvará o mundo do desespero.” Porém a beleza requer um olhar completo que não foi o de Davi para Bate-Seba. Ele teve o olhar corrompido pelo aspecto consumista e concentrado na beleza física e no amor erótico, ignorando os aspectos da beleza de ser uma mulher digna e casada com Urias. Quanto mais belo se é mais assediado também, mais observado, visto, desejado. Até quem não é tão belo assim quando dá uma arrumada daqui e dali acaba chamando os olhares, não é? Mas no caso de Bate-Seba é que ela era lindíssima! Ela não tinha culpa, Deus a fez assim. Foi flagrada tomando banho já que Davi, do terraço, tinha vista para os quintais de muita gente. É importante que a mulher saiba se guardar e ter vigilância com relação aos momentos em que vai se desnudar, pois nunca se sabe se tem um “Da-Voyeur” por aí de butuca. De repente, ela recebe a visita de mensageiros do rei que a “levaram” (uso aspas porque o termo no hebraico representa que ela foi apreendida) para estar com o rei. Indefesa, ela deitou com ele e acabou engravidando. Não houve aborto interrompendo a gravidez, mas a criança acaba morrendo depois como parte do juízo de Deus pelo pecado de Davi. Ela sofre a perda do marido, a perda de um filho mas é finalmente abençoada por Deus e redimida, pois Deus é bom.

Urias é um cara impressionante. Ele está completamente envolvido com a missão e com os que com ele partilham da mesma batalha. Ao contrário de Davi, Urias manteve seus desejos e impulsos contidos motivado por uma atitude de fidelidade aos seus companheiros . Ele recusou-se a deitar com sua esposa, sugestão que foi uma armação de Davi para encobrir a gravidez, porque seus amigos estavam sem suas mulheres no campo de batalha. Que homão !! Cabe porém fazer uma pequena observação. Não digo que seja exatamente o caso de Urias mas, tem muitos homens que ao estarem demasiadamente envolvidos em seu trabalho ou missão, negligenciando a atenção à sua família deixando-os vulneráveis.

Joabe é um homem controverso. Por um lado parece sempre estar do lado de Davi mas ao mesmo tempo ao meu ver é uma fidelidade interesseira, ciumenta e doentia (grifo meu) . Ele matou Abner traiçoeiramente talvez motivado por ciúme, mas venceu muitas valia-lhes para Davi. Ao mesmo tempo ele aparece nessa história fazendo parte do plano maligno de Davi para matar Urias . Esse tipo de fidelidade e amizade que não questiona a maldade que se dobra à mentira e favorece os desejos pecaminosos do outro, é idolatra e destrutiva. A história não acaba por aí pois Joabe age na reconciliação de Absalão com Davi seu pai e depois ele mesmo mata Absalão mesmo contrariando a ordem direta de Davi de poupar o seu filho. Recupera o prestígio com Davi mas quando Davi estava velho e perto de morrer, ainda quis emplacar Adonias como rei, contrariando a vontade de Davi que havia indicado Salomão. No fim das contas Salomão vai atrás de Joabe para acertar as contas , ele tenta fugir de Salomão se escondendo no altar do templo mas acaba morto por Benaia que se torna seu substituto como comandante do exército de Israel . Pode ser confortável se cercar de pessoas com esse tipo de fidelidade corrompida de Joabe mas veja qual é o fim disso e saiba se posicionar. Não se alimente de Joabes nem seja um Joabe para ninguém.

Natã é o profeta enviado de Deus. É a representação da verdadeira amizade e fidelidade. É aquele que te ama mas ama mais a Deus. Natã confronta o pecado de Davi e o conduz ao arrependimento. Oremos por mais de Natã em nossa vida. Ele tem outras participações mas essa é uma notável ação desse homem.

Na segunda narrativa temos Absalão, Amnom, Tamar e Jonadabe

Amnom era o filho mais velho de Davi. Vemos que Amnon já estava nutrindo uma obsessão por Tamar que era sua meia irmã. Isso fica comprovado pelo estado físico somatizado do processo de “apaixonite aguda” que ele estava vivendo. Vivemos em um mundo cruel e caído, somos potencialmente o que de mal observamos realizado na vida de pessoas. Não é sábio nos confiarmos totalmente em nossas bases de equilíbrio e sobriedade pois pela palavra sabemos o que é o homem. (Jr 17.5 e Jo 2.24-25). Ninguém está livre de que numa convivência familiar se despertem desejos desordenados pecaminosos. Muitos pás e mães vacilam com isso, principalmente em conjunturas familiares onde meios irmãos convivem por conta de pais que vieram de divórcios, mas também entre primos e outros parentes, onde ninguém vê maldade e consequentemente reduz a vigilância, é exatamente onde estão acontecendo os casos de estupro, abuso infantil etc. Há lugares em que isso é considerado até “normal” porém as feridas emocionais se estendem ao longo doa anos. (Você já foi abusado(a) e precisa conversar? Clique aqui ). Um homem que não tem controle de si mesmo, não está preparado para nada na vida. Ele rejeitou o mandamento do Senhor, ouviu sua própria carne e o conselho de Jonadabe e articulou um plano pra gerar um espaço de privacidade entre ele e Tamar, onde forçou uma relação sexual com ela. Miserável! (que somos)

Muitas vezes por essa falta de vigilância a mulher se vê na situação em que não tem como resistir fisicamente a força do homem que se aproxima pra abusar, e ela precisa ceder naquele momento para tentar pelo menos sair viva dali.

Tamar, como Bate-Seba, era belíssima. Apesar da mulher talvez não ter nenhuma má intenção, não dá pra garantir o mesmo do outro lado.
Tamar talvez por inocência ou imprudência acabou ficando em local privativo com Amnon que acabou usando a força pra manter relações com ela . Ele disse claramente não e ele não parou, depois ela tenta usar um argumento para dissuadir ele de fazer aquilo ali e estaqueia forma mas não teve êxito e ele usou a força . Homens são mais fortes fisicamente que as mulheres e isso atrelado a um coração corrompido só gera males. Depois de possuí-la a rejeitou o qie revela o tipo de sentimento obsessivo que nutria.

Muitos homens tem nutrido obsessão, quando não por uma mulher específica, pelo corpo da mulher em geral. Fruto de uma cultura de objetificação da mulher, de conversas imorais, músicas imorais e o maior provocador: a pornografia sendo distribuída gratuitamente pela internet. Todo ser humano é falho. Por isso, voce que é homem precisa se afastar dessas coisas e procurar exercer autocontrole, e você que é mulher precisa ser mais precavida e não ignorar a influência que todo esse sistema de hipersensualização tem provocado adoecendo essa geração. Muitos homens dão sinais de seu desequilíbrio logo cedo no relacionamento, essa é a hora de pule fora enquanto é tempo. Você mulher não é o remédio de ninguém. O contrário pode acontecer também da mulher ser abusiva com o homem (veja a história de José)

Quero compartilhar um conselho que sempre dou:

  • Toque, tempo e espaco:
    O toque físico é amistoso mas pode se tornar sinal de aproximação sexual quando demorado ou aplicado em zonas erógenas . Toque amigável, como um aperto de mão ou abraço , pode evoluir para carinho e para carícia a depender do tempo e espaco físico agregados.
  • Evite situações de espaço privativo, repetitivo, guarde uma distância de segurança se você não quer aproximação de intimidade. Ao menor sinal de invasão nessas áreas rapidamente aja ou pode ser tarde. Não brinque com isso. Vemos o que aconteceu a José e a mulher de Potifa . Ela armou e construiu esse cenário de toque espaco e tempo.
  • Homens são atraídos por atos de serviço e pela vulnerabilidade. Se você se põe em uma situação de vulnerabilidade como por exemplo se colocar em um local exclusivo ou de privacidade entre você e um homem, isso pode ser para um homem cheio do Espírito uma oportunidade de sair dali e assumir uma posição de defesa pra você, do mesmo jeito que pode ser para um homem carnal uma oportunidade de partir pra cima e tentar prevalecer sobre você fisicamente sabendo ele que é mais forte.
  • Homens são atraídos pelo que veem (veja o caso de Davi que estava no Instagram da época (a varanda e o ócio ) . A lei pode punir o homem que abusa mas não pode tirar os desejos concupiscentes de dentro do homem e por isso vigiar e prevenir é melhor do que remediar. Remediar um estupro é muito difícil. Jesus pode!

Absalão é um homem muito bonito, cortava o cabelo uma vez por ano. Era porém homem traiçoeiro, que depois de dois anos vingou a sangue frio o estupro de sua irmã . Depois disso aos poucos foi se rebelando e angariando fama entre o povo se interpondo entre o rei e o povo capitalizando pra si os benefícios dados. Há pessoas assim que mesmo sendo filhos e estando por perto, não perdem a oportunidade de sorrateiramente e na rebeldia capitalizar pela costas tentando montar seu próprio reino sem respeitar o curso do Senhor na história. Não conseguiu mudar o coração amoroso e misericordioso de Davi pelas suas traições inclusive a de fazer uma orgia pública com as concubinas de Davi. Que sejamos assim como Davi: não nos deixando moldar pela maldade de quem arma e nos trai mas sim pela direção e inspiração do Espírito Santo sobre nós .

Por fim temos o Jonadabe, o primo astuto, o modelo de amizade mais terrível que pode existir . Aquele que é bom ouvido pra ouvir seus poder-lhes e que te deixa bem à vontade mas que incentiva ou viabiliza seu afastamento de Deus, da vontade dEle. Deu as ideias de mentira , engano e armou todo o encontro que levaria Tamar a estar numa posição de vulnerabilidade forçada fonte de Amnom. Depois ele faz o jogo com Davi no momento da morte de Absalão mostrando que sabia de mais detalhes tentando se cobrir na situação e se mostrar útil. Não almejam holofote mas se mantém ativos nas consciências dominando os segredos dos outros e articulam maldades guardando os dossiês e mantendo pessoas em sua teia de relações como peças de um jogo. Tem prazer em provocar situações favorecendo um ou outro em detrimento da vontade de Deus, se alimentando da vaidade e orgulho de serem provedores de toda a articulação maligna. Livra-nos Pai de sermos ou termos Jonadabes em nossas vidas.

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