Não corte o mal pela raíz?

Por William Cosmo

Tenho dado uma revisitada nas mensagens bíblicas que têm a ver com semeadura e colheita por causa da série “The Book of Seeds” que estou ministrando aqui no @apriscousa . E é curioso como a contemplação da natureza pode nos trazer mensagens tão profundas; saber que o Criador se revela tão extraordinariamente em sua criação deveria nos levar a exercitar essa disciplina Cristã que anda um tanto esquecia em nosso meio. Contemplar é preciso! É bem provável que você já tenha ouvido falar da mensagem de Cristo sobre o Joio e o Trigo. Segundo Jesus nesta parábola, Deus “não corta o mal pela raiz” e isso é muito estranho! Nesta palavra há um campo e dois semeadores. Um é o proprietário, agricultor, o produtor de trigo, aquele que tem propósito e trabalha para que essa terra possa ser mais produtiva; o segundo é o inimigo (no original aquele que faz do ódio seu modo de operar) que vem e lança a semente do joio. Apesar da prejuízo constatado pelos trabalhadores do produtor, e a despeito do ímpeto deles de arrancar o joio durante o processo de amadurecimento e crescimento, o agricultor não permite que eles façam isso. Evitando assim que o prejuízo fosse ainda maior. Podemos extrair algumas verdades nesse texto que vão além daquilo que Jesus explica aos seus discípulos sobre o Reino e o fim dos tempos:

É preciso guardar o campo e escolher as sementes;
O inimigo busca oportunidades para semear o seu joio em você! As vezes alerto aos meus irmãos dizendo que não somos ministrados espiritualmente apenas quando estamos na Igreja, ou quando exercitamos alguma disciplina Cristã como oração, leitura bíblica, adoração, serviço e etc. Por vezes é nas conversas, em nossos relacionamentos, ou no dia-a-dia quando algo chama a nossa atenção despertando a velha natureza, ou mesmo quando algo que é “normal” na nossa sociedade mas desagrada a Deus é normatizado em nós, cuidado guarde o campo. O texto diz que o agricultor buscou as melhores sementes para uma melhor produção. Você precisa de melhores sementes e eu também.

A gente aprende muito no processo de crescimento;
Quando o trigo e o joio cresceram ficou na cara o que era bom e o que não era. Infelizmente, há sementes plantadas em nossa terra que não são boas, são confusas e desnecessárias. Tem situações que a gente não consegue identificar até um certo amadurecimento, e o tempo se torna auxiliar do discernimento. Apenas quando estamos alertas. Quando aprendemos a “contar os nossos dias de forma a alcançar um coração sábio”. Com certeza há posicionamentos em sua vida que não são sustentáveis e produtivos (não é trigo) e quando você identificar isso aí você salva o que é bom e queima o resto: E o mais importante muda a semeadura!

Evite os maiores prejuízos e renove a esperança;
Um dos objetivos do inimigo ao semear o joio é te fazer desvalorizar o trigo. Lembre: Pouca produção é melhor que nenhuma produção! As vezes não dá pra cortar o mal pela raiz mas é possível avaliar os ciclos e recomeçar os processos de forma melhor. Não é fácil, mas a única coisa que nos faz superar a frustração de um resultado negativo na caminhada é a esperança que vem de um Deus misericordioso e perdoador. A nova semeadura vai ser feita com lágrimas mas a próxima colheita será com alegria! E depois…. Guarda o campo e escolhe as sementes de novo! Até que Ele venha!

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