Você já orou sobre alguma luta que você está passando ou uma dor que está sofrendo e a resposta de Deus foi negativa ou que você espere e suporte?

Há um trecho na segunda carta de Paulo aos Coríntios que fala disso:
2 Coríntios 12:7-10
E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
Sobre o espinho na carne de Paulo, podemos afirmar que uma doença e aflição física seria o que há de mais provável e aceito entre os estudiosos e comentaristas bíblicos. Possivelmente problemas de visão, febre da malária ou enxaqueca severa, crises de hipertensão etc. Tipo , algo que vira e mexe estava se manifestando dolorosamente e o contristava.
Existem porém outras proposições para a natureza deste “espinho” ou “mensageiro” a saber:
1) as lutas psicológicas internas de Paulo como tristeza pela perseguição anterior à igreja, por talvez ter matado pessoas em nome do zelo da religião judaica, tristeza pela descrença de Israel ou contínuas tentações;
2) os oponentes de Paulo, que continuaram a persegui-lo (há uma referência bíblica em Nm 33:55 e Ez 28:24, onde os espinhos se referem aos inimigos de Israel);
3) algum tipo de assédio demoníaco (“um mensageiro de Satanás”). Alguns falar de questões de afronta maligna na sexualidade etc.
Creio que esse assunto ficou nesse estado de indefinição e suspense para que possamos aplicar melhor às nossas realidades pois, certamente é um jeito de Deus nos ensinar a lidar com aqueles “males” pelos quais oramos para sermos livres e não recebemos a resposta que esperamos .
Assim, mais importante que definir o espinho, é reconhecer o propósito de Deus ao permitir algo dessa natureza em nossas vidas:
1) Não permitir que nos exaltemos mas sim que nos mantenhamos humildes ou pobres de espírito. A auto-exaltação nos tira da presença do Senhor e bloqueia nossa relação com ele. O Senhor resiste ao soberbo mas dá graça ao humilde.
2) Valorizarmos a companhia, a presença e a graça de estar na relação com o Pai mais do que as respostas dEle ou seu poder. Buscarmos mais a face e o coração do Pai que as suas mãos e seu agir.
4) Para que entendamos que existe um aperfeiçoamento do nosso caráter, da nossa vida como um todo quando suportamos as aflições. (Ver 1 Pe 1.6-9) . Que o ambiente propício ao aperfeiçoamento é em meio a aflição e tribulações. O poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza.
3) Estarmos completamente contentes no Senhor e na sua suficiência em nossas vidas . A afirmação “a minha graça te basta” é uma verdade que deve alicerçar nossas vidas. A paz que excede o entendimento excede também as circunstâncias que vivemos e nos faz compreender que somos totalmente dependentes do Senhor.
Que o Pai nos ajude a permanecer nEle, confiados em sua graça e favor. Que o nosso relacionamento com Ele vá além das circunstâncias que passamos . Que não vinculemos nosso relacionamento eterno ou coloquemos em cheque sua fidelidade e amor por conta das lutas que passamos ou de circunstâncias que enfrentamos . Confiemos no Senhor , Ele está conosco ainda que passemos pelas águas ou pelo fogo. Seja agradecido por tudo e principalmente poria o Pai está com você em meio a tudo!