Compartilhamos tudo que achamos interessante ou produzimos . We share interesting stuff that we see or make.
Autor: Alex Cosmo
Servo do Deus criador, discípulo de Jesus, esposo de Karol, pai de três belas garotas; Maria, Esther e Ruth; pastor no Aprisco até que Ele venha, ou que eu vá.
Ore em arrependimento faça consertos com o Senhor, vá a ele no intuito de retomar a obediência e submissão à sua vontade. Para que o Senhor nos livre de toda atuação de idolatria, e falsos deuses. Que nossa arrogância seja tirada e tenhamos um espírito mando e humilde como o de Jesus.
Cada ano fazemos uma leitura da Bíblia inteira em grupo, com a coordenação do Aprisco. Tem sido uma experiência maravilhosa que traz novas oportunidades pelos olhares e questionamentos ou interpretações dos texto lidos por cada um dos irmãos.
Na leitura de hoje passamos pelo texto:
[Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum.]
Mateus 17:21
Sobre esse texto a irmã S.C. escreveu:
“Sempre que eu lia essa passagem bíblica, lia entendendo que Jesus se referia ao demônio que estava no menino, até um dia ver o Pastor Luciano Subirá fazer uma reflexão de que Jesus estava se referindo aos discípulos dele naquele momento, pela falta de fé na caminhada com ele ( vou tentar achar o vídeo). Queria saber se alguém concorda, ou não… queria entender melhor.” S.C.
O problema textual de Mateus 17.21
Falando do texto, ele se encontra entre colchetes, o que é uma referência de que esse versículo não está explicitamente ou integralmente escrito em todos os manuscritos, mas implícito ou acrescido trazendo outras fontes como de outro evangelho para dar melhor sentido ao mesmo relato. Vamos em frente, pois deixarei umas considerações no final desse texto.
O trecho do vídeo é esse , indo até uns 14min20s
A interpretação apresentada no vídeo
Falando do vídeo, percebi uma certa surpresa de Luciano quando Abe fala que no texto não teria o nome “demônios”. O que é verdade porém, a omissão do nome não retiraria o objeto que foi estabelecido na pergunta dos discípulos do porquê não teriam conseguido expulsar aquele demônio.
Ainda no vídeo, Abe citou Andrew Wommack e Kenneth Hagin que são autores carismáticos e líderes de movimentos de fé e cura. Vale a pena lê-los porém com discernimento pois há certas posições que colocam a vontade e necessidade humanas no centro e deixam de lado temas como a soberania de Deus, a restauração de tudo no mundo vindouro etc.
Quando lemos a Bíblia precisamos fazer um exercício de esvaziamento de nossas preconfiguracões e preferências (pré-inferências) . Deixar o texto bíblico falar o que ele fala e a Bíblia explicar-se por si só. Digo isso porque a depender de nossa escola teológica, filosófica, das experiências pessoais ou até orientações e costumes denominacionais podemos arrastar o texto para agregar a uma visão que já temos ou afastar da visão a qual somos mais resistentes.
É também atividade do exegeta bíblico (quem interpreta minuciosamente ou faz exegese), observar todo o contexto versículos, capítulos e até todo um livro, verificar os textos com relatos paralelos como no caso dos evangelhos. Nesse caso temos ainda os relatos em Marcos 9.14-29 e Lucas 9.37-43 .
A Transfiguração de Rafael
Li em um comentário sobre essa pintura de Rafael Sanzio datada entre 1517-1520 muito interessante. Observe:
A Transfiguração – Rafael Sanzio
Essa pintura foi encomendada e baseada em Mateus 17.1-21 que retrata o momento glorioso da transfiguração diante de alguns discípulos. Ao mesmo tempo na mesma tela na parte mais inferior vemos o desespero da derrota dos discípulos no enfrentamento de um demônio na vida de um garoto epilético (outra treta). É o retrato claro de nossas vidas, dos altos e baixos e de como vivemos essa coexistência dos topos e vales.
Considerações
Creio que é sincera a afirmação daquele pai desesperado quando diz : “… eu creio, ajuda na minha incredulidade…” Mc 9.14-29. Deixa claro que o nome de Jesus tem todo o poder sempre, nós porém temos nossas variações de fé pela Graça do Pai, um mestre paciente. Somente a presença de Jesus o filho de Deus pode trazer real vitória às nossas vidas.
O texto de Mateus aponta mais diretamente para a incredulidade dos discípulos mas, podemos observar que o tema da incredulidade se amplia nos outros evangelhos. “… geração incrédula até quando vos suportarei…”, “…ajuda-me na minha incredulidade…” e “… por causa da pequenez da vossa fé…”.
Os discípulos já haviam recebido autoridade e expulsado outros demônios mas aquele especificamente ofereceu uma resistência, o que que acabou expondo uma fraqueza de fé (incredulidade) dos discípulos. Não digo uma total falta de fé mas uma fé deficiente para enfrentar tal circunstância. A fé tem gradações como vemos em Mateus 6.30, 8.26, 14.31, 16.8 e Romanos 14.1. Além disso o relato em Marcos traz um detalhe que é a presença dos escribas interrogando os discípulos de Jesus ampliando a vergonha deles naquela situação.
Da mesma forma, podemos afirmar que há gradações também nas operações malignas, espíritos imundos com resistências diferenciadas. Assim os que estão na frente de batalha precisam Jejuar e orar para: 1) desfrutar de maior consciência de sua relação com Deus; 2) convicção da vontade do pai e sujeição absoluta a ela; 3) ter uma vida consagrada e limpa para que sua consciência não seja afetada bem como o exercício da autoridade em nome de Jesus; 5) manter o foco, retirar as distrações e manter a resistência. A obra de libertação é obra de resistência.
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Tiago 4.7
Podemos analisar tudo de um ponto de vista teológico, dissecando o texto como um sapo na mesa de um laboratório, mas não podemos esquecer que lemos o relato de uma experiência real vivida por pessoas reais com suas caminhadas pessoais e com Jesus, sentimentos e percepções diferentes sobre o que estava acontecendo.
Temos um pai que por anos sofria com o risco de vida do filho, passando por um grupo de discípulos ainda em início de caminhada e aprendizado, tomados de vergonha e medo por conta de um mal que não conseguiram repreender e um grupo de escribas que talvez estavam ali somente se satisfazendo com a falência dos seguidores do novo mestre que cativava os corações.
Jesus chega, interpela os escribas, ouve o pai dolorido e angustiado, repreende seus discípulos, liberta o menino e ensina seus discípulos o caminho de dependência e sujeição ao Pai para vencer as lutas que se apresentam: Jejum e oração.
Fé, jejum e oração
Não precisamos de fato escolher se Jesus tratava da incredulidade ou dos demônios ou do jejum e oração. Tudo está conectado . Tal como um músculo e um preparo cardiorrespiratório só se revelam diante do peso ou atividade que os exija, assim a fé vai se revelando ante as adversidades que enfrentamos. Para treinar e obter músculos de fé e preparo cardiorrespiratório espiritual a dica do mestre e personal trainer Jesus é : jejum e oração. Como diria um amigo:
“Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”.
O Antigo Testamento ensina consistentemente a atuação distinta e criativa do Espírito de Deus sobre o cosmos e tudo o que nele existe, incluindo a humanidade. O Espírito de Deus [ruach] não apenas cria todas as coisas, mas também as sustenta (Gn 6:3). Central para essa compreensão do Espírito de Deus é o relato inicial da criação em Gênesis.
Compilado talvez durante as peregrinações de Israel no deserto, Gênesis 1 é claramente um relato polêmico, possivelmente contra o popular Hino de Aton (datado por volta de 1350 a.C.), dando assim ao povo uma base sólida contra as cosmovisões politeístas e pagãs que os cercavam. Assim, para Israel no deserto, Moisés enfatiza que o mesmo Deus que os tirou da escravidão pelo ruach divino (Êxodo 15:8–10) também fez singularmente os céus e a terra pelo ruach, e que o poder por trás do original a criação também está operando agora na criação do povo de Deus por meio da libertação.
O Espírito como Criador em Gênesis 1
Especificamente, em Gênesis 1:2 lemos a frase integral “e o ruach’elöhîm pairava sobre as águas”. Embora o significado desse versículo seja acaloradamente debatido e não possa ser tratado com profundidade real aqui, algumas observações resumidas podem ser permitidas.
Gênesis 1:2 contém três cláusulas nominais: “Ora, a terra era sem forma e vazia, as trevas cobriam a superfície do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. As duas primeiras das três cláusulas introduzem a ordem caótica do cosmos, caracterizada pelo uso das palavras töhû wäḇöhû. A estrutura narrativa procederia então da seguinte maneira; em primeiro lugar, a falta de forma (töhû) é superada nos três primeiros dias e, em segundo lugar, o espaço vazio (wäḇöhû) é preenchido do quarto ao sexto dias.
Moisés enfatiza que o mesmo Deus que os livrou da escravidão pelo ruach divino (Êxodo 15:8–10) também fez singularmente os céus e a terra pelo ruach, e que o poder por trás da criação original também está operando agora em a criação do povo de Deus através da libertação.
O que dizer então da terceira cláusula? Deve continuar a descrever o estado caótico do cosmos ou pode introduzir a presença criativa e a atividade de Deus para trazer ordem ao caos. Parece melhor ver a cláusula separada das duas primeiras (devido principalmente ao uso de waw antes de ruach) e traduzir ruach como “espírito” e não “vento”.
O que está claramente declarado em Gênesis é que a presença de Deus está ativa no ruach e que o ruach’elöhîm está superintendendo a obra da criação e também, vinculado ao versículo 3, realizando a criação por meio da palavra W/. Como Hildebrandt afirma: “A passagem está enfatizando a presença real e poderosa de Deus, que traz a palavra falada à realidade pelo Espírito”. Nesse sentido, o Espírito de Deus não é apenas o “vento” de Deus soprando no cosmos, mas a presença pessoal, criativa e muito ativa de Deus aguardando o momento adequado para iniciar o processo de criação.
Espírito como Criador fora do Gênesis
Fora do Gênesis e do relato original da criação, vemos mais evidências da função criativa do Espírito. Em Isaías 40:13 lemos: “Quem entendeu a mente do Senhor [ruach yhwh], ou quem foi seu conselheiro, quem o instruiu? A quem ele consultou para sua orientação e quem lhe ensinou o caminho para alcançar a ordem e mostrou-lhe como exercitar a habilidade criativa?” Aqui, a extensão do envolvimento do Espírito na criação é aumentada para incluir não apenas o poder de criar, mas também a “mente”, o poder “criativo” de criar. A criação foi planejada pelo ruach yhwh, que então se moveu para trazer esse plano à existência.
Essa atividade criadora não parou com o cosmos, no entanto. Estende-se a toda a humanidade e a todos os grupos de pessoas, especialmente o povo escolhido de Deus (Sl 71:6; 89:48; 94:9; 100:3; 139:13; 149:2; Dt 32:6). A esfera das operações do Espírito é limitada apenas pela nossa falta de compreensão. Quando o uso de ruach é pesquisado, vê-se o papel vital do Espírito de Deus na concessão de vida à humanidade. Isso é resumido pelo relato da criação em Gênesis 1:26–27. Novamente, esses versículos ocasionam uma grande divergência de interpretação que não podemos resolver aqui. No entanto, examinaremos o envolvimento principal do Espírito de Deus neste relato da criação.
Assim como o ruach’elöhîm foi o criador ativo do cosmos, ele também é o criador ativo da humanidade. Com relação às referências plurais neste texto (cf., Gn 3:22; 11:7), podemos dizer que o trono de Deus no céu é cercado por uma multidão de seres angelicais, é transportado pelos querubins e é dirigido por o ruach (Ezequiel 1). Este conselho celestial superintende toda a atividade de Deus, mas Deus por seu ruach realiza a atividade real de criação e providência. Esta criação pelo plural divino, e especialmente realizada pelo Espírito de Deus, investe os seres humanos com a dignidade de serem à semelhança de Deus. Essa semelhança inclui o direito e a capacidade de governar, criar (por procriação) e raciocinar e desenvolver relacionamentos.
Outros textos além de Gênesis também apóiam o fato de que o Espírito de Deus, ruach, no Antigo Testamento recebeu a glória pela existência da vida. O Espírito de Deus era claramente a força vital animadora que inicia a vida (respiração) e a sustenta. Ter o ruach de Deus era ter vida, ter o ruach retirado era não mais possuir vida. Embora o tópico da criação ocorra com relativa pouca frequência em todo o Antigo Testamento, o ruach de Deus é claramente o próprio Deus em ação e, se sua atividade inclui a criação, a doutrina do Spiritus Creator, desenvolvida pela igreja primitiva, deve seguir; a menos que o Espírito seja separado do próprio Deus de uma forma que contraria diretamente o ensino do Antigo Testamento.
‘Ruach’, a respiração que se move através de tudo
Nos vários textos que indicam a obra do Espírito na criação, o Antigo Testamento apresenta a eficácia da atuação do Espírito. Tanto a criação quanto a preservação são o resultado direto do Espírito de Deus. Moltmann escreve:
Tudo o que é, existe e vive no influxo incessante das energias e potencialidades do Espírito cósmico. Isso significa que temos que entender cada realidade criada em termos de energia, apreendendo-a como a potencialidade realizada do Espírito divino, o próprio Criador está presente em sua criação. Ele não apenas o confronta em sua transcendência; entrando nele, ele também é imanente nele.
Por causa da atividade imanente de Deus como ruach, Deus não é apenas o Criador, mas o Espírito de Deus também é o sustentador de todas as coisas. Uma ênfase está presente no relato do Antigo Testamento de Deus como o agente imanente em todas as mudanças e movimentos do mundo, estabelecendo assim um firme fundamento de providência – Deus no mundo e na história, conduzindo todas as coisas ao seu objetivo destinado.
Especificamente, vemos a atividade providencial do Espírito nas seguintes áreas. . . O ruach foi ativo na criação do mundo (Gn 1:2; Sl 104:29; Jó 33:4), além de ser o agente de recreação após o dilúvio (Gn 8:1), o agente da criação de O povo de Israel de Deus (na forma de vento, Êxodo 14:19–20; 15:10), junto com o relato do Novo Testamento sobre a criação da Igreja (Atos 2:1–4).
Além dessa função criadora, o ruach também é visto como o agente de Deus pelo qual Deus exerce seu controle soberano sobre os assuntos mundiais. O ruach pode ser destrutivo ou perturbador (Jz 9:23; 1 Sm 16:14–16, 23), frequentemente energiza seu povo (Ez 2:2), transporta-os (1 Reis 18:12; 2 Reis 2:16; Ezequiel 3:12), dota (enchendo-os) com seu Espírito, dá dons e poder para o serviço sagrado (Êxodo 35:31; Miqueias 3:8), vem e “cai” sobre pessoas divinamente escolhidas e comissionadas para a obra de Deus , inspira as pessoas (Nm 11:17) e, mais vividamente, é visto nos profetas, os “homens do Espírito” (Nm 24:2; 2 Sam. 23:2). O ruach também capacita líderes, especialmente os militares (Jz 6:34; 13:25; 1 Sm 11:6), e autoriza uma pessoa para a liderança do povo de Deus (Dt 34:9; Jz 3:10; 11: 29).
Como concluiu Warfield; “O Espírito de Deus, portanto, aparece desde o início do Antigo Testamento como o princípio da própria existência e persistência de todas as coisas, e como a fonte e causa originária de todo movimento, ordem e vida.”
Jesus é o Verbo que se fez carne, o logos de Deus, a palavra (Jo 1) Inicialmente devemos crer que tudo que Jesus conquistou foi consequência de ter se feito carne para que morresse na cruz. Ele não foi egoísta, desejando manter-se Deus. Quem é egoísta busca seus próprios interesses. Nossos maiores problemas são consequência do nosso egoísmo. Não ser egoísta é buscar o olhar do outro. Jesus fazia isso. Ele tinha misericórdia, pois não era egoísta. Ele sentia, pois não sentia apenas suas sensações, mas sentia pelos outros.
Paulo apela para a igreja dizendo: Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa; (Filipenses 2:1-2.)
Parece uma utopia a ideia de achar que todos pensem a mesma coisa, mas não é disso que o texto fala. Antes ele fala da maneira de refletir. É tentar ver o mundo pela mesma ótica. O padrão de Cristo. Quando olhamos por um telescópio todos vemos um universo pela mesma ótica.
Tomando como exemplo um casal. Se eles assumem a Palavra de Deus como padrão. Se eles se dobram a essa palavra tudo se resolve. Se pelo menos um enxerga por essa ótica as coisas se resolvem. Um dos dois deve buscar a fazer a sua parte e esperar que Deus faça a parte dEle e ajuste.
Temos que buscar uma vida que o interesse não seja levar vantagem. Tripudiar sobre a vida do outro pois achamos que temos a razão não é o correto. Todos são iguais diante de Deus. Eu cheguei, eu fiz… porque eu paguei o preço… nada é correto, antes de tudo é vaidade. A sabedoria consiste em levar esse modo de servir, como sendo o menor, ao mundo. Todos somos pó.
É importante não deixar a vaidade chegar ao nosso coração. Deixemos que a humildade chegue. Se ufanar de glórias e conquistas acaba com o coração do homem. A Bíblia nos exorta que a soberba precede a queda. Vide Nabucodonosor e a sua Babilônia. Assumir a glória de Deus nos leva a loucura.
Quando consideramos o outro como superior a nós, Deus se encarrega de nos exaltar. Sempre há vitória. Aparentemente é uma derrota, mas ser menor é o início da vida vitoriosa. Cristo nos ensinou assim. Sendo mestre foi o menor dos escravos, o que lavava pés.
O versículo 5 é o triunfante.
Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,( Filipenses 2:5)
Deveria ser uma bússola. Algo que ecoasse em nossa mente a todo tempo pois esse é o caminho do Reino de Deus. É um caminho apertado.
Muitos buscam na religião essa bússola. Ancorar ou se guiar com base na tradição religiosa é erro. Cristo e o Reino não podem ser substituídos pela religiosidade.
Lembremos que nosso guia é o Espirito Santo. Ele é alguém que nos coloniza e nos mostra as leis e diretrizes do Reino. Esse é o sentimento que havia em Cristo.
Temperamentos, modos de viver devem se submeter ao modo de Deus. Ao padrão de Deus. Ser controlado por emoção acaba nos levando a uma vida flutuante. Intelecto e emoções não fazem o papel do Espirito Santo. O nome dessa ação equilibrada movida pelo Espirito é temperança.
Como em todo reino no Reino de Deus existe leis. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Essa é a Lei que governa o Reino. Deus criou as Leis e devemos viver debaixo delas. Não viver as Leis é rebeldia. Esse padrão de vida não condiz com aqueles que banqueteiam com o Rei. Lembre-se dos convites para o banquete. Caso não façamos a nossa parte Ele convidará aos mendigos, aos sem-teto, a todos, menos aos rebeldes.
Jesus resolveu obedecer, versículo 6, mesmo sendo em forma de Deus. O padrão é obedecer ao padrão do Reino.
O nosso dia-a-dia é o local e momento de colocarmos a prova o que aprendemos. Treinamos na igreja e jogamos nas nossas ações cotidianas. Jogo é jogo, treino é treino. A carne não deve nos dominar, pois as provas virão. A quem iremos manifestar?
Entenda que a luta de Cristo, também, foi em obedecer. Ele foi homem. Ele era carne, tinha vontade. Ele tinha a possibilidade de pecar. Ninguém que não tenha essa possibilidade pode ser tentado. Ele foi tentado em tudo. Ele cumpriu a Lei do Reino. Ele não veio para destruir a Lei, veio para cumprir. Ele assume a Constituição do Reino de Deus e passa a ser a vivificação dela. Cristo é a Constituição viva do Reino de Deus.
Cristo não foi egoísta. Não quis ser Deus. Embora pudesse. Precisamos nos submeter.
O versículo 7 diz que Jesus se esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;( Filipenses 2:7).
Deus não vai nos esvaziar. Somos nós que devemos nos esvaziar. Esvaziar-se a si mesmo.
Muitas pessoas não se esvaziam e ainda retém outras pessoas por falta de perdão. Perdoar é o segredo para uma boa vida. Reter trás o mal e não afeta a vida de quem é retido. O credor impassível reteu alguém por uma miséria, quando foi preso, não podia mais cobrar. Fazer o bem é o segredo. Não deixe o inimigo tripudiar da sua vida. A sua ação deve ser segundo o padrão do Reino.
Jesus nos ensinou a buscar primeiro o Reino pois nossas reações às ações do mundo deve ser baseada nas diretrizes do Reino. Busquemos o Reino em nossas ações antes que o reino do maligno ou da nossa carne chegue primeiro ao nosso coração.
Jesus nos ensinou a não se arvorar para sentar-se a frente, nos primeiros lugares. Sentar nas últimas fileira pode levar a alguém, que note, a te trazer para frente. Vergonhoso é estar na frente e ser convidado a ir para trás.
Jesus, Deus, esvaziou-se. Tornou-se homem. Não bastando ser homem, se humilhou e foi obediente até a morte. O versículo 9 diz que Deus o exaltou soberanamente. Essa é a resposta de Deus para aqueles que vivem segundo as Leis do Reino.
Não houve busca de fazer valer opinião, posição, vontade, nada. Jesus vinha para salvar e não para condenar. Pois essa era a missão dELe diante daquilo que o Reino e o Rei havia posto.
O Rei resolve nossos problemas, faz valer nossas posições. Tudo cabe a Ele, do jeito dEle e no tempo dEle.
Entregar os problemas nas mãos do Rei é garantia de resolução. Devemos apenas confiar e descansar, como Jesus ensinou. Normalmente nós não entregamos nosso problemas a Deus. Dar não é segurar na outra ponta. Dar é largar, soltar, deixar e esquecer em confiança. O que a força do nosso braço pode conseguir?
No meio do caminho Deus nos guia por melhoras para que não venhamos a erra, mais uma vez. Para Deus o que mais vale é o nosso caráter transformado. O Reino é assim. Transformar caráter depende de nós também, uma vez que o Espirito Santo sinaliza mas a mudança é nossa. Para Deus é melhor que você não tenha e vá para o céu do que te dar e ver tua alma perecer.
As principais razões de Deus “ainda” não ter realizado as vontades das pessoas, normalmente, são:
1. Deus não quer te dar, pois essa não é a vontade dEle;
2. Você não está preparado para receber o que Ele tem pra ti, pois é sempre mais do que pedimos e Ele está moldando seu caráter para que então você possa receber o que ele tem pra você;
3. Ele está te ensinado a dar valor ao que vai receber e a não chegar depois e dizer que foi a força do seu braço que conseguiu mas sim o Senhor, pois Ele pode dar.
A fé é acreditar que tudo que está na palavra vai se cumprir ainda que olhos, ouvidos não sintam. Tudo vai se cumprir e que Ele irá resolver. Pois Ele cuida de nós. As nossas angustias só nos levam a esquecer que temos um Rei que cuida de nós. Ele nos toma pela mão direita. É Ele que nos esforça. Devemos confiar, pois tudo vem dEle. O Reino é REAL. Ele vai se materializar em nossa vida a partir de nós mesmos.
A resistência de um adolescente pode ser dolorosa e assustadora para os pais. E como os pais de “bons filhos” não discutem a questão da rebelião, os pais de “filhos rebeldes” lutam para saber o que fazer.
Veja essa história:
O pai, deu permissão à filha para ir à casa de uma amiga. No final do dia, algo não parecia certo, então o pai ligou para a casa do amiga e pediu para falar com a filha. Ele logo percebeu que a filha não estava na casa de sua amiga. E foi quando recebi a ligação declarando: “Katie se foi!”
Katie voltou para casa naquela noite. A história dela de ir à casa de um amiga era um disfarce sorrateiro para ver um garoto que não aprovávamos. E seria apenas o começo de suas histórias.
Quanto mais Gene e eu instávamos Katie a ficar longe de más influências, mais ela era levada a fazer o oposto. Tentamos argumentar com ela. Tentamos definir limites seguros e saudáveis. Nada funcionou. Nós acertamos se estivéssemos fazendo algo talvez não fazendo coisas suficientes. Vacilamos entre sentir raiva e sentir-se inadequados — entre sentir-se impacientes e simplesmente sentir-se envergonhados.
A verdade é que não estávamos sozinhos – desde então, conversei com muitos pais que compartilharam que seus filhos também tomaram decisões com as quais não concordavam.
A rebelião de Katie ocorreu em muitas situações, então entendo que a resistência de um adolescente pode ser dolorosa e assustadora para os pais. E como os pais de “bons filhos” não discutem a questão da rebelião, os pais que lutam muitas vezes lutam contra o constrangimento – e a dor.
Fazendo as mudanças necessárias
Uma vez que Gene e eu reconhecemos que a atitude e as ações rebeldes de Katie seriam nosso novo normal, sabíamos que tínhamos que ser pais de maneira diferente. Se fôssemos ter um relacionamento com nossa filha, precisávamos ajustar nossa paternidade para focar na construção de um relacionamento em vez de simplesmente impor regras. Não podíamos descartar as regras, mas nossa primeira prioridade era construir uma ponte para Katie que transcendesse essa fase difícil de sua vida. Aqui estão alguns “tijolos” que nos ajudaram a construir essa ponte. Talvez eles também o ajudem:
Não morda a isca. Nossos filhos sabem como apertar nossos botões. Quando seu filho adolescente tentar provocar uma reação sua, ignore o desafio. Fique envolvido. Interesse-se pela vida de seu filho adolescente. Não estou falando do tipo de envolvimento dos pais helicópteros, mas de pais que perguntam sobre amigos e interesses. EstejaDisponível. Tanto quanto possível, esteja em casa quando seu filho estiver em casa. Você conhecerá melhor seu filho adolescente e estará lá quando ele precisar desestressar. Linguagem de amor. Seu filho adolescente responde a palavras de afirmação, tempo juntos, pequenos presentes ou um abraço? Descubra o que fala de amor ao seu filho e depois fale com frequência. Seja real. Seja qual for o seu interesse, envolva seu filho adolescente para que ele possa conhecê-lo como pessoa, não apenas como pai. Nunca diga “eu avisei”. Ninguém, em qualquer idade, quer ouvir isso. Aspectos Não negociáveis e prioridades de relacionamento Gene e eu discutimos e definimos nossos princípios inegociáveis. Esta foi uma pequena lista com foco em respeito, segurança e honrar a Deus. Nosso objetivo era manter nossa casa um porto seguro para toda a família.
Em seguida, Gene e eu ajustamos nossos limites para permitir que Katie fosse ela mesma com menos regras contra as quais se rebelar. Um limite que redefinimos tinha a ver com a limpeza de seu quarto. Katie é uma artista e a arrumação sufoca sua criatividade. Concordamos que ela era responsável por fazer sua parte da limpeza semanal da casa, mas ela poderia ter controle sobre seu espaço pessoal.
Mesmo com essas mudanças, a adolescência de Katie continuou sendo um desafio. Uma mãe mais velha e mais sábia me assegurou: “Este não é o último capítulo”. Reconhecendo que somos todos um trabalho em andamento, Gene e eu adotamos o lema: “É o que é”. Essa mentalidade nos levou a seguir em frente – aproveitando a vida e escolhendo não deixar um relacionamento familiar afetar nosso casamento ou nossos relacionamentos com nossos outros filhos.
Ao chegar a um acordo com o seu próprio “É o que é”, reconheça e aceite com o que seu filho adolescente está lutando. Seu filho adolescente sempre precisará de seu amor e relacionamento, mas há áreas em que um conselheiro ou mentor piedoso pode ajudar a desvendar os pensamentos emaranhados em sua mente. Não hesite em obter a ajuda profissional que seu filho adolescente pode precisar enquanto luta contra raiva, depressão, vícios, bullying ou qualquer atividade ilegal.
Descobri que quando se trata de adolescentes, o relacionamento é mais importante do que estar certo ou evitar constrangimentos. O relacionamento diz: “Eu te amo, não importa o que aconteça”. Através de nossas lutas com Katie, Gene e eu aprendemos que sem relacionamento não temos nada – nenhuma influência e nenhuma oportunidade de abrir a porta de Deus para nossos filhos. E não é essa porta aberta para o Salvador o que realmente significa ser pai?
Brenda Garrison é autora de Love No Matter What: Quando seus filhos tomam decisões com as quais você não concorda.
É muito interessante e esclarecedor ver que a história de Israel é um tipo completo da história da igreja; isso realmente mostra que Deus tem apenas um plano, um propósito e um povo, que é o povo de Israel (seu povo terreno) e a igreja (seu povo celestial).
Agora nós, como povo celestial de Deus, desfrutamos das bênçãos celestiais de Deus e entramos na experiência e na realidade espiritual das coisas que os filhos de Israel experimentaram, como:
A Páscoa – Cristo é a nossa verdadeira Páscoa, Ele morreu como um sacrifício único pelos nossos pecados, para que o julgamento de Deus passe sobre nós.
Atravessando o Mar Vermelho – podemos ser batizados em Cristo para sermos libertos do mundo e de sua usurpação.
Comendo o maná e bebendo a água da rocha ferida – Cristo é nosso alimento diário, o verdadeiro maná, e Ele foi ferido na cruz para fazer fluir água viva para nós bebermos.
Ser curado em Marah – nossa amargura e doença são curadas pela aplicação da cruz de Cristo.
Amaleque está sendo derrotado – Temos uma guerra contínua com a carne, que foi crucificada na cruz e precisa ser crucificada em nossa experiência diária.
Atravessando o rio Jordão para entrar na boa terra – Atravessamos rio após rio até entrarmos no pleno gozo de Cristo.
Aproveitar a boa terra e trabalhar nela – Cristo é a boa terra todo-inclusiva para trabalharmos e desfrutarmos em nossa vida diária.
Construindo o templo e a cidade de Deus – a questão do desfrute de Cristo é a edificação da igreja como o templo de Deus e a cidade de Deus. Tendo a cidade com doze portas – hoje temos uma amostra da Nova Jerusalém na vida da igreja, e aspiramos ser os vencedores que desfrutarão da Jerusalém celestial na era vindoura; eventualmente, todos nós seremos e viveremos como a Nova Jerusalém, a cidade com doze portões.
Sempre surgem perguntas sobre esse tema então vou deixar aqui algumas recomendações de leituras, vídeos etc. para ampliar o entendimento do assunto e melhorar nossa imunidade a esse perigoso ensino.
Temas correlatos : Cristianismo progressista, Teologia da libertação, Teologia da missão integral , Universalismo, Teísmo aberto, Teologia feminista, Teologia negra, Ecumenismo, Teologia inclusiva , igrejas inclusivas etc.
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.