SOBRE A VONTADE DE DEUS

Quando se fala da vontade de Deus, muitas pessoas veem três aspectos diferentes a seu respeito na Bíblia.

1) Vontade soberana , decretiva ou oculta

Tem a ver com o cumprimento do plano eterno de Deus

– A vontade universal de Deus para a humanidade está expressa em sua palavra e foi encarnada na vida de Jesus aqui na terra. Muitos erram por não conhecer Jesus e sua palavra. Outros tantos porque conhecendo a verdade desejaram mais a escravidão do pecado que a liberdade do amor de Deus, amaram mais as trevas que a luz. Antes de começar uma grande corrida é bom vermos pra que lado estamos indo. É a vontade final de Deus que não está revelada pra nós nos detalhes mas que por fim veremos ser cumprida quando elas acontecem pois mesmo a decisão de não intervir é uma decisão soberana dEle . Ef 1.11, Jó 42.2

2) Vontade por comando (perceptiva ou revelada)

– Deus escolheu revelar parte de sua vontade na Bíblia. Por exemplo, por causa da vontade revelada de Deus, podemos saber que é a Sua vontade que não roubemos, que amemos nossos inimigos, que nos arrependamos de nossos pecados e que sejamos santos como Ele é santo. Esta expressão da vontade de Deus é revelada tanto em Sua Palavra quanto na nossa consciência, através da qual Deus escreveu Sua lei moral nos corações de todos os homens. As leis de Deus, quer encontradas na Escritura ou em nossos corações, são vinculativas para nós. Teremos que prestar contas por desobedê-las.

Existem assuntos e casos particulares onde a pergunta não quer calar: Qual é a vontade de Deus nesse caso especifico? Onde vou trabalhar, morar ou com quem vou casar? É como se tivéssemos um desejo de saber antecipadamente sobre as coisas e ainda achamos que Deus é uma bola de cristal que basta esfregarmos um pouco e saberemos todo nosso futuro. No texto de Paulo aos romanos (Rm 12.1-2) somos levados a um novo nível de entendimento de que a vontade de Deus nesses casos particulares nem sempre pra ser sabida mas sim, experimentada. Cabe a nós uma entrega total em obediência e o Espirito Santo de Deus, pela sua palavra, nos capacita a viver experimentando dia após dia a vontade (boa, perfeita e agradável) dele em qualquer situação. A cada passo, mais um trecho do caminho é revelado e nova força nos é dada.

Compreender esse aspecto da vontade de Deus reconhece que, embora tenhamos o poder e a capacidade para desobedecer os mandamentos de Deus, não temos o direito de fazê-lo. Portanto, não há desculpa para o nosso pecado e não podemos afirmar que ao escolher pecar estamos simplesmente cumprindo o decreto ou vontade soberana de Deus. Judas estava cumprindo a vontade soberana de Deus ao trair Cristo, assim como os romanos que O crucificaram estavam. Isso não justifica os seus pecados. Eles não eram menos perversos ou traiçoeiros, e tiveram que prestar contas pela sua rejeição de Cristo (At 4:27-28). Mesmo que em Sua soberana vontade Deus permita, ou permita que aconteça, o pecado, ainda teremos que prestar contas a Ele.

3) O terceiro aspecto da vontade de Deus que vemos na Bíblia é a permissiva ou perfeita vontade de Deus.

Esta faceta da vontade de Deus descreve a Sua atitude e define o que é agradável a Ele. Por exemplo, embora seja claro que Deus não tem prazer na morte do ímpio, é igualmente claro que ele permite ou decreta a sua morte. Esta expressão da vontade de Deus é revelada em muitos versículos da Bíblia que indicam o que alegra a Deus ou não. Por exemplo, em 1 Tm 2:4, vemos que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, mas sabemos que a vontade soberana de Deus é que “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:44).

Se não tivermos cuidado, podemos facilmente ficar preocupados ou até mesmo obcecados em encontrar a “vontade” de Deus para as nossas vidas. No entanto, se a vontade que estivermos buscando for a Sua vontade secreta, oculta ou decretiva, estamos em uma busca tola. Deus não escolheu revelar esse aspecto de Sua vontade para nós. O que devemos procurar conhecer é a vontade perceptiva ou revelada de Deus. O verdadeiro sinal de espiritualidade é quando desejamos conhecer e viver segundo a vontade de Deus assim como revelada nas Escrituras, e ela pode ser resumida como “Sejam santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1:15-16). Nossa responsabilidade é obedecer a Sua vontade revelada e não especular sobre o que a Sua vontade oculta talvez seja. Embora devamos buscar ser “guiados pelo Espírito Santo”, nunca devemos esquecer que o Espírito Santo está principalmente nos guiando à justiça e a nos conformarmos à imagem de Cristo para que a nossa vida glorifique a Deus. Deus nos chama a viver nossas vidas de toda palavra que proceda da Sua boca.

Viver de acordo com a Sua vontade revelada deve ser o principal objetivo ou propósito de nossas vidas. Rom 12:1-2 resume esta verdade, pois somos chamados a nos oferecer “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Para conhecermos a vontade de Deus, devemos nos aprofundar na escrita Palavra de Deus, saturando as nossas mentes com ela e orando para que o Espírito Santo nos transforme através da renovação de nossas mentes, de modo que o resultado seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Fonte: GotQuestions

Salmos 42-43 – Lidando com a depressão

Foto por Larissa Carmo em Serra da Putuma

Artigo por Steven J. Cole traduzido de Bible.org

A depressão é um problema sério. “Leve ou grave, a depressão afeta mais pessoas em nossa cultura do que qualquer outro distúrbio emocional”, diz o psiquiatra de Harvard, Dr. Armand Nicholi II. De acordo com um artigo da Newsweek (5/4/87, p. 48), estima-se que 30 a 40 milhões de americanos, duas vezes mais mulheres do que homens, experimentarão a doença depressiva pelo menos uma vez. O distúrbio é tão comum que é chamado de “resfriado comum da doença mental”.

Não deveria ser surpreendente que a Bíblia tenha muito a dizer sobre a depressão. Um estudo completo consumiria muitos sermões, mas os Salmos 42 e 43 nos dão alguns conselhos sólidos. Em alguns manuscritos hebraicos antigos, esses salmos complementares são um único salmo. Quer sejam dois salmos ou um, o assunto é obviamente semelhante e eles estão unidos com o refrão comum de 42:5, 11 e 43:5. Muitos eruditos respeitáveis ​​pensam que Davi foi o autor, caso em que o título “dos filhos de Corá” indica um grupo de levitas encarregados da adoração no templo a quem ele apresentou o salmo.

Não podemos dizer com certeza quem o escreveu, mas sabemos que o autor se viu exilado de Israel e das festas de adoração do povo de Deus. Ele estava sendo insultado por inimigos que diziam: “Onde está o seu Deus?” (42:3, 10). Sua opressão (42:9; 43:2) mergulhou o salmista em profunda depressão. Mas ele não fica deprimido. Ele se agarra pelos ombros, faz um balanço de sua situação, enfrenta sua depressão e busca a Deus com renovada intensidade. Ele nos mostra como sair da queda livre da depressão:

Quando estiver deprimido, desperte-se para buscar a Deus como sua esperança e ajuda, não importa o quão desesperadora seja sua situação.

Vejo três passos nestes salmos para lidar com a depressão:

1- Quando estiver deprimido, reconheça e comece a se confrontar sobre o motivo de estar deprimido.

O primeiro passo para vencer a depressão é admiti-la. O salmista prontamente admite, tanto para si mesmo quanto para Deus, que está desesperado (42:5, 6, 11; 43:5). O verbo hebraico significa ser curvado ou prostrado; podemos dizer: “Deitado” ou “nas covas”. Se você não reconhece sua condição emocional, seja porque não conhece os sintomas ou não quer parecer não espiritual ou o que quer que seja, não pode lidar com isso.

Vários sintomas em graus variados apontam para a depressão. Observe a descrição que o salmista fez de si mesmo: Ele menciona seu semblante (42:11; 43:5). Uma pessoa deprimida parece triste ou para baixo. A perda de apetite e choro frequente estão frequentemente presentes (42:3). Ele descreve sua angústia como “derramar” sua alma (42:4); sentiu-se emocionalmente esgotado. Ele se sentiu como se estivesse nas profundezas, sendo subjugado pelas ondas (42:7). (Jonas citou este versículo quando ele estava dentro do grande peixe [Jonas 2:3].) Muitas vezes, as pessoas deprimidas se sentem tão sobrecarregadas pelas circunstâncias que ficam imobilizadas. Eles não sabem como lidar ou por onde começar.

As provocações implacáveis do inimigo pareciam uma quebra dos ossos do salmista (42:10). Muitas vezes, sintomas físicos como dores de cabeça, distúrbios digestivos e dores crônicas acompanham a depressão grave. Ele repetidamente se descreve como desesperado (sem esperança) e perturbado (ansioso; 42:5, 6, 11; 43:5). O salmista se sente abandonado, até mesmo rejeitado por Deus, e fica confuso com isso (42:9; 43:2). Sentimentos de culpa e rejeição são sintomas comuns de pessoas deprimidas. Além disso, muitas vezes são fadiga, perda de motivação para fazer qualquer coisa, dificuldade de concentração, distúrbios do sono (insônia ou sono excessivo) e pensamentos suicidas.

A depressão pode ser devido a causas fisiológicas. Somos criaturas complexas. Nossas emoções não estão separadas de nossos corpos. Algumas pessoas são mais propensas à depressão devido à sua constituição física (glândulas, hormônios, etc.). Muitas mulheres lutam contra a depressão relacionada ao ciclo menstrual, à gravidez ou à menopausa. Certas mudanças no processo de envelhecimento podem nos tornar propensos à depressão. Talvez tenhamos pressionado demais ou estado sob estresse incomum e estamos exaustos e precisamos descansar e mudar de ritmo. Se você está deprimido, faça um check-up médico se não tiver feito um por um tempo.

A depressão pode nos atingir quando descemos de uma experiência espiritualmente enriquecedora. Talvez a excitação dos primeiros dias de nossa fé desapareça ou seja entorpecida por nossas provações. O salmista aqui recorda com carinho os tempos anteriores quando ele gostava de ir à casa de Deus em procissão com outros crentes (42:4). Às vezes, fiquei deprimido quando sofri uma decepção que não processei mentalmente diante do Senhor. Eu esperava e rezei por algo, mas não aconteceu. Se eu não submeter conscientemente minha decepção ao Senhor, posso acabar me sentindo deprimido, mas sem saber exatamente por que até pensar nisso. A autopiedade é outra causa comum de depressão. E a depressão é uma reação comum quando sofremos uma perda de qualquer tipo, especialmente a perda de um ente querido por morte.

É importante conhecer a si mesmo. Se sua depressão é apenas uma pequena mudança de humor, como um piloto voando em uma pequena turbulência, você faz um pequeno ajuste e não fica muito preocupado. Mas se você estiver em queda livre, precisará tomar algumas medidas drásticas para evitar um acidente. O salmista está fazendo isso aqui: ele se agarra pelos ombros, fala consigo mesmo sobre o que sabe ser verdade, apesar de seus sentimentos em contrário, e eventualmente se afasta disso.

O salmista leva um tempo para superar sua depressão. Há quatro ciclos de lamento e esperança nestes dois salmos:

Ciclos de lamento e esperança nos Salmos 42-43

Pode levar alguns ciclos de subida e descida antes de sair de sua queda livre. Mas o crucial é que você está lidando agressivamente com isso e não apenas à deriva com as circunstâncias. Mesmo se você se sentir deprimido, você é responsável por agradar ao Senhor vivendo em obediência à Sua Palavra.

Precisamos ter muito cuidado neste momento! Vivemos em uma cultura orientada para o sentimento. Ouvimos que “os sentimentos não são certos ou errados, eles apenas são”. Portanto, precisamos entrar em contato e aceitar nossos sentimentos. Se desafiamos nossos sentimentos ou procuramos conquistá-los indo contra eles, estamos “em negação”. Mas precisamos desenvolver uma teologia bíblica das emoções e pesar os conselhos do mundo pelas Escrituras. Muitos crentes são derrotados pela depressão e outras emoções negativas porque não buscaram uma abordagem bíblica para lidar com esses problemas.

A Bíblia diz que devemos disciplinar-nos com o propósito de piedade (1 Tm 4:7). Disciplina, por definição, significa ir contra meus sentimentos. Posso não sentir vontade de me exercitar, mas se sou disciplinado, faço mesmo assim. Posso sentir vontade de gastar dinheiro impulsivamente, mas se sou disciplinado, vou contra meus sentimentos porque decidi viver de acordo com um orçamento.

Embora até os crentes mais maduros sejam suscetíveis à depressão (Elias, 1 Reis 19:1-4; João Batista, Mt 11:2-3; Pedro, Mt 26:69-75), a Bíblia é clara que nós deve ser marcada pela alegria no Senhor, mesmo em algumas das circunstâncias mais difíceis (João 15:11; Atos 5:41; 16:25; Gálatas 5:22; Filipenses 4:4). Um cristão consistentemente deprimido é uma propaganda ruim para o Senhor e Sua salvação. E assim devemos enfrentar nossa depressão e colocá-la sob o controle do Espírito Santo. Quando pensamos corretamente e agimos corretamente, nossa depressão será substituída por uma alegria genuína no Senhor. Portanto, o primeiro passo quando você está deprimido é reconhecê-lo e começar a se confrontar com as razões.

2 – Se sua depressão se originar de circunstâncias avassaladoras, pense biblicamente sobre essas circunstâncias.

Aprender a responder biblicamente às provações é uma das lições mais importantes que você pode aprender como cristão. Deus nos deu os recursos para sermos vencedores esmagadores mesmo nas situações mais desesperadoras, incluindo tortura e martírio (Rm 8:35-37). Viver pela fé significa escolher crer em Deus e em Sua Palavra ao invés das circunstâncias. Por isso, precisamos responder a várias perguntas quando estamos sobrecarregados pelas circunstâncias, como foi o salmista:

(1) Minhas circunstâncias são devidas a algum pecado conhecido de minha parte? Nos Salmos 32, 38 e 51, a depressão de Davi se deveu ao seu pecado. Se estamos cientes da desobediência ao Senhor, precisamos confessá-la, abandoná-la e apropriar-nos de Sua purificação e perdão. Se não estivermos cientes de nenhum pecado, precisamos ter cuidado para continuar andando retamente diante do Senhor e não ceder à tentação de criticar Deus em nosso tempo de provação. Há uma diferença entre reclamar ao Senhor de maneira submissa e sacudir o punho na cara Dele.

O salmista aqui não menciona nenhum pecado de sua parte. Ele está confuso e sente como se Deus o tivesse rejeitado, e ele conta a Deus esses sentimentos. Mas também está claro que ele se posicionou ao testemunhar a seus inimigos que o Senhor era seu Deus. Eles estavam jogando de volta na cara dele, perguntando: “Onde está o seu Deus?” Isso aumentou seu desespero, porque ele não queria trazer opróbrio ao nome do Senhor. O salmista quer seguir a luz e a verdade de Deus (43:3). Ele não estava sofrendo por causa do pecado.

(2) Deus quer que eu faça alguma coisa para mudar minhas circunstâncias, ou fico calado até que Ele aja? Às vezes, o Senhor quer que tomemos medidas para sair de nossos problemas: escrever um currículo, ligar para a entrevista de emprego, etc. se você é solteiro(a) e pode sentir como se nunca venha conseguir um cônjuge cristão de verdade. É preciso orar mas também se movimentar de alguma forma e se colocar em posições onde pessoas cristãs solteiras possam estar . Não adianta ficar escondido(a). Deus ajuda mas precisamos no mover.

O salmista parecia fechado em suas circunstâncias esmagadoras, sem para onde ir, exceto para orar fervorosamente. Se é aí que você está, então ore fervorosamente! Enquanto tivermos acesso a Deus em oração, há esperança! Deus pode mudar as coisas drasticamente e rapidamente quando estiver pronto (veja Gn 39-41, José na prisão no Egito).

(3) Se eu não posso mudar minhas circunstâncias, como Deus quer que eu mude minha atitude? O salmista aqui é agressivo ao se confrontar (três vezes) para lidar com seu desespero para que ele possa recuperar a sensação da presença de Deus. Ele não pode mudar suas circunstâncias, mas pode mudar seu foco de si mesmo e sua situação esmagadora para Deus. No final do salmo, suas circunstâncias não mudaram, mas sua atitude sim, porque ele se concentrou deliberadamente no Senhor. Somos ordenados na Bíblia a nos regozijarmos sempre no Senhor (Fp 4:4; 1 Ts 5:16). A única maneira de obedecer a esse comando com sinceridade é mudar minha atitude, mudando meu foco de eu para Deus.

(4) Deus está no controle soberano desta situação ou não? Se sim, o que Ele está tentando me ensinar? Obviamente, Deus é soberano até mesmo sobre as coisas más e pecaminosas que acontecem neste mundo. Ninguém pode frustrar Seu propósito (Efésios 1:11; Atos 2:23; 4:27-28). Mas é fácil duvidar ou esquecer esse fato quando você está sobrecarregado por uma provação. Então você tem que afirmar a soberania de Deus no meio de sua provação. O salmista faz isso aqui quando ele chama as ondas que estavam quebrando sobre ele “…tuas vagas e tuas ondas” (42:7). Eram os homens maus que o estavam oprimindo, mas o salmista sabe que Deus os tem na coleira, por assim dizer, e que Ele enviou esta provação para Seu propósito.

Eu ouço alguns cristãos dizerem que Deus não causou uma provação, Ele apenas “permitiu”, como se isso de alguma forma o livrasse do gancho! Ou culpam Satanás por um julgamento, como se ele tivesse se esgueirado e feito isso quando Deus estava dormindo! Mas a Bíblia deixa claro que as provações vêm do Senhor para nosso benefício (Sl 66:10-12; Rm 5:3-5; Hb 12:1-13; Tiago 1:2-4)! Você pode pensar: “Como Deus pode ser bom e trazer uma catástrofe para a vida de Seus filhos?” Nosso problema é que subestimamos a força de nossa carne. Estamos cegos para a extensão do nosso orgulho. Somos estúpidos quanto ao quanto amamos este mundo perverso. Assim, o Senhor em amor envia provações avassaladoras para nos ensinar a não confiar em nós mesmos, mas somente nEle (2 Coríntios 1:8-9). Isso leva ao terceiro passo para lidar com a depressão:

3 – Quando você está deprimido, sua principal necessidade é buscar o próprio Deus, não apenas alívio.

Quando estamos com dor emocional, devemos ver isso como uma oportunidade de buscar a Deus e crescer nEle, não apenas tentar um alívio rápido. Embora o salmista estivesse sofrendo, ele percebeu que sua real necessidade era Deus (42:1-2, 5-6, 11; 43:4-5). De fato, ele começa este salmo reconhecendo que, acima de tudo, sua necessidade era de Deus e somente de Deus. Adoro a maneira como Matthew Henry ([Revell], 3:394) comenta sobre 42:1: “lançando âncora assim no início, ele cavalga a tempestade”. O primeiro lugar que você precisa lançar sua âncora quando as tempestades da depressão atingem é orar: “Ó Deus, minha alma suspira e tem sede de Ti, o Deus vivo!”

(1) Busque a pessoa de Deus. A sede do salmista por Deus parece crescer em intensidade, não diminuir. Matthew Henry coloca (3:394) que o salmista tem sede “por nada mais do que Deus, mas ainda por mais e mais dele”. A depressão pode aguçar ou entorpecer nossa sede por Deus. Deus permite que o sofrimento nos aproxime da dependência dEle. A necessidade da pessoa deprimida é realidade com o Deus vivo. Devemos esperar Nele; Ele é a nossa ajuda. O salmista conhecia a Deus pessoalmente antes desse julgamento. Observe como ele chama Deus de “meu Deus” (42:6, 11; 43:4, 5); “o Deus da minha vida” (42:8); “minha rocha” (42:9); “o Deus da minha força” (43:2); “Deus, minha grande alegria” (43:4). Isso nos diz que os piedosos podem se sentir deprimidos. Mas também nos diz que a hora de se preparar para as crises é antes que elas aconteçam. Ele havia passado tempo com Deus antes e conhecia Deus como seu Deus. Portanto, ele tinha um refúgio, um relacionamento familiar para recorrer em seu momento de desespero.

(2) Busque a presença de Deus. O salmista queria aparecer diante de Deus (42:2), conhecer a ajuda de Sua presença (42:5). Isso soa bem na superfície, mas quando você pensa sobre isso, aparecer na presença de Deus pode ser uma coisa aterrorizante, mesmo para os piedosos. Se há pecado em sua vida, a luz da presença de Deus brilha sobre ele e o traz à tona. Assim, a única pessoa que pode realmente desejar a presença de Deus é aquela que está disposta a confessar e abandonar o pecado. Deus às vezes nos mostra nossa necessidade dEle, privando-nos da sensação de Sua presença e ajuda, para que O busquemos ainda mais. A sede de Deus quando Ele está ausente é um sinal seguro de que somos Seus filhos.

(3) Busque o louvor de Deus (42:8; 43:4). Quando você está deprimido, a última coisa que você sente vontade de fazer é louvar ao Senhor. Mas, o elogio é um comando, não um sentimento. Se obedecermos, muitas vezes nos sentiremos melhor. A música afasta a escuridão. Louvar a Deus é focar em Seus atributos e ações. À medida que direcionamos deliberadamente nossos pensamentos para a graça salvadora de Deus para conosco em Cristo, que Ele, por Sua misericórdia, nos tirou de um poço horrível, nossos espíritos serão elevados.

(4) Busque os preceitos de Deus (43:3). A luz e a verdade de Deus de Sua Palavra nos mostrarão o caminho de volta. Novamente, mesmo que você não sinta vontade quando estiver deprimido, leia a Palavra de Deus e peça ao Seu Espírito Santo que brilhe Sua luz em seu coração escurecido. A luz e a verdade de Deus são ameaçadoras para a alma que não quer confrontar seu próprio pecado e foco próprio, mas a verdade de Deus o levará à Sua morada, onde você encontrará o próprio Deus como sua alegria suprema (43:3-4 ).

(5) Busque a Deus com o povo de Deus (42:4; 43:3-4). O salmista parece isolado em sua depressão, o que muitas vezes acontece. Mas ele percebe que o lugar de alegria onde a necessidade de sua alma seria atendida é na adoração corporativa com o povo de Deus. Quando você está deprimido, muitas vezes quer evitar as pessoas, especialmente reunir-se com o povo de Deus. Mas é isso que você precisa. Vá contra seus sentimentos e force-se a se reunir com o povo de Deus para buscá-lo. Há algo na adoração corporativa que não pode ser experimentada na adoração individual.

Conclusão

Martyn Lloyd-Jones, em seu sólido livro, Spiritual Depression: Its Causes and Cure ([Eerdmans], pp. 20-21), comenta:

“Você não percebeu que a maior parte de sua infelicidade na vida se deve ao fato de estar ouvindo a si mesmo em vez de falar consigo mesmo? Tome esses pensamentos que vêm a você no momento em que você acorda de manhã. Você não os originou, mas eles começam a falar com você, trazem de volta os problemas de ontem, etc. Alguém está falando. Quem está falando com você? Seu “eu” está falando com você. Agora o tratamento deste homem foi este; em vez de permitir que este “eu” fale com ele, ele começa a falar consigo mesmo….”
“A principal arte na questão da vida espiritual é saber lidar consigo mesmo. Você tem que se controlar, tem que se dirigir, pregar para si mesmo, se questionar. Você deve dizer à sua alma: ‘Por que você está abatido? Você deve se voltar contra si mesmo, censurar a si mesmo, condenar a si mesmo, exortar a si mesmo e dizer a si mesmo: ‘Espera em Deus’ – em vez de murmurar dessa maneira deprimida e infeliz. E então você deve continuar se lembrando de Deus, Quem é Deus, e o que Deus é e o que Deus fez, e o que Deus se comprometeu a fazer. Então, tendo feito isso, termine com esta grande nota: desafie a si mesmo, e desafie outras pessoas, e desafie o diabo e o mundo inteiro, e diga com este homem: “Eu ainda o louvarei pela ajuda de seu semblante, que também é a saúde do meu rosto e meu Deus”.

O próprio Deus é “sua grande alegria” hoje (43:4)? Se não, não descanse até que seja verdade. Sua necessidade não é felicidade; sua necessidade não é o alívio de sua dor; sua necessidade é Deus! Sede de Deus! Desperte-se para buscá-Lo como sua única fonte de esperança e ajuda, não importa quão desesperadoras sejam suas circunstâncias. Esperança em Deus! Você deve louvá-lo novamente, a ajuda de seu semblante e seu Deus!

Questões para discussão:

1- Ir contra seus sentimentos criará danos psicológicos a longo prazo? Apoie sua resposta com as Escrituras.

2- Os cristãos devem tomar remédios para depressão? Isso difere de tomar aspirina para dor de cabeça?

3- Existe uma diferença entre Deus “permitir” provações e “enviá-las”? Que Escrituras mostram que Ele os envia? Algum versículo apóia a visão de que Satanás envia provações?

4- Existe algum apoio bíblico que uma pessoa deprimida precisa para construir sua auto-estima? Como uma pessoa deprimida deve se ver?

Copyright 1993, Steven J. Cole, Todos os direitos reservados.

Salvo indicação em contrário, todas as citações bíblicas são da New American Standard Bible, © The Lockman Foundation

Pecados nos novos céus e nova terra?

Pergunta de I.V.L. : Me explica, vai haver morte e pecado? Isaías 65:19-20

Isaías, assim como os demais profetas, usa imagens de sua época para pintar um magnífico quadro e uma linguagem poética para descrever as alegrias do mundo vindouro. Há diferentes interpretações desse texto entre os cristãos a saber:

(1) uma descrição idealizada da Jerusalém restaurada (levando a alegrias eternas),

(2) um estado “milenar” intermediário. Veja mais em Milenistas.

(3) o próprio estado eterno.

Certamente a expressão novos céus e nova terra parece sugerir o estado eterno (por causa de Apocalipse 21:1). Por outro lado, a menção de pessoas morrendo, mesmo em idade avançada, bem como a presença do pecador (Is 65:20), parecem sugerir que este não é o estado eterno.

Para defender um estado milenar (que não é explícito aqui), seria preciso entender o estado milenar para incluir tanto a morte quanto a incredulidade entre os incrédulos durante o período milenar.

No entanto, a menção dos animais (v. 25) evoca Isaías 11:6-9, que faz parte de um oráculo que descreve a era messiânica. Portanto (e em vista do contexto maior dos caps. 40-66) alguns intérpretes leem esses versículos como descrevendo um futuro idealizado para Jerusalém, não simplesmente como uma cidade restaurada, mas como o centro do mundo, no qual todo tipo de pessoas sabe e deleitar-se em Deus e viver em paz uns com os outros (como 2:2–4; 9:6–7; 11:1–10).

Sob tais circunstâncias, a comunidade humana e a piedade florescem. Ao mesmo tempo, a descrição vai muito além de tudo que o mundo já viu, convidando o leitor crente a ansiar por mais e a desempenhar seu papel à medida que a história se desenrola até seu glorioso fim (cf. 2:5).

Fonte: ESV Study Bible Notes traduzido e adaptado por mim.

Esquemas Humanos e o Plano de Deus em Isaías

Extraído de Bible Speaks Today

Isaías é um livro muito interessante da Bíblia. É mais conhecido por suas declarações proféticas de Cristo. Mas com um bom comentário realista, você pode ver o livro por tudo o que ele é. Por exemplo, este trecho da Bíblia Fala Hoje dá uma visão fantástica dos esquemas humanos e dos planos de Deus em Isaías.

Olhando para o Grande Quadro: Isaías 28–35

Em Quem Vamos Confiar?

A questão-chave nos capítulos 28–35 é se Judá, e em particular seus líderes, confiará no Egito ou no Senhor diante da crescente ameaça representada pelo poder cada vez maior da Assíria. Os capítulos 30 e 31, que se situam mais ou menos no centro da unidade, são inteiramente dedicados a esta questão. Especificamente, 31:1 fornece talvez a declaração mais direta e sucinta disso:

Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro,
que dependem de cavalos,
que confiam na multidão dos seus carros…
mas não olhes para o Santo de Israel,
ou buscar ajuda do Senhor.

Esta não é uma questão nova, é claro. Já o encontramos de passagem, por assim dizer, nos capítulos 18-20 da Parte 2. Mas é apropriado que ele deva emergir novamente aqui como uma questão central por causa da posição dos capítulos 28-35. Eles pousam imediatamente antes do relato da invasão de Judá por Senaqueribe nos capítulos 36–37.

Esquemas Humanos: Confiando no Egito

Como vimos na Introdução, essa invasão foi uma ação punitiva de Senaqueribe. Foi em resposta a uma revolta liderada por Ezequias. Ele se recusou a pagar mais tributos à Assíria e anexou todas as cidades filistéias até o sul de Gaza. Essas cidades eram como Judá, uma parte do império assírio.

Foi um movimento temerário. E era algo que ele quase certamente nunca teria tomado sem a garantia de apoio militar do Egito. Quando o confronto inevitável veio, os egípcios de fato entraram em campo contra Senaqueribe, mas foram derrotados, deixando Judá para suportar todo o peso da ira de Senaqueribe (37:9). Grande parte de Judá foi devastada e foi apenas por um milagre que a própria Jerusalém escapou (36:1; 37:36).

Ezequias quase destruiu Judá por ouvir aqueles na corte que o aconselharam a confiar no Egito. Os capítulos 28–35 mostram quão forte e consistentemente Isaías se opôs a esse conselho tolo na crise profunda que levou aos eventos registrados nos capítulos 36 e 37.

Transição de esquemas humanos para o plano de Deus

Mas como essa terceira parte do livro é construída? Vamos primeiro observar alguns detalhes e depois tentar compreender o quadro mais amplo.

Primeiro, chorando

Uma série de aflições abrange os capítulos 28–31, nos quais os líderes da nação são denunciados por sua infidelidade. Um outro ai aparece em 33:1, mas seu significado é diferente porque é dirigido contra o ‘destruidor’ (Assíria) e não contra o próprio Judá. Significa uma mudança do julgamento para a salvação como o foco da mensagem à medida que a unidade se desdobra e começa a se mover em direção ao seu clímax.

Em segundo lugar, um retorno alegre

Esse clímax vem no capítulo 35 com o alegre retorno do povo redimido do Senhor a Sião (ver especialmente o versículo 10). À medida que avançam, o deserto floresce em um jardim ao redor deles (1-2). Mas o capítulo 35 está realmente emparelhado, em termos de imagens, com o capítulo 34, pois ali foi apresentada uma imagem contrastante.

Julgamento para os ímpios

As terras das nações que se opuseram ao Senhor são reduzidas a um deserto estéril sob seu julgamento (1-4, 8-10). Assim, os capítulos 34 e 35 juntos apresentam, de maneira clímax, os temas gêmeos de julgamento e salvação que percorrem a unidade como um todo. A estrutura geral pode ser resumida da seguinte forma:

1. A crise: líderes tolos e falsos conselhos. — Capítulos 28–29
2. Falsa solução: dependência do Egito. — Capítulos 30–31
3. Verdadeira solução: o reinado do Senhor como rei no meio de seu povo. — Capítulos 32–33
4. O ‘deserto’ que resultará da confiança nas nações. — Capítulo 34
5. O “jardim” que resultará da confiança em Deus. — Capítulo 35

A varanda e o ócio , a obsessão e a armação

Refletindo nas leituras de 2 Samuel capítulos 11 , 12 e 13

Bate-Seba em seu banho, 1654.
(Bathsheba at her Bath, 1654. )

Temos visto muitos abusos acontecerem por que homens não respeitam o “não” das mulheres. Isso é de fato um absurdo! Situações de estupro e abusos sexuais , assédio moral e sexual. De toda forma é inaceitável e deve ser punido com rigor. Gostaria de pegar os personagens contidos nessas duas narrativas das escrituras sagradas para pensarmos em alguns pontos.

Na primeira narrativa vemos Davi, Bate-Seba , Urias , Joabe e Natã.

Davi era o rei que tinha o poder e as riquezas em sua mão bem como grande influência no meio do povo. Era um homem de Deus mas ainda um “homem”. Ao se ausentar da batalha e se permitir um ócio no terraço do palácio viu Bate-Seba tomando banho, a desejou e em seu coração prepotente a trouxe para possuí-la sem consentimento em um claro assédio sexual por ser o rei. Homens precisam ter muito cuidado com a posição que exercem e como lidam com o sucesso que tem em suas vidas. Esse desejo prepotente está presente como armadilha para qualquer um. Esse terraço que tem vista pro quintal de muita gente se apresenta na vida de quem alcança algum êxito, sucesso, posição ou fama. A varanda é boa mas exige olhos bons o ócio é necessário mas exige sacerd-ócio .

As vezes nossa posição nos concede um terraço com vistas pro quintal de muita gente. Respeitemos e tenhamos cuidado com nosso olhar.

O terraço e o ócio de Davi podem estar para nós como o rolar despretensioso no feed do Instagram

Bate-Seba era uma mulher comum, levando sua vida só tinha um “defeito”, era belíssima. A beleza da mulher é de fato algo a se admirar e costumo dizer brincando, que existe até o ministério da beleza, onde Deus pode usar esse atributo pra fazer planos seus se cumprirem (vide Ester). Beleza é um poder e revelação de Deus como diria Dostoyevsky “…a beleza salvará o mundo do desespero.” Porém a beleza requer um olhar completo que não foi o de Davi para Bate-Seba. Ele teve o olhar corrompido pelo aspecto consumista e concentrado na beleza física e no amor erótico, ignorando os aspectos da beleza de ser uma mulher digna e casada com Urias. Quanto mais belo se é mais assediado também, mais observado, visto, desejado. Até quem não é tão belo assim quando dá uma arrumada daqui e dali acaba chamando os olhares, não é? Mas no caso de Bate-Seba é que ela era lindíssima! Ela não tinha culpa, Deus a fez assim. Foi flagrada tomando banho já que Davi, do terraço, tinha vista para os quintais de muita gente. É importante que a mulher saiba se guardar e ter vigilância com relação aos momentos em que vai se desnudar, pois nunca se sabe se tem um “Da-Voyeur” por aí de butuca. De repente, ela recebe a visita de mensageiros do rei que a “levaram” (uso aspas porque o termo no hebraico representa que ela foi apreendida) para estar com o rei. Indefesa, ela deitou com ele e acabou engravidando. Não houve aborto interrompendo a gravidez, mas a criança acaba morrendo depois como parte do juízo de Deus pelo pecado de Davi. Ela sofre a perda do marido, a perda de um filho mas é finalmente abençoada por Deus e redimida, pois Deus é bom.

Urias é um cara impressionante. Ele está completamente envolvido com a missão e com os que com ele partilham da mesma batalha. Ao contrário de Davi, Urias manteve seus desejos e impulsos contidos motivado por uma atitude de fidelidade aos seus companheiros . Ele recusou-se a deitar com sua esposa, sugestão que foi uma armação de Davi para encobrir a gravidez, porque seus amigos estavam sem suas mulheres no campo de batalha. Que homão !! Cabe porém fazer uma pequena observação. Não digo que seja exatamente o caso de Urias mas, tem muitos homens que ao estarem demasiadamente envolvidos em seu trabalho ou missão, negligenciando a atenção à sua família deixando-os vulneráveis.

Joabe é um homem controverso. Por um lado parece sempre estar do lado de Davi mas ao mesmo tempo ao meu ver é uma fidelidade interesseira, ciumenta e doentia (grifo meu) . Ele matou Abner traiçoeiramente talvez motivado por ciúme, mas venceu muitas valia-lhes para Davi. Ao mesmo tempo ele aparece nessa história fazendo parte do plano maligno de Davi para matar Urias . Esse tipo de fidelidade e amizade que não questiona a maldade que se dobra à mentira e favorece os desejos pecaminosos do outro, é idolatra e destrutiva. A história não acaba por aí pois Joabe age na reconciliação de Absalão com Davi seu pai e depois ele mesmo mata Absalão mesmo contrariando a ordem direta de Davi de poupar o seu filho. Recupera o prestígio com Davi mas quando Davi estava velho e perto de morrer, ainda quis emplacar Adonias como rei, contrariando a vontade de Davi que havia indicado Salomão. No fim das contas Salomão vai atrás de Joabe para acertar as contas , ele tenta fugir de Salomão se escondendo no altar do templo mas acaba morto por Benaia que se torna seu substituto como comandante do exército de Israel . Pode ser confortável se cercar de pessoas com esse tipo de fidelidade corrompida de Joabe mas veja qual é o fim disso e saiba se posicionar. Não se alimente de Joabes nem seja um Joabe para ninguém.

Natã é o profeta enviado de Deus. É a representação da verdadeira amizade e fidelidade. É aquele que te ama mas ama mais a Deus. Natã confronta o pecado de Davi e o conduz ao arrependimento. Oremos por mais de Natã em nossa vida. Ele tem outras participações mas essa é uma notável ação desse homem.

Na segunda narrativa temos Absalão, Amnom, Tamar e Jonadabe

Amnom era o filho mais velho de Davi. Vemos que Amnon já estava nutrindo uma obsessão por Tamar que era sua meia irmã. Isso fica comprovado pelo estado físico somatizado do processo de “apaixonite aguda” que ele estava vivendo. Vivemos em um mundo cruel e caído, somos potencialmente o que de mal observamos realizado na vida de pessoas. Não é sábio nos confiarmos totalmente em nossas bases de equilíbrio e sobriedade pois pela palavra sabemos o que é o homem. (Jr 17.5 e Jo 2.24-25). Ninguém está livre de que numa convivência familiar se despertem desejos desordenados pecaminosos. Muitos pás e mães vacilam com isso, principalmente em conjunturas familiares onde meios irmãos convivem por conta de pais que vieram de divórcios, mas também entre primos e outros parentes, onde ninguém vê maldade e consequentemente reduz a vigilância, é exatamente onde estão acontecendo os casos de estupro, abuso infantil etc. Há lugares em que isso é considerado até “normal” porém as feridas emocionais se estendem ao longo doa anos. (Você já foi abusado(a) e precisa conversar? Clique aqui ). Um homem que não tem controle de si mesmo, não está preparado para nada na vida. Ele rejeitou o mandamento do Senhor, ouviu sua própria carne e o conselho de Jonadabe e articulou um plano pra gerar um espaço de privacidade entre ele e Tamar, onde forçou uma relação sexual com ela. Miserável! (que somos)

Muitas vezes por essa falta de vigilância a mulher se vê na situação em que não tem como resistir fisicamente a força do homem que se aproxima pra abusar, e ela precisa ceder naquele momento para tentar pelo menos sair viva dali.

Tamar, como Bate-Seba, era belíssima. Apesar da mulher talvez não ter nenhuma má intenção, não dá pra garantir o mesmo do outro lado.
Tamar talvez por inocência ou imprudência acabou ficando em local privativo com Amnon que acabou usando a força pra manter relações com ela . Ele disse claramente não e ele não parou, depois ela tenta usar um argumento para dissuadir ele de fazer aquilo ali e estaqueia forma mas não teve êxito e ele usou a força . Homens são mais fortes fisicamente que as mulheres e isso atrelado a um coração corrompido só gera males. Depois de possuí-la a rejeitou o qie revela o tipo de sentimento obsessivo que nutria.

Muitos homens tem nutrido obsessão, quando não por uma mulher específica, pelo corpo da mulher em geral. Fruto de uma cultura de objetificação da mulher, de conversas imorais, músicas imorais e o maior provocador: a pornografia sendo distribuída gratuitamente pela internet. Todo ser humano é falho. Por isso, voce que é homem precisa se afastar dessas coisas e procurar exercer autocontrole, e você que é mulher precisa ser mais precavida e não ignorar a influência que todo esse sistema de hipersensualização tem provocado adoecendo essa geração. Muitos homens dão sinais de seu desequilíbrio logo cedo no relacionamento, essa é a hora de pule fora enquanto é tempo. Você mulher não é o remédio de ninguém. O contrário pode acontecer também da mulher ser abusiva com o homem (veja a história de José)

Quero compartilhar um conselho que sempre dou:

  • Toque, tempo e espaco:
    O toque físico é amistoso mas pode se tornar sinal de aproximação sexual quando demorado ou aplicado em zonas erógenas . Toque amigável, como um aperto de mão ou abraço , pode evoluir para carinho e para carícia a depender do tempo e espaco físico agregados.
  • Evite situações de espaço privativo, repetitivo, guarde uma distância de segurança se você não quer aproximação de intimidade. Ao menor sinal de invasão nessas áreas rapidamente aja ou pode ser tarde. Não brinque com isso. Vemos o que aconteceu a José e a mulher de Potifa . Ela armou e construiu esse cenário de toque espaco e tempo.
  • Homens são atraídos por atos de serviço e pela vulnerabilidade. Se você se põe em uma situação de vulnerabilidade como por exemplo se colocar em um local exclusivo ou de privacidade entre você e um homem, isso pode ser para um homem cheio do Espírito uma oportunidade de sair dali e assumir uma posição de defesa pra você, do mesmo jeito que pode ser para um homem carnal uma oportunidade de partir pra cima e tentar prevalecer sobre você fisicamente sabendo ele que é mais forte.
  • Homens são atraídos pelo que veem (veja o caso de Davi que estava no Instagram da época (a varanda e o ócio ) . A lei pode punir o homem que abusa mas não pode tirar os desejos concupiscentes de dentro do homem e por isso vigiar e prevenir é melhor do que remediar. Remediar um estupro é muito difícil. Jesus pode!

Absalão é um homem muito bonito, cortava o cabelo uma vez por ano. Era porém homem traiçoeiro, que depois de dois anos vingou a sangue frio o estupro de sua irmã . Depois disso aos poucos foi se rebelando e angariando fama entre o povo se interpondo entre o rei e o povo capitalizando pra si os benefícios dados. Há pessoas assim que mesmo sendo filhos e estando por perto, não perdem a oportunidade de sorrateiramente e na rebeldia capitalizar pela costas tentando montar seu próprio reino sem respeitar o curso do Senhor na história. Não conseguiu mudar o coração amoroso e misericordioso de Davi pelas suas traições inclusive a de fazer uma orgia pública com as concubinas de Davi. Que sejamos assim como Davi: não nos deixando moldar pela maldade de quem arma e nos trai mas sim pela direção e inspiração do Espírito Santo sobre nós .

Por fim temos o Jonadabe, o primo astuto, o modelo de amizade mais terrível que pode existir . Aquele que é bom ouvido pra ouvir seus poder-lhes e que te deixa bem à vontade mas que incentiva ou viabiliza seu afastamento de Deus, da vontade dEle. Deu as ideias de mentira , engano e armou todo o encontro que levaria Tamar a estar numa posição de vulnerabilidade forçada fonte de Amnom. Depois ele faz o jogo com Davi no momento da morte de Absalão mostrando que sabia de mais detalhes tentando se cobrir na situação e se mostrar útil. Não almejam holofote mas se mantém ativos nas consciências dominando os segredos dos outros e articulam maldades guardando os dossiês e mantendo pessoas em sua teia de relações como peças de um jogo. Tem prazer em provocar situações favorecendo um ou outro em detrimento da vontade de Deus, se alimentando da vaidade e orgulho de serem provedores de toda a articulação maligna. Livra-nos Pai de sermos ou termos Jonadabes em nossas vidas.

O povo murmurou na peregrinação

Quando Deus libertou Israel da escravidão ao Egito, Ele também pretendia trazê-los para uma terra prometida que fluiria com bênçãos e prosperidade. Os filhos de Israel, porém, não cooperaram com o plano destinado a beneficiá-los. Eles reclamaram e lutaram contra Deus quase a cada passo do caminho. A Bíblia afirma que esses eventos antigos servem como nossos exemplos, para que possamos aprender com eles. Assim, também vemos por que tanto com nossa própria jornada da escravidão ao pecado, para possuir nossa herança em Cristo. Apesar de não termos as datas e os tempo específicos de cada murmuração, podemos ver que ela ocorreu durante praticamente toda a peregrinação. Vamos ver por que Deus queria que observássemos sua jornada e o que podemos aprender com as 14 vezes em que reclamaram.

#1 – O povo reclamou com Moisés que por causa Dele e Sua conversa sobre uma terra prometida, Faraó piorou as coisas para eles – Êxodo 5:1-22 É quando o inimigo cria pressão em casa, no trabalho ou na escola para desencorajá-lo no início de sua caminhada cristã. Do nada, suas responsabilidades em casa, no trabalho ou na escola aumentam de repente e exigem que você cumpra prazos e cotas impossíveis. Sua carga de trabalho e as horas extras extras “espalham” você (versículo 12), e você sente que está levando uma “surra” (versículo 14). Sua família, seu chefe ou supervisor culpa você e seu súbito interesse em “coisas cristãs” por não poder fazer seu trabalho.

# 2 – O povo e disse a Moisés “nos deixe em paz” – Êxodo 14:11-12 É quando você se depara com o que parece ser uma situação impossível, tudo porque você reclama com seus amigos ou líderes piedosos. Você se pergunta se essa “coisa cristã” vale a pena. Às vezes culpamos o pregador ou nosso amigo cristão que está testemunhando para nós por todo o novo drama e pressão em nossa vida.

#3 – As pessoas reclamaram da água amarga – Êxodo 15:22 É quando você se depara com a amargura de mudar sua dieta das coisas do mundo para as coisas de Deus. Como pedir a uma criança para passar de alimentos açucarados para comer seus vegetais, isso nunca acontece sem um protesto.

#4 – O povo reclamava de fome; Deus lhes dá Maná – Êxodo 16:1-4 É quando seu crescimento espiritual produz mais fome. No entanto, não é a comida terrena a que estamos acostumados; Deus começa a alimentá-lo com comida celestial. A irritabilidade durante a fase infantil parece constante.

#5 – O povo reclamava de sede – Êxodo 17:1-4 É quando seu crescimento espiritual produz mais sede. Deus parece permitir que a sede e a fome nos ensinem de onde realmente vem nossa provisão.

Depois de reclamar 5 vezes Deus começa a tirar o cinto pra disciplinar o povo.

#6 – O povo abandona o Senhor. O Senhor ordena que os levitas matem 3.000 pessoas pela espada, porque eles adoravam o bezerro de ouro. – Êxodo 32:28 Isto é quando você reconhece o quão impaciente nossa natureza carnal é quando se trata das coisas de Deus e como estamos inclinados a adorar qualquer coisa, menos o Único e Verdadeiro Deus. Em vez de esperar 40 dias por Moisés que estava na montanha, eles abandonaram o Senhor e criaram seu próprio ídolo/Deus.

Esta é a primeira vez que Moisés intercede pelo povo – Êxodo 32:10-12
#7 – A “multidão mista” do povo reclamou da comida – Números 11 O Senhor queima os arredores do acampamento – Moisés quer morrer – O Senhor manda uma praga muito grande v.33 Aqui você fica tão insatisfeito com a dieta espiritual Deus lhe deu, para que você possa se perguntar por que você se tornou um cristão (v.20). É aí que a confusão de estar no meio de uma multidão de pessoas com diferentes graus de opinião e compromisso com o Senhor exaspera o problema. O processo contínuo de desmamar ainda mais as pessoas da alimentação do mundo vem à tona.

8 – Miriã e Arão reclamam da liderança de Moisés – O Senhor amaldiçoa Miriã com lepra – Números 12:1-12 Esta é a segunda vez que Moisés intercede pelo povo – Números 12:13
O próximo teste que as pessoas enfrentam foi o teste de liderança; sabendo a importância de não apenas Reclamar seguir a Deus, mas seguir Seus líderes delegados.

#9 – As pessoas reclamaram sobre o quão difícil era conquistar os gigantes na terra, então eles se recusaram a entrar na Terra Prometida. Números 14:1-10 Porque o caminho que o Senhor escolheu para desenvolver Seu povo é quase sempre humanamente impossível e difícil, isso pode fazer com que algumas pessoas surtem e desejem voltar à sua antiga vida. Essas pessoas não queriam depender tanto do Senhor para seguir em frente.

#10 – O povo voltou a reclamar e queria matar Moisés – eles tentam escolher outro líder. O Senhor procura destruir o povo com pestilência – Números 14:10 Alguns crentes tentarão “eliminar” seus líderes espirituais; esperando selecionar líderes que os levem a um caminho mais próspero. Quando não parece que eles podem substituir seus líderes, eles realmente tentaram matá-los.

Esta é a terceira vez que Moisés intercede pelo povo. Números 14:12 (sabemos que esta é a décima vez porque aqui Deus diz que eles O testaram essas 10 vezes no versículo 22) O Senhor mata os 10 espias pela praga – Números 14:37
#11 – Os principais líderes se rebelam contra Moisés – Números 16 – Deus fica sério e abre a terra e engole os ofensores! É quando a amargura de alguns líderes descontentes contamina muitos e Deus tem que parar o golpe.

Esta é a 4ª vez que Moisés intercede pelo povo – Números 16:22
#12 – O povo voltou a reclamar e acusam Moisés de matar o povo de Deus – Números 16:41

Esta é a 5ª vez que Moisés intercede pelo povo – Números 16:45-49 – Deus mata 14.700 pessoas.
#13 – O povo contendeu com Moisés novamente por falta de água – Moisés fica com raiva Números 20:1-5 O povo se reúne contra Moisés novamente. É quando a natureza rebelde do povo vem à tona. Isso até explode os disjuntores de Moisés, pois ele fica sem graça para essas pessoas sem noção, resultando em Ele se tornando amargurado e perdendo a Terra Prometida também. Cobra 4

#14 – O povo reclamou contra Deus e Moisés – Números 21:4-5 – Deus finalmente traz a solução – As serpentes ardentes para mordê-los – Ele lhes mostra a profundidade de sua natureza pecaminosa. Esta é talvez a mais importante de todas as lições durante suas jornadas pelo deserto. Deus finalmente lhes dá um gostinho de seu próprio remédio odioso. Eles deveriam experimentar o mesmo veneno doloroso que estavam distribuindo. Como recipientes de seu próprio veneno, eles finalmente reconheceram a morte que havia neles e clamaram ao Senhor; reconhecendo que pecaram contra Deus e Moisés (V.7).

A solução para este veneno parece muito estranha no início. Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e a colocasse em uma haste, para que qualquer pessoa mordida por uma das serpentes ardentes pudesse ser curada. Mas como Deus iria curá-los? Deus os curaria fazendo com que olhassem para a serpente de bronze. Em outras palavras, só nos salvamos dessa natureza venenosa e rebelde e da morte que vem com ela quando a encaramos cara a cara. Devemos olhar para nossa própria ressonância magnética espiritual e ver a gravidade de nossa doença. Quando nós, desesperados, olhamos no espelho e finalmente reconhecemos nossa própria propensão ao pecado, nossa libertação está próxima. Reconhecer nossa verdadeira condição é o que significa confissão e salvação. É por isso que no Novo Testamento, Jesus disse que a única maneira de sermos salvos, era olhar para Ele (como Ele se tornou pecado por nós; 2 Coríntios 5:21) na cruz, da mesma forma que Moisés colocou a serpente o pólo. Ouça Suas palavras;

E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:14-15

Esta é a última vez que ouvimos do povo de Israel reclamando no deserto. Eles ainda caíram em pecado aqui e ali, mas algo mudou em suas mentes e corações. É como se uma lâmpada acendesse e eles começassem a entender o que estava impulsionando seu murmúrio, reclamação e rebelião durante todos esses anos. Eles também começaram a entender por que Deus teve que lidar com eles e seu livre-arbítrio da maneira que Ele fez todos aqueles anos também. A jornada pelo deserto que chamamos de vida é sobre chegarmos ao lugar onde realmente vemos nossa verdadeira condição espiritual. Jeremias declara assim no capítulo 17:9;

O coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente perverso; Quem pode conhecê-lo? Eu, o Senhor, examino o coração, provo a mente, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas obras.

A boa notícia é que Deus não nos deixa congelados pelo horror de ver nosso eu grotesco. Ele também revela Sua misericórdia e compaixão ilimitadas para conosco. É realmente surpreendente considerar que o único e verdadeiro Deus, o justo e santo Criador do universo, pacientemente nos suporta e depois morre por nós; mesmo a morte de cruz. Como alguém poderia não querer servir a um Deus maravilhoso como este?

Fonte: Jeff Krall tradução e adaptação nossa.

Veja mais : A rota do Êxodo, Os israelitas pelo deserto

#peregrinosaprisco

O Advogado (propiciação)

O ADVOGADO

O Advogado faz duas coisas: Suplica ao Pai por nós e aplica em nós a Palavra. Se pecamos, faz valer a súplica, assumindo, diante do Pai, a nossa causa contra o acusador. Pela aplicação da Palavra, revela nosso estado quanto à sua prática, contrastando-o com nossa posição, a qual é sempre mantida sem pecado pelo justo Advogado, O mesmo que já fez a propiciação.

O fracasso em nossa condição provém do fato de possuirmos duas naturezas habitando em nós. “Eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” (Rm 7:25). E, embora pela fé, e em espírito, não estejamos mais na carne, ainda assim ela continua em nós (apesar de, pela fé, a considerarmos morta), e daí vem o fracasso. Não há desculpa, mas o fato é que falhamos. Nossa posição como filhos sempre permanece a mesma, ainda quando pecamos, e devemos isso ao justo Advogado que fez propiciação.

“Se alguém pecar, temos um Advogado.” (1 Jo 2:1). Mas temos falhado em nossa condição – encontramo-nos manchados. Nossos corpos estão lavados com água pura, isto é verdade (Hb 10:22); já recebemos o lavar da regeneração (Tt 3:5); somos nascidos de novo (Jo 3:3); e é por isso que não precisamos ser lavados novamente. João 13:10 diz que “aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos”.

Mas pecamos; sujamos nossos pés, por assim dizer, passando por este mundo que nos contamina pelo pecado. Não podemos ficar assim na presença do Pai. O que é que faz o Advogado, então? Ele aplica a Palavra em nós, lava nossos pés, e nos leva à confissão e ao juízo próprio. A recordação de nosso Advogado, que fez a propiciação, nos leva de joelhos de volta a nosso Pai, O qual nos perdoa e nos limpa de todas as nossas injustiças. Somos limpos em conformidade com o que Cristo é, como o Justo na presença do Pai. É este o lavar pela água da Palavra, não pelo sangue que nunca é repetido. Trata-se da aplicação da morte de Cristo, por meio da Palavra, na corrupção moral que provém da raiz de pecado. Assim a bendita obra do Advogado, por um lado para rogar pelos filhos diante o Pai no caso de pecarem, e, por outro, para lavar seus pés com a Palavra e tornar sua condição e seu andar condizentes com a posição que têm diante dEle.

Quão felizes somos por estarmos associados ao bendito Advogado – que por um lado suplica por nossos irmãos caso pequem, e por outro leva-lhes a Sua Palavra, lavando seus pés. Que o Senhor permita que os santos enxerguem o bendito privilégio que têm, de se valer do amor para cobrir pecados (Pv 10:12). Possam eles suplicar por seus irmãos, se pecarem, e agir em fidelidade a eles, levando-lhes a Palavra e lavando seus pés a fim de que possam ser lavados das contaminações. Vencerão assim o acusador por meio do sangue do Cordeiro, se for o caso de seus irmãos pecarem, e resistir-lhe-ão com desenvoltura, usando a Palavra de Seu testemunho, assim como fez o bendito Senhor.

Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 1 João 4:10

O Senhor respondeu ao diabo, quando este O tentava procurando fazê-Lo pecar, usando sempre: “Está escrito”. Assim devemos fazer. E, se pecarmos, podemos, graças a Deus, sempre dar-lhe a resposta pelo sangue do Cordeiro, que é o bálsamo para toda ferida. O sangue do Cordeiro, e a Palavra, a espada do Espírito, são nossos instrumentos contra o diabo enquanto estamos aqui, e enquanto o Advogado defende nossa causa diante do Pai lá no céu. Somos assim sempre preservados, e somos vencedores, “mais do que vencedores, por Aquele que nos amou” (Rm 8:37).

Texto de P. Cecil

Sábado ou domingo?

Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. Salmos 62:5

Temos na nossa leitura de hoje os 10 mandamentos ou as 10 palavras . Um conjunto de verdades imutáveis, princípios de vida e padrões morais capazes de trazer harmonia à convivência comunitária. Jesus não somente viveu perfeitamente (1 Pe 2.22) mas nos revelou essa palavra encarnada e não apenas nas tábuas. Que possamos entender que o Senhor é santo e que seus mandamentos de amar a ele sobre todas as coisas (veja os 4 primeiros mandamentos) e amar o próximo como a si mesmo (veja os últimos 6 mandamentos), São sim elevados demais para nós, revelam nossa natureza caída mas também que por sua graça e misericórdia vamos sendo capacitamos a viver, tendo ele como nossa perfeição!

O judeu reúne no sábado por causa da conclusão da obra da criação no sétimo dia. Os primeiros cristãos passaram a reunir no primeiro dia da semana por conta da conclusão da obra da segunda criação em Cristo com a ressureição. Vemos que os primeiros cristãos se reuniam no primeiro dia da semana em At 20.7 e 1 Co 16.2 . Depois disso com Constatino em 321DC estabeleceu o domingo como feriado público. Domingo que vem do latim dies domini ou dia do Senhor, que especialmente foi absorvido com esse nome na língua portuguesa, ao contrário do inglês por exemplo que é “Sunday” ou dia do Sol.

E sobre o sábado é isso aí: Jesus nosso sábado, nosso descanso. Jesus Senhor do sábado. E temos liberdade de construir nossa própria consciência sobre isso. Bom ler Romanos 14 e Hebreus 4.

“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.”

Romanos 14:5-8

Quero apenas fazer 2 observações ainda em torno desse assunto:
1) Os adventistas guardam o sábado. Estão errados por isso?

Não, o erro dos adventistas com relação ao sábado não é o de separar aquele dia como sagrado mas o de tornar aquele dia um ídolo que afronta a suficiência de Cristo e uma lei que, na intenção de ser guardada, afronta a graça liberada na cruz. Há inclusive movimentos de judaização da igreja que querem trazer um monte de práticas judaicas inclusive a guarda do sábado para o culto como elementos de aproximação divina, o que mais uma vez distância da suficiência de Cristo.

2) Há o que mais sobre o sábado?

Se há uma heresia dos adventistas e em outros que tem os seus dias santos, percebo por outro lado um certo desprezo de alguns que em nome da graça dão ocasião à carne e desconsideram plenamente não o do de sábado mas o princípio de amor que Jesus revelou.
Primeiro deixem-me fazer uma distinção entre sábado e sabbath. Usamos comumente esse nome sábado como um culturalismo dos dias da semana como aplicados hoje. O Sabbath ou shabbath por sua vez é um princípio e não um dia, baseado principalmente na narrativa da criação quando ao sétimo dia o Senhor descansou de sua obra. Então Sabbath significa descanso. Mas será que o Senhor se cansa? Ou estaria ele ensinando um princípio que seria manifesto pelo povo hebreu(judeu) como sombra e por fim realizado é totalmente manifesto em Jesus? Jesus não aboliu o Sabbath mas veio desenterrar o princípio que estava completamente soterrado pelo legalismo religioso (Mt 12.1-12, Mc 2.27).
Um dos princípios que o Sabbath confronta e que está
Hoje mais que nunca, numa sociedade ansiosa e acelerada que idolatra o dinheiro, assume que ser ocupado é um ato heroico, onde o ter, acumular é um troféu do sucesso, poder juntar dinheiro e gastar ele da forma que bem entender é o sinal máximo de “liberdade”.

Porém o princípio de descanso do Sabbath é um grande testemunho dos filhos de Deus pois:

  • Revelam que Ele é nosso descanso e o nosso deleite principal, que nEle temos tudo.
    Não temos porque aderir à essa cultura hedonista e consumista mundana que tenta roubar de nosso coração a busca da sublimidade em na presença do Senhor substituindo por ilusões que engordam mas não alimentam a alma.
  • invariavelmente revelamos os verdadeiros altares de nossos corações quando manifestamos onde estão nossos tesouros, onde e quando exaltamos a magnitude de nossos prazeres e deleites. Viajar é bom, comer é bom, estar em família é bom, ter uma coisa nova conquistada com esforço é bom mas o melhor mesmo é a presença do Senhor e que o amor dEle seja revelado em nós e a partir de nós para os que necessitam.
  • apresar de sermos pessoas de trabalho, não confiamos ultimamente na força de nosso braço como suastentadora da vida, por isso separamos tempo exclusivo para cultuar, adorar e comungar e servir ao Senhor e ao próximo. É um confissão pública de que é o Senhor quem nos sustenta. Não entramos na “roda dos ratos” ansiosos e preocupados pelo que haveremos de comer ou vestir etc. (Mt 6.25-34)
  • temos de focar em Jesus e temos de focar em nosso descanso. O caso de Marta e Maria é um ensino claro do nosso Sabbath revelado, Jesus (Lc 10.38-42) .
  • Demonstra que estamos aqui para amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos.
  • que estamos todos nós aqui de forma geral nos dias de nossa obra aqui na terra e que breve entraremos final e eternamente no descanso do nosso Senhor.

Concluindo creio que o Senhor edifica e traz espiritualidade tanto no trabalho quanto no descanso.
Vejam: Há o descanso que queremos é há o descanso que o Senhor quer que tenhamos. Devemos começar simplesmente e silenciando diante dele e dali sermos conduzidos em sua vontade. Então não devemos guardar o dia de sábado ou domingo como se um dia fosse mais santo que outro, mas devemos sim manter o princípio do Sabbath partindo do simples aquietar diante de Jesus.

Comentários de nossa leitura anual da Bíblia em 3 de fevereiro de 2018

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