
Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. Salmos 62:5
Temos na nossa leitura de hoje os 10 mandamentos ou as 10 palavras . Um conjunto de verdades imutáveis, princípios de vida e padrões morais capazes de trazer harmonia à convivência comunitária. Jesus não somente viveu perfeitamente (1 Pe 2.22) mas nos revelou essa palavra encarnada e não apenas nas tábuas. Que possamos entender que o Senhor é santo e que seus mandamentos de amar a ele sobre todas as coisas (veja os 4 primeiros mandamentos) e amar o próximo como a si mesmo (veja os últimos 6 mandamentos), São sim elevados demais para nós, revelam nossa natureza caída mas também que por sua graça e misericórdia vamos sendo capacitamos a viver, tendo ele como nossa perfeição!
O judeu reúne no sábado por causa da conclusão da obra da criação no sétimo dia. Os primeiros cristãos passaram a reunir no primeiro dia da semana por conta da conclusão da obra da segunda criação em Cristo com a ressureição. Vemos que os primeiros cristãos se reuniam no primeiro dia da semana em At 20.7 e 1 Co 16.2 . Depois disso com Constatino em 321DC estabeleceu o domingo como feriado público. Domingo que vem do latim dies domini ou dia do Senhor, que especialmente foi absorvido com esse nome na língua portuguesa, ao contrário do inglês por exemplo que é “Sunday” ou dia do Sol.
E sobre o sábado é isso aí: Jesus nosso sábado, nosso descanso. Jesus Senhor do sábado. E temos liberdade de construir nossa própria consciência sobre isso. Bom ler Romanos 14 e Hebreus 4.
“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.”
Romanos 14:5-8
Quero apenas fazer 2 observações ainda em torno desse assunto:
1) Os adventistas guardam o sábado. Estão errados por isso?
Não, o erro dos adventistas com relação ao sábado não é o de separar aquele dia como sagrado mas o de tornar aquele dia um ídolo que afronta a suficiência de Cristo e uma lei que, na intenção de ser guardada, afronta a graça liberada na cruz. Há inclusive movimentos de judaização da igreja que querem trazer um monte de práticas judaicas inclusive a guarda do sábado para o culto como elementos de aproximação divina, o que mais uma vez distância da suficiência de Cristo.
2) Há o que mais sobre o sábado?
Se há uma heresia dos adventistas e em outros que tem os seus dias santos, percebo por outro lado um certo desprezo de alguns que em nome da graça dão ocasião à carne e desconsideram plenamente não o do de sábado mas o princípio de amor que Jesus revelou.
Primeiro deixem-me fazer uma distinção entre sábado e sabbath. Usamos comumente esse nome sábado como um culturalismo dos dias da semana como aplicados hoje. O Sabbath ou shabbath por sua vez é um princípio e não um dia, baseado principalmente na narrativa da criação quando ao sétimo dia o Senhor descansou de sua obra. Então Sabbath significa descanso. Mas será que o Senhor se cansa? Ou estaria ele ensinando um princípio que seria manifesto pelo povo hebreu(judeu) como sombra e por fim realizado é totalmente manifesto em Jesus? Jesus não aboliu o Sabbath mas veio desenterrar o princípio que estava completamente soterrado pelo legalismo religioso (Mt 12.1-12, Mc 2.27).
Um dos princípios que o Sabbath confronta e que está
Hoje mais que nunca, numa sociedade ansiosa e acelerada que idolatra o dinheiro, assume que ser ocupado é um ato heroico, onde o ter, acumular é um troféu do sucesso, poder juntar dinheiro e gastar ele da forma que bem entender é o sinal máximo de “liberdade”.
Porém o princípio de descanso do Sabbath é um grande testemunho dos filhos de Deus pois:
- Revelam que Ele é nosso descanso e o nosso deleite principal, que nEle temos tudo.
Não temos porque aderir à essa cultura hedonista e consumista mundana que tenta roubar de nosso coração a busca da sublimidade em na presença do Senhor substituindo por ilusões que engordam mas não alimentam a alma. - invariavelmente revelamos os verdadeiros altares de nossos corações quando manifestamos onde estão nossos tesouros, onde e quando exaltamos a magnitude de nossos prazeres e deleites. Viajar é bom, comer é bom, estar em família é bom, ter uma coisa nova conquistada com esforço é bom mas o melhor mesmo é a presença do Senhor e que o amor dEle seja revelado em nós e a partir de nós para os que necessitam.
- apresar de sermos pessoas de trabalho, não confiamos ultimamente na força de nosso braço como suastentadora da vida, por isso separamos tempo exclusivo para cultuar, adorar e comungar e servir ao Senhor e ao próximo. É um confissão pública de que é o Senhor quem nos sustenta. Não entramos na “roda dos ratos” ansiosos e preocupados pelo que haveremos de comer ou vestir etc. (Mt 6.25-34)
- temos de focar em Jesus e temos de focar em nosso descanso. O caso de Marta e Maria é um ensino claro do nosso Sabbath revelado, Jesus (Lc 10.38-42) .
- Demonstra que estamos aqui para amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos.
- que estamos todos nós aqui de forma geral nos dias de nossa obra aqui na terra e que breve entraremos final e eternamente no descanso do nosso Senhor.
Concluindo creio que o Senhor edifica e traz espiritualidade tanto no trabalho quanto no descanso.
Vejam: Há o descanso que queremos é há o descanso que o Senhor quer que tenhamos. Devemos começar simplesmente e silenciando diante dele e dali sermos conduzidos em sua vontade. Então não devemos guardar o dia de sábado ou domingo como se um dia fosse mais santo que outro, mas devemos sim manter o princípio do Sabbath partindo do simples aquietar diante de Jesus.
Comentários de nossa leitura anual da Bíblia em 3 de fevereiro de 2018
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