Vídeo de Luiz Sayão que achei interessante para entendimento escatológico.
Liberalismo Teológico

Sempre surgem perguntas sobre esse tema então vou deixar aqui algumas recomendações de leituras, vídeos etc. para ampliar o entendimento do assunto e melhorar nossa imunidade a esse perigoso ensino.
O liberalismo teológico não é cristianismo’: A proposição de J.G. Machen contra a teologia liberal
A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica
Estudo Bíblico- A teologia liberal
Livro PDF – Cristianismo & Liberalismo J G Machen
Temas correlatos : Cristianismo progressista, Teologia da libertação, Teologia da missão integral , Universalismo, Teísmo aberto, Teologia feminista, Teologia negra, Ecumenismo, Teologia inclusiva , igrejas inclusivas etc.

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
Efésios 4:13-16
SOBRE A VONTADE DE DEUS
Quando se fala da vontade de Deus, muitas pessoas veem três aspectos diferentes a seu respeito na Bíblia.
1) Vontade soberana , decretiva ou oculta
Tem a ver com o cumprimento do plano eterno de Deus
– A vontade universal de Deus para a humanidade está expressa em sua palavra e foi encarnada na vida de Jesus aqui na terra. Muitos erram por não conhecer Jesus e sua palavra. Outros tantos porque conhecendo a verdade desejaram mais a escravidão do pecado que a liberdade do amor de Deus, amaram mais as trevas que a luz. Antes de começar uma grande corrida é bom vermos pra que lado estamos indo. É a vontade final de Deus que não está revelada pra nós nos detalhes mas que por fim veremos ser cumprida quando elas acontecem pois mesmo a decisão de não intervir é uma decisão soberana dEle . Ef 1.11, Jó 42.2
2) Vontade por comando (perceptiva ou revelada)
– Deus escolheu revelar parte de sua vontade na Bíblia. Por exemplo, por causa da vontade revelada de Deus, podemos saber que é a Sua vontade que não roubemos, que amemos nossos inimigos, que nos arrependamos de nossos pecados e que sejamos santos como Ele é santo. Esta expressão da vontade de Deus é revelada tanto em Sua Palavra quanto na nossa consciência, através da qual Deus escreveu Sua lei moral nos corações de todos os homens. As leis de Deus, quer encontradas na Escritura ou em nossos corações, são vinculativas para nós. Teremos que prestar contas por desobedê-las.
Existem assuntos e casos particulares onde a pergunta não quer calar: Qual é a vontade de Deus nesse caso especifico? Onde vou trabalhar, morar ou com quem vou casar? É como se tivéssemos um desejo de saber antecipadamente sobre as coisas e ainda achamos que Deus é uma bola de cristal que basta esfregarmos um pouco e saberemos todo nosso futuro. No texto de Paulo aos romanos (Rm 12.1-2) somos levados a um novo nível de entendimento de que a vontade de Deus nesses casos particulares nem sempre pra ser sabida mas sim, experimentada. Cabe a nós uma entrega total em obediência e o Espirito Santo de Deus, pela sua palavra, nos capacita a viver experimentando dia após dia a vontade (boa, perfeita e agradável) dele em qualquer situação. A cada passo, mais um trecho do caminho é revelado e nova força nos é dada.
Compreender esse aspecto da vontade de Deus reconhece que, embora tenhamos o poder e a capacidade para desobedecer os mandamentos de Deus, não temos o direito de fazê-lo. Portanto, não há desculpa para o nosso pecado e não podemos afirmar que ao escolher pecar estamos simplesmente cumprindo o decreto ou vontade soberana de Deus. Judas estava cumprindo a vontade soberana de Deus ao trair Cristo, assim como os romanos que O crucificaram estavam. Isso não justifica os seus pecados. Eles não eram menos perversos ou traiçoeiros, e tiveram que prestar contas pela sua rejeição de Cristo (At 4:27-28). Mesmo que em Sua soberana vontade Deus permita, ou permita que aconteça, o pecado, ainda teremos que prestar contas a Ele.
3) O terceiro aspecto da vontade de Deus que vemos na Bíblia é a permissiva ou perfeita vontade de Deus.
Esta faceta da vontade de Deus descreve a Sua atitude e define o que é agradável a Ele. Por exemplo, embora seja claro que Deus não tem prazer na morte do ímpio, é igualmente claro que ele permite ou decreta a sua morte. Esta expressão da vontade de Deus é revelada em muitos versículos da Bíblia que indicam o que alegra a Deus ou não. Por exemplo, em 1 Tm 2:4, vemos que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, mas sabemos que a vontade soberana de Deus é que “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:44).
Se não tivermos cuidado, podemos facilmente ficar preocupados ou até mesmo obcecados em encontrar a “vontade” de Deus para as nossas vidas. No entanto, se a vontade que estivermos buscando for a Sua vontade secreta, oculta ou decretiva, estamos em uma busca tola. Deus não escolheu revelar esse aspecto de Sua vontade para nós. O que devemos procurar conhecer é a vontade perceptiva ou revelada de Deus. O verdadeiro sinal de espiritualidade é quando desejamos conhecer e viver segundo a vontade de Deus assim como revelada nas Escrituras, e ela pode ser resumida como “Sejam santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1:15-16). Nossa responsabilidade é obedecer a Sua vontade revelada e não especular sobre o que a Sua vontade oculta talvez seja. Embora devamos buscar ser “guiados pelo Espírito Santo”, nunca devemos esquecer que o Espírito Santo está principalmente nos guiando à justiça e a nos conformarmos à imagem de Cristo para que a nossa vida glorifique a Deus. Deus nos chama a viver nossas vidas de toda palavra que proceda da Sua boca.
Viver de acordo com a Sua vontade revelada deve ser o principal objetivo ou propósito de nossas vidas. Rom 12:1-2 resume esta verdade, pois somos chamados a nos oferecer “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Para conhecermos a vontade de Deus, devemos nos aprofundar na escrita Palavra de Deus, saturando as nossas mentes com ela e orando para que o Espírito Santo nos transforme através da renovação de nossas mentes, de modo que o resultado seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Fonte: GotQuestions
Pecados nos novos céus e nova terra?

Pergunta de I.V.L. : Me explica, vai haver morte e pecado? Isaías 65:19-20
Isaías, assim como os demais profetas, usa imagens de sua época para pintar um magnífico quadro e uma linguagem poética para descrever as alegrias do mundo vindouro. Há diferentes interpretações desse texto entre os cristãos a saber:
(1) uma descrição idealizada da Jerusalém restaurada (levando a alegrias eternas),
(2) um estado “milenar” intermediário. Veja mais em Milenistas.
(3) o próprio estado eterno.
Certamente a expressão novos céus e nova terra parece sugerir o estado eterno (por causa de Apocalipse 21:1). Por outro lado, a menção de pessoas morrendo, mesmo em idade avançada, bem como a presença do pecador (Is 65:20), parecem sugerir que este não é o estado eterno.
Para defender um estado milenar (que não é explícito aqui), seria preciso entender o estado milenar para incluir tanto a morte quanto a incredulidade entre os incrédulos durante o período milenar.
No entanto, a menção dos animais (v. 25) evoca Isaías 11:6-9, que faz parte de um oráculo que descreve a era messiânica. Portanto (e em vista do contexto maior dos caps. 40-66) alguns intérpretes leem esses versículos como descrevendo um futuro idealizado para Jerusalém, não simplesmente como uma cidade restaurada, mas como o centro do mundo, no qual todo tipo de pessoas sabe e deleitar-se em Deus e viver em paz uns com os outros (como 2:2–4; 9:6–7; 11:1–10).
Sob tais circunstâncias, a comunidade humana e a piedade florescem. Ao mesmo tempo, a descrição vai muito além de tudo que o mundo já viu, convidando o leitor crente a ansiar por mais e a desempenhar seu papel à medida que a história se desenrola até seu glorioso fim (cf. 2:5).
Fonte: ESV Study Bible Notes traduzido e adaptado por mim.
A presença de Deus
Fonte: Bible Project
O Livro de Atos está cheio de histórias emocionantes! Vindo na esteira da narrativa épica de Lucas sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus, Atos fornece uma visão aguçada dos estágios iniciais da Igreja. Os Evangelhos apresentam os discípulos como pessoas comuns, mas aqui eles estão cheios de força e coragem para divulgar as boas novas de Jesus. E a abertura de Atos nos mostra exatamente de onde vem esse poder.
As primeiras frases de Atos nos lembram que o Espírito de Deus ainda não havia sido dado. Jesus disse que o Espírito Santo ia batizar os discípulos, e tudo o que eles tinham que fazer era esperar: Atos 1:4-5
Então, no início do capítulo 2, algo louco acontece. O Espírito Santo prometido enche a sala onde os discípulos estavam reunidos. Esta história é bastante familiar para muitas pessoas: o som de um vento impetuoso irrompeu e encheu a casa, línguas de fogo pousaram em cada cabeça, e elas foram cheias do Espírito Santo!
Quando a presença de Deus se manifestou com um vento poderoso e apareceu como fogo acima das cabeças dos apóstolos, podemos lembrar de outros momentos onde temos os tipos de imagens familiares. A nossa imaginação está cheia de padrões repetidos de vento e fogo usados em todas as Escrituras Hebraicas. No entanto, como leitores modernos, não estamos imersos nas imagens e conceitos escriturísticos como os apóstolos estavam. Temos que investigar o passado para apreciar os ricos detalhes que preencheram esta história.
O Tabernáculo
Uma das primeiras vezes que a presença de Deus apareceu a todos os israelitas de forma tangível foi ao pé do Monte Sinai em Êxodo 19. O povo tinha acabado de sair do Egito e planejava acampar no Sinai. É aqui que o Senhor diz a Moisés que, se eles guardassem Sua aliança, seriam um reino de sacerdotes e uma nação santa (Êxodo 19:6). Isso é o que Ele quer para as pessoas. Moisés passa a consagrá-los, preparando a nação para esse papel específico de ser um reino sacerdotal.
Excelente! É hora de fazer algumas apresentações formais.
“Na manhã do terceiro dia houve trovões e relâmpagos e uma espessa nuvem sobre o monte e um toque de trombeta muito forte, de modo que todo o povo no acampamento estremeceu. Então Moisés tirou o povo do acampamento ao encontro de Deus, e eles se posicionaram ao pé da montanha. Agora o Monte Sinai estava envolto em fumaça porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça dele subiu como a fumaça de um forno, e todo o monte tremeu muito”. Êxodo 19:16-18
Deus é poderoso, então esse tipo de introdução faz sentido, certo? Ele vem em uma forte tempestade (“vento impetuoso”) e é acompanhado por toques de trombeta, fumaça e fogo (“línguas de fogo”). Essa experiência intimidadora foi aparentemente mais do que os israelitas esperavam porque o povo tremeu de medo (Êxodo 19:18) e disse a Moisés que não queria falar diretamente com o Senhor. Então eles nomearam Moisés em seu nome:
"Você fala conosco... mas não deixe Deus falar conosco, para que não morramos." Êxodo 20:19
Moisés disse ao povo para não ter medo, mas mesmo assim, eles não subiram à montanha como deveriam (lembra de Êxodo 19:13?). Em vez disso, os israelitas ficaram longe (Êxodo 20:21) enquanto Moisés falava com Deus. Neste ponto, tenho certeza que você está dizendo: “Ei, você ouviu falar sobre os raios e as partes do fogo? Quem gostaria de se aproximar de uma montanha trêmula e uma voz trovejante?!”
Pergunta justa, mas este é o Deus que acabou de libertá-los das mãos do Egito com pragas, águas furiosas e colunas de fogo. No entanto, o povo estava longe, e lemos que apenas Moisés se aproximou “da escuridão espessa onde Deus estava”. povo deveria se tornar um “reino de sacerdotes”, não apenas um “reino com sacerdotes”.
Já que as pessoas não iriam a Deus, Ele teria que vir até elas. Deus deu a Moisés as especificações do tabernáculo, do que deveria ser feito, o que deveria estar nele, a estrutura de seu conteúdo, todas essas coisas divertidas. Essa arquitetura e linguagem elaboradas foram um prolongado rufar de tambores que levou à grande revelação em Êxodo 40.
“Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo...” Êxodo 40:34
Imediatamente depois disso, no versículo 38, nos é dito que o Senhor conduzirá o povo durante a noite com uma coluna de fogo.
A presença do Senhor agora tinha um lugar de descanso entre as pessoas de forma tangível e, com certeza, foi acompanhada de vento e fogo! Mas o tema não termina aí. Vejamos essa mesma presença em Levítico 9. Aqui, vemos a ordenação de Arão e seus filhos como sacerdotes. O Senhor aceitou a oferta de Arão, e Arão abençoou o povo. Quando isso acontece, a glória do Senhor apareceu diante de todo o povo, e fogo veio de diante do Senhor e consumiu a oferta (Levítico 9:23-24), semelhante à cena em Êxodo 19 e 40.
Em Êxodo 20, vimos todo o povo de Israel recusar a oportunidade de se aproximar e ouvir o Senhor, então apenas Moisés se aproximou de onde Deus estava (Êxodo 20:21). Agora aqui em Levítico 9, vemos que a presença de Deus foi mais plenamente experimentada por um grupo maior de pessoas, a família de Arão, os levitas.
Este é um grande passo. O número de pessoas que podem experimentar a presença de Deus estava crescendo, mas isso ainda não é o que Deus queria de acordo com Êxodo 19. Lembre-se de que Seu desejo era um reino inteiro de sacerdotes. Este evento começou a expandir o alcance daqueles que interagiam com Deus, mas a nação inteira ainda não havia sido tocada, muito menos as “nações” que deveriam ser abençoadas por Israel (Gênesis 12:2). Até mesmo Moisés alude a isso em Números.
“Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor colocasse Seu Espírito sobre eles!” (Números 11:29).
Mas neste ponto, apenas os sacerdotes tinham acesso à presença direta de Deus. A seleção de um grupo de sacerdotes que representasse todo Israel é grande, mas não era o ideal divino. Deus queria estar pessoalmente presente com todas as pessoas, mas agora as pessoas tinham que se contentar com a presença de Deus entre alguns líderes selecionados. Em vez de ser um reino de sacerdotes, aqueles que podiam experimentar a presença de Deus eram apenas uma tribo de sacerdotes novamente mediando o povo.
Então ainda não chegamos lá.
O templo
A passagem final que exploraremos está em 1 Reis 8. Salomão tinha acabado de terminar o templo, e os sacerdotes trouxeram a Arca da Aliança (onde a presença do Senhor habitava) para o Lugar Santíssimo. O versículo 10 nos diz que quando os sacerdotes saíram, uma nuvem encheu o templo. Há aquele “vento” de novo. E enquanto a versão desta história em 1 Reis 8 não tem o fogo divino aparecendo do céu como aconteceu em Levítico 9, se você se voltar para a versão paralela da dedicação do templo de Salomão em 2 Crônicas 7, adivinhe o que você encontra?
“Quando Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios e a glória do Senhor encheu a casa” (2 Crônicas 7:1).
Fogo, vento, tempestade e presença divina é o pacote completo!
Imagine a beleza, a maravilha, a majestade! Foi uma experiência bastante poderosa. Mas, mais uma vez, vemos que a presença de Deus estava confinada a este local físico: o templo em Jerusalém. Esta era uma morada espetacular, mas ainda faltava algo: um reino inteiro de sacerdotes.
Depois de olhar para essas quatro passagens, começamos a notar duas coisas. Quando Deus aparece em Seu espaço sagrado, há uma manifestação física que diz: “O Criador está na casa!” Vemos também que o alcance de quem tem acesso à presença divina diminui. Passou de todos os israelitas em Êxodo 19 para apenas os levitas e sacerdotes em Levítico 9 e 1 Reis 8. No entanto, sempre que o Senhor está entre Seu povo, todos sabem disso. É lindo, glorioso e também aterrorizante.
Nesse ponto da história, a esperança era que a presença de Deus permanecesse no templo que Salomão construiu. Mas à medida que a história de Israel progrediu, o templo foi profanado pela idolatria e injustiça de Israel, e Deus finalmente quis que ele fosse destruído. (Confira os livros de 1 e 2 Reis se você precisar de uma atualização!) Mesmo quando os exilados retornam, o propósito do templo nunca foi cumprido (veja o livro de Esdras-Neemias. O propósito era reunir Deus e Seu povo , para que pudessem ser o reino dos sacerdotes.
Quando você se volta para os livros dos profetas no Antigo Testamento, eles falam da esperança de um templo restaurado, uma habitação restaurada para o Senhor.
Em Ezequiel, após receber a mensagem de que o templo de Jerusalém foi destruído (Ezequiel 33), ele tem uma série de visões sobre o futuro templo restaurado. Ele faz um tour virtual pelo novo templo nos capítulos 40-42, onde verifica os detalhes, as salas e os móveis. E tudo sobe para Ezequiel 43, onde a glória do Senhor enche este novo templo.
O profeta Joel também fala para o futuro quando o Espírito do Senhor se derramará sobre todas as pessoas (Joel 2:28). Isso se conecta com o capítulo 3, onde o Senhor diz que habitará com Seu povo. Haverá uma presença física do Senhor entre aqueles que são Seus. Assim, Deus habitando com Seu povo está conectado com o Espírito sendo derramado.
Assim, nos afastamos do Antigo Testamento pensando para nós mesmos: “Quando o povo de Deus vai experimentar o novo templo, quando o Espírito e a glória de Deus vierem morar entre nós, para que todos experimentemos a presença e o poder divinos que só eram acessíveis a Moisés e os sacerdotes?” Esta passagem em Joel é a pedra angular de todas as passagens até agora. Deus habitando entre Seu povo por meio de Seu Espírito é aparentemente a maneira pela qual Deus finalmente teria Seu reino de sacerdotes!
Um maior que o templo
Isso nos leva ao Novo Testamento, onde Jesus, que é chamado de “esplendor da glória de Deus”, habita com Seu povo (João 1:14). De fato, a palavra que João usa aqui para “habitar” no grego significa “morar em uma tenda”, referindo-se ao tabernáculo que Moisés montou em Êxodo 40. Jesus montou um tabernáculo entre nós! Jesus é o templo; Ele era a divina presença gloriosa de Deus em sua pessoa física.
Mas Jesus não permaneceu nesse modo para sempre. Em João 16:7, Jesus disse que era melhor que Ele fosse (uma referência à sua morte, ressurreição e ascensão vindoura), para que o “advogado” viesse, isto é, “o Espírito”. Quando Jesus assumiu a semelhança da humanidade (Filipenses 2:7, Hebreus 2:7-9), Ele se limitou a estar em um local físico de cada vez, assim como o Tabernáculo e o templo das Escrituras Hebraicas só poderiam estar em um lugar de cada vez. Aqui em João 16, Jesus está dizendo que quando o Espírito vier, a presença de Deus estará disponível para todas as pessoas. Então, em Atos 1:6-9, Jesus é entronizado sobre o céu e a terra, mas não antes de prometer que o Espírito Santo virá sobre eles e lhes dará poder. Com todo esse pano de fundo em mente, os discípulos estavam ansiosos e prontos para que algo novo acontecesse.
“E de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E línguas divididas como de fogo apareceram a eles e pousaram sobre cada um deles” (Atos 2:2-3).
Olhando para Atos 2 deste novo ângulo, as imagens descritivas do vento e do fogo fazem muito mais sentido. O Espírito de Deus veio sobre cada um dos apóstolos em uma magnífica exibição de vento e fogo, assim como aconteceu em Êxodo 19, Levítico 9, 1 Reis 8 e Ezequiel 43! Agora, a presença de Deus é para todo o povo de Deus, não apenas para alguns poucos selecionados. Lembre-se, Jesus chamou doze discípulos para representar as doze tribos de Israel, e a presença de Deus descansou sobre cada um deles! Cada pessoa na sala experimentou a presença de Deus pessoalmente, não apenas os sacerdotes da tribo de Levi.
Quando Pedro vai falar com aqueles que testemunharam o evento, ele explica tudo citando “surpresa, surpresa” a passagem de Joel que vimos anteriormente. O povo judeu que estava presente em Atos 2 veio de “toda nação debaixo do céu”. Este foi o início do cumprimento de tudo o que Deus queria para o Seu povo. O que antes só Moisés podia experimentar, depois só os sacerdotes podiam experimentar, agora está disponível para todas as pessoas experimentarem! O Senhor finalmente habita com Seu povo e fez deles um reino de sacerdotes (1 Pedro 2:9).
Nós somos o templo
O que isso significa para nós? Escusado será dizer que tudo isso é possível por causa de Jesus! Ele disse em João 14:16-17 que eles terão o Espírito enviado a eles. Então, em Atos 1, Ele promete que eles serão batizados com o Espírito Santo. Finalmente, em Atos 2, vemos não apenas as Escrituras Hebraicas a respeito da presença de Deus chegando ao seu cumprimento, mas também vemos as palavras de Jesus encontrarem seu cumprimento.
A presença de Deus habitando Seu povo significa que agora somos parte do novo templo, com Jesus sendo o centro de tudo, ou como Paulo diz, a pedra angular:
“...Vós sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Cristo Jesus é a pedra angular, no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo no Senhor. Nele vós juntamente sois edificados para morada de Deus pelo Espírito” (Efésios 2:19-22).
Uau! Fale sobre uma teologia unificada do templo. Deixe para Paulo trazer tudo junto para nós. Esse conceito do povo ser a morada de Deus, o próprio templo que Seu espírito habitaria, assim como Moisés ansiava, é o motivo pelo qual Paulo leva tão a sério a maneira como os crentes vivem! (veja 1 Coríntios 3:16, 6:19).
As Escrituras Hebraicas anteciparam o dia em que o Espírito de Deus estaria presente entre todo o Seu povo. O resultado é simplesmente este: o espaço santo de Deus é agora o povo de Deus que encontrou sua identidade em Jesus e em Sua obra consumada. O Senhor queria habitar com Seu povo, e Ele abriu um caminho para que isso se tornasse realidade.
Esquemas Humanos e o Plano de Deus em Isaías
Extraído de Bible Speaks Today
Isaías é um livro muito interessante da Bíblia. É mais conhecido por suas declarações proféticas de Cristo. Mas com um bom comentário realista, você pode ver o livro por tudo o que ele é. Por exemplo, este trecho da Bíblia Fala Hoje dá uma visão fantástica dos esquemas humanos e dos planos de Deus em Isaías.
Olhando para o Grande Quadro: Isaías 28–35
Em Quem Vamos Confiar?
A questão-chave nos capítulos 28–35 é se Judá, e em particular seus líderes, confiará no Egito ou no Senhor diante da crescente ameaça representada pelo poder cada vez maior da Assíria. Os capítulos 30 e 31, que se situam mais ou menos no centro da unidade, são inteiramente dedicados a esta questão. Especificamente, 31:1 fornece talvez a declaração mais direta e sucinta disso:
Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro,
que dependem de cavalos,
que confiam na multidão dos seus carros…
mas não olhes para o Santo de Israel,
ou buscar ajuda do Senhor.
Esta não é uma questão nova, é claro. Já o encontramos de passagem, por assim dizer, nos capítulos 18-20 da Parte 2. Mas é apropriado que ele deva emergir novamente aqui como uma questão central por causa da posição dos capítulos 28-35. Eles pousam imediatamente antes do relato da invasão de Judá por Senaqueribe nos capítulos 36–37.
Esquemas Humanos: Confiando no Egito
Como vimos na Introdução, essa invasão foi uma ação punitiva de Senaqueribe. Foi em resposta a uma revolta liderada por Ezequias. Ele se recusou a pagar mais tributos à Assíria e anexou todas as cidades filistéias até o sul de Gaza. Essas cidades eram como Judá, uma parte do império assírio.
Foi um movimento temerário. E era algo que ele quase certamente nunca teria tomado sem a garantia de apoio militar do Egito. Quando o confronto inevitável veio, os egípcios de fato entraram em campo contra Senaqueribe, mas foram derrotados, deixando Judá para suportar todo o peso da ira de Senaqueribe (37:9). Grande parte de Judá foi devastada e foi apenas por um milagre que a própria Jerusalém escapou (36:1; 37:36).
Ezequias quase destruiu Judá por ouvir aqueles na corte que o aconselharam a confiar no Egito. Os capítulos 28–35 mostram quão forte e consistentemente Isaías se opôs a esse conselho tolo na crise profunda que levou aos eventos registrados nos capítulos 36 e 37.
Transição de esquemas humanos para o plano de Deus
Mas como essa terceira parte do livro é construída? Vamos primeiro observar alguns detalhes e depois tentar compreender o quadro mais amplo.
Primeiro, chorando
Uma série de aflições abrange os capítulos 28–31, nos quais os líderes da nação são denunciados por sua infidelidade. Um outro ai aparece em 33:1, mas seu significado é diferente porque é dirigido contra o ‘destruidor’ (Assíria) e não contra o próprio Judá. Significa uma mudança do julgamento para a salvação como o foco da mensagem à medida que a unidade se desdobra e começa a se mover em direção ao seu clímax.
Em segundo lugar, um retorno alegre
Esse clímax vem no capítulo 35 com o alegre retorno do povo redimido do Senhor a Sião (ver especialmente o versículo 10). À medida que avançam, o deserto floresce em um jardim ao redor deles (1-2). Mas o capítulo 35 está realmente emparelhado, em termos de imagens, com o capítulo 34, pois ali foi apresentada uma imagem contrastante.
Julgamento para os ímpios
As terras das nações que se opuseram ao Senhor são reduzidas a um deserto estéril sob seu julgamento (1-4, 8-10). Assim, os capítulos 34 e 35 juntos apresentam, de maneira clímax, os temas gêmeos de julgamento e salvação que percorrem a unidade como um todo. A estrutura geral pode ser resumida da seguinte forma:
1. A crise: líderes tolos e falsos conselhos. — Capítulos 28–29
2. Falsa solução: dependência do Egito. — Capítulos 30–31
3. Verdadeira solução: o reinado do Senhor como rei no meio de seu povo. — Capítulos 32–33
4. O ‘deserto’ que resultará da confiança nas nações. — Capítulo 34
5. O “jardim” que resultará da confiança em Deus. — Capítulo 35
A varanda e o ócio , a obsessão e a armação
Refletindo nas leituras de 2 Samuel capítulos 11 , 12 e 13

(Bathsheba at her Bath, 1654. )
Temos visto muitos abusos acontecerem por que homens não respeitam o “não” das mulheres. Isso é de fato um absurdo! Situações de estupro e abusos sexuais , assédio moral e sexual. De toda forma é inaceitável e deve ser punido com rigor. Gostaria de pegar os personagens contidos nessas duas narrativas das escrituras sagradas para pensarmos em alguns pontos.
Na primeira narrativa vemos Davi, Bate-Seba , Urias , Joabe e Natã.
Davi era o rei que tinha o poder e as riquezas em sua mão bem como grande influência no meio do povo. Era um homem de Deus mas ainda um “homem”. Ao se ausentar da batalha e se permitir um ócio no terraço do palácio viu Bate-Seba tomando banho, a desejou e em seu coração prepotente a trouxe para possuí-la sem consentimento em um claro assédio sexual por ser o rei. Homens precisam ter muito cuidado com a posição que exercem e como lidam com o sucesso que tem em suas vidas. Esse desejo prepotente está presente como armadilha para qualquer um. Esse terraço que tem vista pro quintal de muita gente se apresenta na vida de quem alcança algum êxito, sucesso, posição ou fama. A varanda é boa mas exige olhos bons o ócio é necessário mas exige sacerd-ócio .
As vezes nossa posição nos concede um terraço com vistas pro quintal de muita gente. Respeitemos e tenhamos cuidado com nosso olhar.
O terraço e o ócio de Davi podem estar para nós como o rolar despretensioso no feed do Instagram
Bate-Seba era uma mulher comum, levando sua vida só tinha um “defeito”, era belíssima. A beleza da mulher é de fato algo a se admirar e costumo dizer brincando, que existe até o ministério da beleza, onde Deus pode usar esse atributo pra fazer planos seus se cumprirem (vide Ester). Beleza é um poder e revelação de Deus como diria Dostoyevsky “…a beleza salvará o mundo do desespero.” Porém a beleza requer um olhar completo que não foi o de Davi para Bate-Seba. Ele teve o olhar corrompido pelo aspecto consumista e concentrado na beleza física e no amor erótico, ignorando os aspectos da beleza de ser uma mulher digna e casada com Urias. Quanto mais belo se é mais assediado também, mais observado, visto, desejado. Até quem não é tão belo assim quando dá uma arrumada daqui e dali acaba chamando os olhares, não é? Mas no caso de Bate-Seba é que ela era lindíssima! Ela não tinha culpa, Deus a fez assim. Foi flagrada tomando banho já que Davi, do terraço, tinha vista para os quintais de muita gente. É importante que a mulher saiba se guardar e ter vigilância com relação aos momentos em que vai se desnudar, pois nunca se sabe se tem um “Da-Voyeur” por aí de butuca. De repente, ela recebe a visita de mensageiros do rei que a “levaram” (uso aspas porque o termo no hebraico representa que ela foi apreendida) para estar com o rei. Indefesa, ela deitou com ele e acabou engravidando. Não houve aborto interrompendo a gravidez, mas a criança acaba morrendo depois como parte do juízo de Deus pelo pecado de Davi. Ela sofre a perda do marido, a perda de um filho mas é finalmente abençoada por Deus e redimida, pois Deus é bom.
Urias é um cara impressionante. Ele está completamente envolvido com a missão e com os que com ele partilham da mesma batalha. Ao contrário de Davi, Urias manteve seus desejos e impulsos contidos motivado por uma atitude de fidelidade aos seus companheiros . Ele recusou-se a deitar com sua esposa, sugestão que foi uma armação de Davi para encobrir a gravidez, porque seus amigos estavam sem suas mulheres no campo de batalha. Que homão !! Cabe porém fazer uma pequena observação. Não digo que seja exatamente o caso de Urias mas, tem muitos homens que ao estarem demasiadamente envolvidos em seu trabalho ou missão, negligenciando a atenção à sua família deixando-os vulneráveis.
Joabe é um homem controverso. Por um lado parece sempre estar do lado de Davi mas ao mesmo tempo ao meu ver é uma fidelidade interesseira, ciumenta e doentia (grifo meu) . Ele matou Abner traiçoeiramente talvez motivado por ciúme, mas venceu muitas valia-lhes para Davi. Ao mesmo tempo ele aparece nessa história fazendo parte do plano maligno de Davi para matar Urias . Esse tipo de fidelidade e amizade que não questiona a maldade que se dobra à mentira e favorece os desejos pecaminosos do outro, é idolatra e destrutiva. A história não acaba por aí pois Joabe age na reconciliação de Absalão com Davi seu pai e depois ele mesmo mata Absalão mesmo contrariando a ordem direta de Davi de poupar o seu filho. Recupera o prestígio com Davi mas quando Davi estava velho e perto de morrer, ainda quis emplacar Adonias como rei, contrariando a vontade de Davi que havia indicado Salomão. No fim das contas Salomão vai atrás de Joabe para acertar as contas , ele tenta fugir de Salomão se escondendo no altar do templo mas acaba morto por Benaia que se torna seu substituto como comandante do exército de Israel . Pode ser confortável se cercar de pessoas com esse tipo de fidelidade corrompida de Joabe mas veja qual é o fim disso e saiba se posicionar. Não se alimente de Joabes nem seja um Joabe para ninguém.
Natã é o profeta enviado de Deus. É a representação da verdadeira amizade e fidelidade. É aquele que te ama mas ama mais a Deus. Natã confronta o pecado de Davi e o conduz ao arrependimento. Oremos por mais de Natã em nossa vida. Ele tem outras participações mas essa é uma notável ação desse homem.
Na segunda narrativa temos Absalão, Amnom, Tamar e Jonadabe
Amnom era o filho mais velho de Davi. Vemos que Amnon já estava nutrindo uma obsessão por Tamar que era sua meia irmã. Isso fica comprovado pelo estado físico somatizado do processo de “apaixonite aguda” que ele estava vivendo. Vivemos em um mundo cruel e caído, somos potencialmente o que de mal observamos realizado na vida de pessoas. Não é sábio nos confiarmos totalmente em nossas bases de equilíbrio e sobriedade pois pela palavra sabemos o que é o homem. (Jr 17.5 e Jo 2.24-25). Ninguém está livre de que numa convivência familiar se despertem desejos desordenados pecaminosos. Muitos pás e mães vacilam com isso, principalmente em conjunturas familiares onde meios irmãos convivem por conta de pais que vieram de divórcios, mas também entre primos e outros parentes, onde ninguém vê maldade e consequentemente reduz a vigilância, é exatamente onde estão acontecendo os casos de estupro, abuso infantil etc. Há lugares em que isso é considerado até “normal” porém as feridas emocionais se estendem ao longo doa anos. (Você já foi abusado(a) e precisa conversar? Clique aqui ). Um homem que não tem controle de si mesmo, não está preparado para nada na vida. Ele rejeitou o mandamento do Senhor, ouviu sua própria carne e o conselho de Jonadabe e articulou um plano pra gerar um espaço de privacidade entre ele e Tamar, onde forçou uma relação sexual com ela. Miserável! (que somos)
Muitas vezes por essa falta de vigilância a mulher se vê na situação em que não tem como resistir fisicamente a força do homem que se aproxima pra abusar, e ela precisa ceder naquele momento para tentar pelo menos sair viva dali.
Tamar, como Bate-Seba, era belíssima. Apesar da mulher talvez não ter nenhuma má intenção, não dá pra garantir o mesmo do outro lado.
Tamar talvez por inocência ou imprudência acabou ficando em local privativo com Amnon que acabou usando a força pra manter relações com ela . Ele disse claramente não e ele não parou, depois ela tenta usar um argumento para dissuadir ele de fazer aquilo ali e estaqueia forma mas não teve êxito e ele usou a força . Homens são mais fortes fisicamente que as mulheres e isso atrelado a um coração corrompido só gera males. Depois de possuí-la a rejeitou o qie revela o tipo de sentimento obsessivo que nutria.
Muitos homens tem nutrido obsessão, quando não por uma mulher específica, pelo corpo da mulher em geral. Fruto de uma cultura de objetificação da mulher, de conversas imorais, músicas imorais e o maior provocador: a pornografia sendo distribuída gratuitamente pela internet. Todo ser humano é falho. Por isso, voce que é homem precisa se afastar dessas coisas e procurar exercer autocontrole, e você que é mulher precisa ser mais precavida e não ignorar a influência que todo esse sistema de hipersensualização tem provocado adoecendo essa geração. Muitos homens dão sinais de seu desequilíbrio logo cedo no relacionamento, essa é a hora de pule fora enquanto é tempo. Você mulher não é o remédio de ninguém. O contrário pode acontecer também da mulher ser abusiva com o homem (veja a história de José)
Quero compartilhar um conselho que sempre dou:
- Toque, tempo e espaco:
O toque físico é amistoso mas pode se tornar sinal de aproximação sexual quando demorado ou aplicado em zonas erógenas . Toque amigável, como um aperto de mão ou abraço , pode evoluir para carinho e para carícia a depender do tempo e espaco físico agregados. - Evite situações de espaço privativo, repetitivo, guarde uma distância de segurança se você não quer aproximação de intimidade. Ao menor sinal de invasão nessas áreas rapidamente aja ou pode ser tarde. Não brinque com isso. Vemos o que aconteceu a José e a mulher de Potifa . Ela armou e construiu esse cenário de toque espaco e tempo.
- Homens são atraídos por atos de serviço e pela vulnerabilidade. Se você se põe em uma situação de vulnerabilidade como por exemplo se colocar em um local exclusivo ou de privacidade entre você e um homem, isso pode ser para um homem cheio do Espírito uma oportunidade de sair dali e assumir uma posição de defesa pra você, do mesmo jeito que pode ser para um homem carnal uma oportunidade de partir pra cima e tentar prevalecer sobre você fisicamente sabendo ele que é mais forte.
- Homens são atraídos pelo que veem (veja o caso de Davi que estava no Instagram da época (a varanda e o ócio ) . A lei pode punir o homem que abusa mas não pode tirar os desejos concupiscentes de dentro do homem e por isso vigiar e prevenir é melhor do que remediar. Remediar um estupro é muito difícil. Jesus pode!
Absalão é um homem muito bonito, cortava o cabelo uma vez por ano. Era porém homem traiçoeiro, que depois de dois anos vingou a sangue frio o estupro de sua irmã . Depois disso aos poucos foi se rebelando e angariando fama entre o povo se interpondo entre o rei e o povo capitalizando pra si os benefícios dados. Há pessoas assim que mesmo sendo filhos e estando por perto, não perdem a oportunidade de sorrateiramente e na rebeldia capitalizar pela costas tentando montar seu próprio reino sem respeitar o curso do Senhor na história. Não conseguiu mudar o coração amoroso e misericordioso de Davi pelas suas traições inclusive a de fazer uma orgia pública com as concubinas de Davi. Que sejamos assim como Davi: não nos deixando moldar pela maldade de quem arma e nos trai mas sim pela direção e inspiração do Espírito Santo sobre nós .
Por fim temos o Jonadabe, o primo astuto, o modelo de amizade mais terrível que pode existir . Aquele que é bom ouvido pra ouvir seus poder-lhes e que te deixa bem à vontade mas que incentiva ou viabiliza seu afastamento de Deus, da vontade dEle. Deu as ideias de mentira , engano e armou todo o encontro que levaria Tamar a estar numa posição de vulnerabilidade forçada fonte de Amnom. Depois ele faz o jogo com Davi no momento da morte de Absalão mostrando que sabia de mais detalhes tentando se cobrir na situação e se mostrar útil. Não almejam holofote mas se mantém ativos nas consciências dominando os segredos dos outros e articulam maldades guardando os dossiês e mantendo pessoas em sua teia de relações como peças de um jogo. Tem prazer em provocar situações favorecendo um ou outro em detrimento da vontade de Deus, se alimentando da vaidade e orgulho de serem provedores de toda a articulação maligna. Livra-nos Pai de sermos ou termos Jonadabes em nossas vidas.
Lágrimas e Bálsamo- O vale de Baca
“Quem passa pelo vale de Baca (árido/choro) faz dele um poço.” Sl 84.6.
Leia o Salmo 84
Nos tempos do Velho Testamento, os israelitas piedosos faziam peregrinações regulares a Sião, a mesma Jerusalém, para adorar a Deus no templo e celebrar festas religiosas.
Esta era a alegria maior de suas vidas; eles amavam os tabernáculos de Deus, suspiravam pelos átrios do Senhor, exultavam pelo Deus vivo! (Salmo 84.1-4). Aquelas peregrinações eram muito difíceis em certos trechos, mas eles as enfrentavam com alegria; renovavam suas forças ante-gozando o momento em que apareceriam diante de Deus em Sião (v.7).
O trecho mais difícil da viagem, incontornável para a maioria deles, era o Vale de Baca (ARC), também chamado Vale das Lamentações, Vale de Lágrimas, Vale das Balsameiras (Bíblia de Jerusalém), e Vale Árido (ARA). “Baca” é uma palavra hebraica que significa “choro”, “lágrima”.
As balsameiras são plantas que destilam, gotejam ou “choram” o bálsamo, uma resina de odor tão agradável que a palavra “bálsamo” veio a significar, figurativamente, “alívio”, “conforto”, “lenitivo”.
O vale de Baca fala do sacrifício de Jesus. Para Jesus, o vale representou lágrimas, angustia e sofrimento. Para nós, este vale (Bálsamo) representa cura, refrigério, consolo.
Um detalhe: o processo de extração do bálsamo é muito parecido com o da seringueira. Fere-se a árvore e colhe-se a seiva para produzir o bálsamo. Assim, Jesus foi ferido para que pudéssemos, através de seu sangue, ser purificados dos nossos pecados.
As peregrinações de Israel são um tipo ou símbolo da peregrinação dos cristãos neste mundo. O vale de Baca é um lugar de dor e humilhação, mas também de bênção. Para alguns de nós, este vale pode ser a perda do que está mais próximo de nossos corações, ou a frustração da vontade, algo que nos humilhará; mas é um lugar de bênção.
Ficamos mais revigorados com as coisas dolorosas do que com as agradáveis. Como reagimos aos vales de angústia que passamos? O que faremos destes vales? O refrigério e a bênção, bom como o desenvolvimento de nossa fé, vêm daquilo que nos doeu, nos humilhou, nos esvaziou do eu e nos fez chegar humildemente a Cristo.
O povo murmurou na peregrinação

Quando Deus libertou Israel da escravidão ao Egito, Ele também pretendia trazê-los para uma terra prometida que fluiria com bênçãos e prosperidade. Os filhos de Israel, porém, não cooperaram com o plano destinado a beneficiá-los. Eles reclamaram e lutaram contra Deus quase a cada passo do caminho. A Bíblia afirma que esses eventos antigos servem como nossos exemplos, para que possamos aprender com eles. Assim, também vemos por que tanto com nossa própria jornada da escravidão ao pecado, para possuir nossa herança em Cristo. Apesar de não termos as datas e os tempo específicos de cada murmuração, podemos ver que ela ocorreu durante praticamente toda a peregrinação. Vamos ver por que Deus queria que observássemos sua jornada e o que podemos aprender com as 14 vezes em que reclamaram.
#1 – O povo reclamou com Moisés que por causa Dele e Sua conversa sobre uma terra prometida, Faraó piorou as coisas para eles – Êxodo 5:1-22 É quando o inimigo cria pressão em casa, no trabalho ou na escola para desencorajá-lo no início de sua caminhada cristã. Do nada, suas responsabilidades em casa, no trabalho ou na escola aumentam de repente e exigem que você cumpra prazos e cotas impossíveis. Sua carga de trabalho e as horas extras extras “espalham” você (versículo 12), e você sente que está levando uma “surra” (versículo 14). Sua família, seu chefe ou supervisor culpa você e seu súbito interesse em “coisas cristãs” por não poder fazer seu trabalho.
# 2 – O povo e disse a Moisés “nos deixe em paz” – Êxodo 14:11-12 É quando você se depara com o que parece ser uma situação impossível, tudo porque você reclama com seus amigos ou líderes piedosos. Você se pergunta se essa “coisa cristã” vale a pena. Às vezes culpamos o pregador ou nosso amigo cristão que está testemunhando para nós por todo o novo drama e pressão em nossa vida.
#3 – As pessoas reclamaram da água amarga – Êxodo 15:22 É quando você se depara com a amargura de mudar sua dieta das coisas do mundo para as coisas de Deus. Como pedir a uma criança para passar de alimentos açucarados para comer seus vegetais, isso nunca acontece sem um protesto.
#4 – O povo reclamava de fome; Deus lhes dá Maná – Êxodo 16:1-4 É quando seu crescimento espiritual produz mais fome. No entanto, não é a comida terrena a que estamos acostumados; Deus começa a alimentá-lo com comida celestial. A irritabilidade durante a fase infantil parece constante.
#5 – O povo reclamava de sede – Êxodo 17:1-4 É quando seu crescimento espiritual produz mais sede. Deus parece permitir que a sede e a fome nos ensinem de onde realmente vem nossa provisão.
Depois de reclamar 5 vezes Deus começa a tirar o cinto pra disciplinar o povo.
#6 – O povo abandona o Senhor. O Senhor ordena que os levitas matem 3.000 pessoas pela espada, porque eles adoravam o bezerro de ouro. – Êxodo 32:28 Isto é quando você reconhece o quão impaciente nossa natureza carnal é quando se trata das coisas de Deus e como estamos inclinados a adorar qualquer coisa, menos o Único e Verdadeiro Deus. Em vez de esperar 40 dias por Moisés que estava na montanha, eles abandonaram o Senhor e criaram seu próprio ídolo/Deus.
Esta é a primeira vez que Moisés intercede pelo povo – Êxodo 32:10-12
#7 – A “multidão mista” do povo reclamou da comida – Números 11 O Senhor queima os arredores do acampamento – Moisés quer morrer – O Senhor manda uma praga muito grande v.33 Aqui você fica tão insatisfeito com a dieta espiritual Deus lhe deu, para que você possa se perguntar por que você se tornou um cristão (v.20). É aí que a confusão de estar no meio de uma multidão de pessoas com diferentes graus de opinião e compromisso com o Senhor exaspera o problema. O processo contínuo de desmamar ainda mais as pessoas da alimentação do mundo vem à tona.
8 – Miriã e Arão reclamam da liderança de Moisés – O Senhor amaldiçoa Miriã com lepra – Números 12:1-12 Esta é a segunda vez que Moisés intercede pelo povo – Números 12:13
O próximo teste que as pessoas enfrentam foi o teste de liderança; sabendo a importância de não apenas Reclamar seguir a Deus, mas seguir Seus líderes delegados.
#9 – As pessoas reclamaram sobre o quão difícil era conquistar os gigantes na terra, então eles se recusaram a entrar na Terra Prometida. Números 14:1-10 Porque o caminho que o Senhor escolheu para desenvolver Seu povo é quase sempre humanamente impossível e difícil, isso pode fazer com que algumas pessoas surtem e desejem voltar à sua antiga vida. Essas pessoas não queriam depender tanto do Senhor para seguir em frente.
#10 – O povo voltou a reclamar e queria matar Moisés – eles tentam escolher outro líder. O Senhor procura destruir o povo com pestilência – Números 14:10 Alguns crentes tentarão “eliminar” seus líderes espirituais; esperando selecionar líderes que os levem a um caminho mais próspero. Quando não parece que eles podem substituir seus líderes, eles realmente tentaram matá-los.
Esta é a terceira vez que Moisés intercede pelo povo. Números 14:12 (sabemos que esta é a décima vez porque aqui Deus diz que eles O testaram essas 10 vezes no versículo 22) O Senhor mata os 10 espias pela praga – Números 14:37
#11 – Os principais líderes se rebelam contra Moisés – Números 16 – Deus fica sério e abre a terra e engole os ofensores! É quando a amargura de alguns líderes descontentes contamina muitos e Deus tem que parar o golpe.
Esta é a 4ª vez que Moisés intercede pelo povo – Números 16:22
#12 – O povo voltou a reclamar e acusam Moisés de matar o povo de Deus – Números 16:41
Esta é a 5ª vez que Moisés intercede pelo povo – Números 16:45-49 – Deus mata 14.700 pessoas.
#13 – O povo contendeu com Moisés novamente por falta de água – Moisés fica com raiva Números 20:1-5 O povo se reúne contra Moisés novamente. É quando a natureza rebelde do povo vem à tona. Isso até explode os disjuntores de Moisés, pois ele fica sem graça para essas pessoas sem noção, resultando em Ele se tornando amargurado e perdendo a Terra Prometida também. Cobra 4
#14 – O povo reclamou contra Deus e Moisés – Números 21:4-5 – Deus finalmente traz a solução – As serpentes ardentes para mordê-los – Ele lhes mostra a profundidade de sua natureza pecaminosa. Esta é talvez a mais importante de todas as lições durante suas jornadas pelo deserto. Deus finalmente lhes dá um gostinho de seu próprio remédio odioso. Eles deveriam experimentar o mesmo veneno doloroso que estavam distribuindo. Como recipientes de seu próprio veneno, eles finalmente reconheceram a morte que havia neles e clamaram ao Senhor; reconhecendo que pecaram contra Deus e Moisés (V.7).
A solução para este veneno parece muito estranha no início. Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e a colocasse em uma haste, para que qualquer pessoa mordida por uma das serpentes ardentes pudesse ser curada. Mas como Deus iria curá-los? Deus os curaria fazendo com que olhassem para a serpente de bronze. Em outras palavras, só nos salvamos dessa natureza venenosa e rebelde e da morte que vem com ela quando a encaramos cara a cara. Devemos olhar para nossa própria ressonância magnética espiritual e ver a gravidade de nossa doença. Quando nós, desesperados, olhamos no espelho e finalmente reconhecemos nossa própria propensão ao pecado, nossa libertação está próxima. Reconhecer nossa verdadeira condição é o que significa confissão e salvação. É por isso que no Novo Testamento, Jesus disse que a única maneira de sermos salvos, era olhar para Ele (como Ele se tornou pecado por nós; 2 Coríntios 5:21) na cruz, da mesma forma que Moisés colocou a serpente o pólo. Ouça Suas palavras;
E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:14-15
Esta é a última vez que ouvimos do povo de Israel reclamando no deserto. Eles ainda caíram em pecado aqui e ali, mas algo mudou em suas mentes e corações. É como se uma lâmpada acendesse e eles começassem a entender o que estava impulsionando seu murmúrio, reclamação e rebelião durante todos esses anos. Eles também começaram a entender por que Deus teve que lidar com eles e seu livre-arbítrio da maneira que Ele fez todos aqueles anos também. A jornada pelo deserto que chamamos de vida é sobre chegarmos ao lugar onde realmente vemos nossa verdadeira condição espiritual. Jeremias declara assim no capítulo 17:9;
O coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente perverso; Quem pode conhecê-lo? Eu, o Senhor, examino o coração, provo a mente, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas obras.
A boa notícia é que Deus não nos deixa congelados pelo horror de ver nosso eu grotesco. Ele também revela Sua misericórdia e compaixão ilimitadas para conosco. É realmente surpreendente considerar que o único e verdadeiro Deus, o justo e santo Criador do universo, pacientemente nos suporta e depois morre por nós; mesmo a morte de cruz. Como alguém poderia não querer servir a um Deus maravilhoso como este?
Fonte: Jeff Krall tradução e adaptação nossa.
Veja mais : A rota do Êxodo, Os israelitas pelo deserto
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