1 Coríntios 10:31
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
É possível glorificar a Deus vivendo a vida comum do lar cuidando das nossas famílias?
É possível glorificar a Deus fazendo bem nosso trabalho ou se destacando no meio acadêmico?
É possível glorificar a Deus fazendo bem uma arte ou cuidando do nosso jardim ou dos nossos sapatos?
É possível glorificar a Deus sem citar o nome de Deus ou diretamente um versículo bíblico?
Uma expressão artística ou do belo como numa pintura, numa poesia ou numa dança pode glorificar a Deus?
É possível glorificar a Deus em atividades como se servir moderadamente numa mesa, dar o lugar a uma outra pessoa mais necessitada, incluir alguém que está sendo marginalizado ou excluído?
A visão dualista, mesmo que nem saibamos direito o que é mas que foi incutida em nós, nos leva a ignorar ou questionar o impacto positivo da espiritualidade das outras atividades do contexto humano, provocando uma polarização e como consequências: ou uma espiritualidade sem corpo público, ou uma vida pública desinteressada do reflexo da glória de Deus .
Aproveito essa reflexão pra parabenizar Rony e Micheline pelo bom trabalho que estão fazendo nesse meio da arte. Cito eles, aproveitando o ensejo da premiação de música que receberam recentemente. Porém, é muito bom saber que estamos em uma comunidade onde muitos estão da mesma forma exaltando a Cristo na esfera do trabalho, da família, da arte etc.
Óbvio que essa visão prática e holística de vida cristã pode nos levar a cair no outro extremo onde negligenciemos o transcendente, a responsabilidade de simplesmente estender as nossas mãos e adorar ao Senhor, ensinar nossos filhos a fazer o mesmo, cantar louvores, a jejuarmos e orarmos, debruçarmos diante de sua palavra e nos estimularmos e exortamos mutuamente à fé, ao amor e as boas obras seja no contexto pessoal, familiar e congregacional.
Que o Senhor nos abençoe com equilíbrio e moderação nessa jornada de fé prática.
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