O que alimenta é a Palavra

Texto base: Ez 2.8-10 e 3.1-3

Introdução:

Assim como Deus instruiu Ezequiel a comer o pergaminho, Ele também nos chama a internalizar Sua Palavra e torná-la parte de quem somos. Isso envolve não apenas ler e estudar a Bíblia, mas também meditar nela e permitir que seus ensinamentos nos transformem de dentro para fora.

Jesus disse: “…nem só de pão o homem viverá mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4.4). O texto do Salmo 1 em seus primeiros versos diz que aquele que tem o prazer na palavra de Deus e medita nela dia e noite, será como árvore plantada junto a ribeiros de águas (bem nutrida) que dá seu fruto na estação própria (saudável e frutífera) e cujas folhas não caem (resistência e firmeza). A Bíblia é um texto sagrado que fornece orientação, inspiração e nutrição espiritual para os cristãos. Em João 6:35, Jesus declara: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” Esta declaração enfatiza a importância da palavra de Deus como alimento espiritual para os crentes. Neste estudo bíblico, exploraremos o conceito da palavra de Deus como alimento espiritual e como ela pode nutrir nossas almas.

A Palavra de Deus nos sustenta

Em Deuteronômio 8:3, Moisés lembra aos israelitas que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca do Senhor”. Esta passagem enfatiza que a palavra de Deus nos sustenta, assim como o alimento físico sustenta nossos corpos. Quando consumimos a palavra de Deus, ficamos cheios de nutrição espiritual que nos sustenta em tempos difíceis.

A Palavra de Deus nos nutre

Em 1 Pedro 2:2, Pedro escreve: “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação”. Esta passagem enfatiza a importância de consumir a palavra de Deus regularmente para nutrir nossas almas e nos ajudar a crescer em nossa fé. Assim como um bebê precisa de leite para crescer e se desenvolver, nós precisamos da palavra de Deus para amadurecer em nossa jornada espiritual.

A Palavra de Deus nos Purifica

Em Efésios 5:26, Paulo escreve que Cristo “purificou [a igreja] pela lavagem com água pela palavra”. Esta passagem destaca como a palavra de Deus pode nos purificar do pecado e da impureza. Quando consumimos a palavra de Deus, ela expõe áreas de nossas vidas que precisam ser purificadas e santificadas, levando ao crescimento e transformação espiritual.

A Palavra de Deus Fornece Direção

No Salmo 119:105, o salmista declara: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” Esta passagem destaca como a palavra de Deus fornece direção e orientação para nossas vidas. Quando consumimos a palavra de Deus, ela ilumina nosso caminho e nos ajuda a tomar decisões sábias que se alinham com a vontade de Deus.

“Nosso cristianismo é particularmente superficial porque a imagem que fazemos de Cristo é superficial. No entanto, os segredos da maturidade cristã estão prontos para serem descobertos na Escritura por todos aqueles que os buscam. Há uma amplitude na Palavra de Deus que poucos de nós conseguem depreender, uma profundidade que raramente sondamos”.

John Stott

A parábola do semeador

Certamente! A parábola do semeador, encontrada em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-15, é um grande paralelo com a ideia da palavra de Deus como alimento espiritual.

Nesta parábola, um semeador sai para semear. Algumas das sementes caem no caminho e são comidas pelos pássaros, algumas caem em solo rochoso e murcham, algumas caem entre espinhos e são sufocadas, mas algumas caem em solo bom e produzem uma colheita abundante.

As sementes na parábola podem representar a palavra de Deus. Assim como as sementes precisam ser plantadas em boa terra para crescer e produzir uma colheita, a palavra de Deus precisa ser recebida e posta em prática para nutrir nossas almas e produzir crescimento espiritual.

As sementes que caem no caminho e são comidas pelos pássaros representam aqueles que ouvem a palavra de Deus, mas não a compreendem nem permitem que crie raízes em seus corações. As sementes que caem em solo pedregoso representam aqueles que recebem a palavra com alegria, mas não têm raízes profundas, então murcham quando chegam as provações. As sementes que caem entre os espinhos representam aqueles que permitem que os cuidados deste mundo sufoquem a palavra de Deus em suas vidas.

Mas as sementes que caem em boa terra representam aqueles que ouvem a palavra de Deus, a compreendem e permitem que crie raízes em seus corações. Eles produzem uma abundante colheita de frutos espirituais em suas vidas.

Ao consumirmos a palavra de Deus como alimento espiritual, precisamos ter certeza de que a estamos recebendo em boa terra, permitindo que crie raízes e produza crescimento espiritual em nossas vidas. Precisamos nos proteger contra os pássaros da dúvida e da incredulidade, as pedras das provações e tribulações e os espinhos dos cuidados mundanos e das distrações que podem sufocar a palavra de Deus em nossos corações. Em vez disso, devemos nos esforçar para ser como a boa terra, recebendo a palavra de Deus com entendimento e permitindo que ela produza uma colheita abundante de frutos espirituais em nossas vidas.

O problema do alimento espiritual ruim

Há uma comparação entre falsa pregação e ensino e junk food espiritual. Assim como junk food pode ser prejudicial à nossa saúde física, falsas pregações e ensinos podem ser prejudiciais à nossa saúde espiritual.

Alimento espiritual ruim pode ser qualquer coisa que não seja espiritualmente benéfica ou nutritiva, como ensinamentos baseados na sabedoria humana ou em falsas doutrinas, ou mensagens focadas no sucesso ou na prosperidade mundana, em vez de na verdade bíblica e na vida piedosa. Assim como junk food pode nos encher de calorias vazias e nos deixar insatisfeitos, junk food espiritual pode nos deixar vazios e insatisfeitos em nossas vidas espirituais.

A pregação e o ensino falsos podem ser ainda mais perigosos do que a comida espiritual lixo, pois podem nos desviar da verdade e nos levar ao erro. Falsos mestres podem distorcer a mensagem da Bíblia, promover falsas doutrinas ou levar as pessoas ao pecado e à rebelião contra Deus. Assim como comer alimentos contaminados ou venenosos pode nos deixar fisicamente doentes, pregações e ensinos falsos podem nos deixar espiritualmente doentes e até nos desviar da fé.

Para evitar o junk food espiritual e falsa pregação e ensino, devemos ter discernimento no que ouvimos e estudamos. Devemos testar tudo o que ouvimos contra a verdade da palavra de Deus e buscar a orientação do Espírito Santo para discernir o que é verdadeiro e certo. Devemos também estar comprometidos em crescer em nossa própria compreensão da Bíblia e em nosso relacionamento com Deus, para que possamos discernir a verdade do erro e evitar qualquer coisa que possa prejudicar nossa saúde espiritual.

A leitura comum da palavra de forma regular e simples é noque mais precisamos para estar nutridos. No Aprisco estimulamos a leitura anual de toda a Bíblia.

A importância da igreja local

Fazer parte de uma congregação local é importante para nossa saúde e crescimento espiritual, pois nos dá oportunidades de receber alimento espiritual saudável e construir relacionamentos com outros crentes.

Em primeiro lugar, uma congregação local nos fornece exposição regular à Bíblia e seus ensinamentos por meio de sermões, estudos bíblicos e outros ensinamentos. Essa exposição nos ajuda a aprofundar nossa compreensão da palavra de Deus e aplicá-la em nossas vidas. Também nos oferece oportunidades para fazer perguntas, buscar esclarecimentos e receber orientação de líderes e mentores confiáveis.

Além da exposição à Bíblia, fazer parte de uma congregação local também nos dá a oportunidade de construir relacionamentos com outros crentes. Não devemos viver nossa fé sozinhos, e fazer parte de uma comunidade de crentes nos ajuda a permanecer responsáveis, encorajar uns aos outros e crescer juntos em nossa fé. Podemos aprender com as experiências uns dos outros, compartilhar nossas lutas e triunfos e apoiar uns aos outros em oração e de maneira prática.

Fazer parte de uma congregação local também nos dá oportunidades de servir aos outros e usar nossos dons espirituais para beneficiar o corpo de Cristo. Este serviço nos ajuda a crescer em humildade, amor e generosidade, e nos permite experimentar a alegria de ver Deus nos usar para abençoar os outros.

Fazer parte de uma congregação local é essencial para nossa saúde e crescimento espiritual. Ele nos fornece alimento espiritual saudável, oportunidades para construir relacionamentos com outros crentes e oportunidades para servir aos outros e crescer em nossa fé. Se você não faz parte de uma congregação local, eu o encorajo a procurar uma em espírito de oração e se envolver na vida da comunidade.

Obs.: Outras instruções bíblicas exigem a nossa participação nas reuniões da igreja: para participar da Ceia do Senhor (1 Coríntios 11:17-34; cf. Atos 20:7), para juntar ofertas (1 Coríntios 16:1-3; Atos 4:36- 37; 5:1-2) e para resolver questões de pecado na congregação (1 Coríntios 5:4-5). Discípulos de Cristo se juntam, também, para cantar hinos de louvor e edificação (Efésios 5:19-21) e como tratamos nesses estudo, para ensinar a palavra do Senhor (1 Coríntios 14:26).

Pessoas que negligenciam estas responsabilidades, não participam dos cultos da congregação, desobedecem a Deus. Pecam contra os irmãos e contra o Senhor.

Seja fiel na sua participação em uma congregação local. E não deixe de examinar tudo para verificar se a igreja onde você congrega está realmente agradando a Deus em doutrina e prática (1 Tessalonicenses 5:21-22).

O preparo do alimento espiritual

Embora seja verdade que existem muitas fontes de alimento espiritual disponíveis, incluindo livros, podcasts e sermões online, existem várias razões pelas quais um alimento espiritual preparado por seu pastor local costuma ser o melhor que você pode encontrar.

Em primeiro lugar, seu pastor local é alguém que foi chamado por Deus para pastorear e cuidar da congregação local. Eles têm uma compreensão única das necessidades espirituais da comunidade e são capazes de adaptar seu ensino e pregação para atender a essas necessidades. Eles também são capazes de fornecer cuidado pastoral e apoio aos membros da congregação, ajudando-os a aplicar os ensinamentos da Bíblia em suas vidas diárias e fornecendo orientação e conselho quando necessário.

Em segundo lugar, seu pastor local é alguém que foi treinado e equipado para a tarefa de ensinar e pregar . Eles provavelmente receberam, ou educação teológica formal e foram ordenados ou foram autorizados pela liderança da igreja a ensinar conforme o direcionamento teológico-doutrinário de igreja. Esse treinamento e preparação os ajuda a entender a Bíblia em seu contexto original e a comunicar suas verdades de maneira clara e eficaz sem perder a conexão com a linguagem e identidade ministerial.

Em terceiro lugar, seu pastor local é alguém que presta contas à congregação local e sua liderança. Essa responsabilidade ajuda a garantir que o ensino e a pregação sejam fundamentados na verdade bíblica e alinhados com as crenças doutrinárias da igreja. Também ajuda a proteger contra falsos ensinos e garante que o alimento espiritual fornecido seja saudável e nutritivo.

Finalmente, fazer parte de uma congregação local e receber alimento espiritual preparado por seu pastor local permite um senso mais profundo de comunidade e conexão com outros crentes. Ele oferece oportunidades para discussão, perguntas e encorajamento mútuo que podem ser difíceis de reproduzir por meio de outras fontes de alimento espiritual.

Em resumo, embora existam muitas fontes de alimento espiritual disponíveis, um alimento espiritual preparado por seu pastor local geralmente é o melhor que você pode encontrar. Seu pastor local tem uma compreensão única das necessidades espirituais da comunidade, foi treinado e equipado para a tarefa de ensinar e pregar, presta contas à congregação local e oferece oportunidades para uma comunidade mais profunda e conexão com outros crentes.

Obesidade Espiritual

Há uma comparação a ser feita entre obesidade espiritual e obesidade física quando se trata de ouvir a Palavra de Deus, mas deixar de praticá-la. Da mesma forma que alguém pode consumir quantidades excessivas de alimentos não saudáveis e tornar-se fisicamente obeso, uma pessoa pode consumir quantidades excessivas de alimentos espirituais sem praticar os ensinamentos da Bíblia e tornar-se espiritualmente obesa. Além disso,

A obesidade espiritual ocorre quando uma pessoa ouve regularmente a Palavra de Deus, mas não aplica seus ensinamentos à sua vida. Eles podem frequentar a igreja regularmente, ler a Bíblia e ouvir sermões, mas falham em colocar em prática o que aprenderam. Isso pode levar a um sentimento de complacência e falta de crescimento em sua fé. Assim como uma pessoa fisicamente obesa pode lutar com problemas de saúde e uma diminuição da qualidade de vida, uma pessoa espiritualmente obesa pode lutar com sentimentos de vazio espiritual e falta de propósito.

Em contraste, a prática da Palavra de Deus pode ser comparada ao exercício físico. Assim como o exercício é essencial para manter a saúde física e o bem-estar, praticar os ensinamentos da Bíblia é essencial para manter a saúde e o bem-estar espiritual. Isso envolve agir de acordo com o que aprendemos, como mostrar amor e compaixão aos outros, perdoar aqueles que nos ofenderam e viver uma vida de integridade e obediência aos mandamentos de Deus.

A Bíblia ensina que a fé sem ação é morta (Tiago 2:17), e que somos chamados não apenas para ouvir a Palavra de Deus, mas também para colocá-la em prática (Tiago 1:22-25). Ao fazer isso, podemos experimentar a plenitude da vida abundante que Jesus prometeu (João 10:10) e crescer em nosso relacionamento com Deus.

Em conclusão, assim como a obesidade física pode ser prejudicial à nossa saúde e bem-estar, a obesidade espiritual pode ser prejudicial à nossa saúde e bem-estar espiritual. É essencial que não apenas ouçamos a Palavra de Deus, mas também a coloquemos em prática no nosso dia a dia. Ao fazer isso, podemos crescer em nossa fé, experimentar a plenitude da vida que Deus planejou para nós e causar um impacto positivo no mundo ao nosso redor.

Conclusão:

Ao longo deste estudo bíblico, exploramos o conceito da Palavra de Deus como alimento espiritual, a importância de fazer parte de uma congregação local e os perigos da obesidade espiritual quando deixamos de colocar em prática o que aprendemos. Também discutimos os benefícios de ouvir os ensinamentos de nosso pastor local, pois eles são chamados por Deus para pastorear e cuidar da congregação local.

Como cristãos, é importante não apenas ouvir a Palavra de Deus, mas também colocá-la em prática em nossa vida diária. Isso envolve agir de acordo com o que aprendemos e viver os ensinamentos da Bíblia. Ao fazer isso, podemos crescer em nossa fé e experimentar a plenitude da vida abundante que Jesus prometeu.

Fazer parte de uma congregação local é essencial para receber alimento espiritual saudável e construir relacionamentos com outros crentes. Nosso pastor local desempenha um papel importante em nosso crescimento espiritual, pois eles são equipados e treinados para ensinar e pregar a Palavra de Deus. Ao receber o alimento espiritual preparado por nosso pastor local, podemos aprofundar nossa compreensão da Palavra de Deus, aplicá-la em nossas vidas e construir relacionamentos com outras pessoas que compartilham nossa fé.

No entanto, também devemos ter discernimento no que ouvimos e estudamos. Assim como há comida física saudável e não saudável, também há comida espiritual saudável e não saudável. Devemos testar tudo o que ouvimos contra a verdade da Palavra de Deus e buscar a orientação do Espírito Santo para discernir o que é verdadeiro e certo.

Concluindo, enquanto buscamos crescer em nossa fé, é importante fazer parte de uma congregação local, receber alimento espiritual saudável e colocar em prática o que aprendemos. Ao fazer isso, podemos experimentar a plenitude da vida que Deus planejou para nós e causar um impacto positivo no mundo ao nosso redor.

Assista uma mensagem que foi pregada com base nesse estudo clicando aqui. (Começa aos 25min.)


Leia também

O amor necessário

E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria.

João 4:4

A história da mulher samaritana é um relato poderoso sobre o amor incondicional de Deus. Nessa narrativa bíblica de João capítulo 4.1-42, vemos Jesus conversando com uma mulher samaritana, que pertencia a um grupo considerado impuro pelos judeus da época. Além disso, a mulher havia tido vários maridos e estava vivendo com um homem que não era seu marido.

Apesar de todas essas barreiras culturais e sociais, Jesus não hesitou em se aproximar da mulher samaritana e iniciar uma conversa com ela. Ele não se importou com sua origem, seu passado ou suas escolhas. Em vez disso, Ele ofereceu a ela o dom da água viva, que saciaria sua sede espiritual e lhe daria vida eterna.

Tudo isso aconteceu colo uma consequência de Jesus saber o que era necessário. Mais adiante em João 4.34 vemos em que grau estava a necessidade do Pai para Jesus. Ele tinha sede e fome de fazer a vontade do Pai.

Essa história nos mostra que o amor de Deus é tão grande e tão poderoso que pode transcender todas as barreiras. Não importa quem você é, de onde você vem ou o que você fez no passado, Deus ainda te ama e quer se relacionar com você. Ele está sempre pronto para oferecer a água viva da salvação e da vida eterna, independentemente das suas circunstâncias ou da sua história.

Essa história também nos inspira a amar os outros da mesma maneira que Deus nos ama. Devemos ser capazes de olhar além das diferenças culturais, sociais e pessoais e ver o valor intrínseco de cada pessoa. Devemos estar prontos para oferecer o amor incondicional de Deus aos outros, independentemente de quem eles sejam ou do que tenham feito.

Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus, pediam-lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias. Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra, e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.

A história da mulher samaritana é uma poderosa reflexão sobre o amor de Deus que transpõe todas as barreiras. É um lembrete de que Deus nos ama incondicionalmente e que devemos amar os outros da mesma maneira.

Reflexão no primeiro jejum coletivo do Aprisco em 2023 .

Racismo não é errado

Por Darrell B. Harrison

“Claro que o título chamativo é pra te atrair para essa leitura que apesar de um pouco extensa , vale a a pena.” Alex Cosmo

Ao pesquisar o cenário sociocultural atual na América, parece que um número crescente de indivíduos está se identificando como ativistas da justiça social ou aspirando a ser um.

O que começou com os protestos de um indivíduo sobre injustiças “raciais” sistêmicas perpetradas contra pessoas negras, principalmente por aqueles que ocupam certas posições de autoridade (por exemplo, policiais), se transformou em um movimento global com outros atletas notáveis e celebridades protestando em solidariedade.

Agora, antes de continuar, quero confessar que coloquei a palavra racial nas citações acima porque, ao contrário da maioria dos ativistas de justiça social, não concordo com a ideia de “raça” como um aspecto da identidade humana. A Escritura ensina que Deus criou etnias, não “raças” (em Atos 17:26, a palavra “nação” é o substantivo grego “ethnos”, do qual deriva a palavra portuguesa “etnia”).

Mas deixando de lado as definições teológicas por enquanto, meu ponto de vista sobre o assunto “raça” está mais alinhado com o do falecido antropólogo Dr. Robert Wald Sussman, autor de The Myth of Race: The Troubling Persistence of an Unscientific Idea que, em um artigo da Newsweek de 2014 disse:

“O que muitas pessoas não percebem é que a estrutura racial não é baseada na realidade. Os antropólogos demonstraram há muitos anos que não há realidade biológica para a raça humana. Não há grandes comportamentos complexos que se correlacionem diretamente com o que pode ser considerado características “raciais” humanas. Não há relação inerente entre inteligência, obediência à lei ou práticas econômicas e raça, assim como não há relação entre tamanho do nariz, altura, grupo sanguíneo ou cor da pele e qualquer conjunto de comportamentos humanos complexos. No entanto, nos últimos 500 anos, fomos ensinados por um consórcio informal e mutuamente reforçador de intelectuais, políticos, estadistas, líderes empresariais e econômicos e seus livros que a biologia racial humana é real e que certas raças são biologicamente melhores que outras. Esses ensinamentos levaram a grandes injustiças para judeus e não cristãos durante a Inquisição espanhola; para negros, nativos americanos e outros durante os tempos coloniais; aos afro-americanos durante a escravidão e a reconstrução; aos judeus e outros europeus durante o reinado dos nazistas na Alemanha; e a grupos da América Latina e Oriente Médio, entre outros, em tempos políticos modernos.”

O Dr. Sussman está certo.

E embora a ciência continue a fornecer ao mundo evidências objetivas para apoiar suas conclusões, não é necessariamente minha intenção que esta postagem do blog sirva como uma apologética para a epistemologia de “raça” de Sussman ou de qualquer outra pessoa.

Dito isso, no entanto, acho interessante, se não irônico, que muitos que subscrevem o conceito de “raça” como uma realidade científica optem por se engajar em discursos sobre aqueles que exibem atitudes “racistas”, abertamente ou secretamente, não do ponto de vista da biologia, mas da moralidade.

Essa lógica, a meu ver, levanta várias questões, como:

Como algo cuja premissa ontológica, como “raça”, é baseada apenas na cor da pele pode se tornar uma questão de moralidade (racismo)? Afinal, se tal atitude (racismo) é simplesmente uma resposta biológica ao que é apenas produto daquilo que tem uma gênese biológica (raça), o remédio para tal atitude não deveria ser também biológico em oposição ao moral?

Em segundo lugar, e, inversamente, se de fato o racismo é apenas uma resposta biológica a um atributo biologicamente induzido da humanidade, então, por que o racismo é sempre “errado” para começar? Em outras palavras, em que ponto a moralidade começa a suplantar a ciência – se é que o faz?

E, finalmente, por qual ou qual padrão de moralidade deve ser considerado que o racismo é “errado” em primeiro lugar? O que é considerado certo ou errado não é medido em relação a um padrão objetivo? De onde – ou de quem – esse padrão se origina? Por outro lado, quem determina que esse padrão deva ser a referência última pela qual tal atitude deve ser considerada certa ou errada?

Ao responder essas e muitas outras perguntas, considero especialmente úteis as palavras do pastor e autor Dr. John MacArthur que, em seu livro Think Biblically: Recovering a Biblical Worldview, diz:

“… a doutrina da evolução (se seguida consistentemente) termina com a negação da realidade do mal. Se a evolução naturalista está correta e não há Deus, também não pode haver princípios invioláveis ​​que governem o universo. E, portanto, não há responsabilidade moral de qualquer tipo. Na verdade, se a evolução for verdadeira, as coisas são como são por puro acaso, sem nenhuma razão transcendente. Nada sob tal sistema jamais poderia ter qualquer significado moral real. As próprias noções de bem e mal seriam conceitos sem sentido. Não haveria razão para condenar um Hitler ou aplaudir um bom samaritano”.

O livro de Gênesis registra o primeiro assassinato cometido na história da humanidade — a morte premeditada de Abel por seu irmão Caim. Sabemos que as ações de Caim foram premeditadas porque, antes de Caim realizar o ato em si, Deus falou diretamente – e especificamente – com ele sobre a atitude pecaminosa que ele estava abrigando em seu coração em relação a Abel:

Então o Senhor disse a Caim: “Por que você está com raiva? E por que seu semblante caiu? Se você fizer bem, seu semblante não será levantado? E se você não fizer bem, o pecado está à espreita na porta; e seu desejo é para você, mas você deve dominá-lo. Caim disse a Abel seu irmão. E aconteceu que, estando eles no campo, levantou-se Caim contra seu irmão e o matou”. – Gn 4:6-8 (NASB)

Observe nessa passagem que Abel é duas vezes referido como o “irmão” de Caim.

Mas observe também que não foi por razões familiares, relacionais ou genealógicas que Deus admoestou Caim. Deus não disse a Caim: “É errado você matar Abel porque ele é seu irmão”. Deus também não disse: “É errado matar seu irmão porque ambos sangram da mesma cor” ou “É pecado matar seu irmão porque ambos compartilham o mesmo nível de melanina”.

Essas realidades são importantes de serem observadas porque quando se trata de questões de “raça” e “relações raciais”, o ethos etnocêntrico que muitos proponentes da justiça social subscrevem hoje é baseado no relacionamento horizontal da humanidade uns com os outros, em oposição ao nosso relacionamento vertical com Deus. .

Em outras palavras, a afirmação de que o racismo é “errado” baseia-se principalmente na proposição social de que cada um de nós foi criado à imagem do outro (imago homo) e não à imagem de Deus (imago Dei). Como opinou a poetisa americana Maya Angelou:

“Nós amamos e perdemos na China,
choramos nos pântanos da Inglaterra,
e rir e gemer na Guiné,
e prosperar nas costas espanholas.
Buscamos o sucesso na Finlândia,
nascem e morrem no Maine.
Em pequenas coisas nós diferimos,
em major, somos iguais.”

O problema com o tipo de relativismo moral etnocêntrico defendido hoje por muitos ativistas da justiça social é que ele prega a mensagem ilusória de “cura te ipsum” (médico cura a ti mesmo).

Esse tipo de moralismo subjetivo e egocêntrico é o motivo pelo qual inúmeros ativistas de justiça social estão exigindo o chamado “fim” do racismo, porque acreditam sinceramente, embora ingenuamente, que a gênese do preconceito étnico pecaminoso é biológica (melanina), não espiritual (coração). ) e, inversamente, que os seres humanos possuem inerentemente a capacidade e a habilidade de deixar de ser “racistas”. O que, novamente, levanta a questão: como é que uma característica tão invariável e constante como a cor da pele pode afetar o coração humano a ponto de resultar em atitudes que levam a maus tratos flagrantes de outros que não se parecem conosco?

“… e Ele fez de um homem toda nação da humanidade para viver na face da terra…” – Atos 17:26 (NASB)

O Deus de todo o universo — em Sua infinita e insondável sabedoria — criou e moldou você e eu com as características étnicas específicas que cada um de nós possui. Nossa pele tem a cor que tem e tem o nível de melanina que tem porque Deus ordenou que fosse assim, não porque você ou eu tenhamos algo a ver com isso.

Sim, “racismo” é errado – mas não é errado pelas razões que você pensa.

Não é porque todos sangramos vermelho que o racismo é errado.

Não é porque todos pertencemos a uma “fraternidade universal de homens” que o racismo é errado.

Não é porque todos respiramos o mesmo ar que o racismo é errado.

Não é por causa de nossas semelhanças sociológicas, antropológicas ou biológicas que o racismo é errado.

O “racismo” é errado não porque você ou eu declaramos subjetivamente que é errado, mas porque é um reflexo de uma atitude de coração pecaminosa inata que não tem consideração pelos outros que, como você e eu, foram criados por Deus para refletir o Seu imagem no mundo (Gn 1:27; Mt 5:13-16).

É a verdade objetiva e imutável do evangelho que torna o preconceito étnico pecaminoso (racismo) errado, não a ética subjetiva e maleável da sociedade.

Então, para aqueles que estão pedindo o “fim” do racismo, eu os aplaudo. Tenho o maior respeito por você. No entanto, muitas vezes me pergunto se você realmente entende o que está dizendo quando diz isso? Você tem algum conceito real do que realmente está pedindo ao pedir o “fim” do racismo (Mateus 7:2)?

Quer você perceba ou não, o que você está exigindo é a perfeição total de atitude e comportamento de cada pecador que reside na face desta terra – incluindo você mesmo. Contemple essa realidade por um momento e responda a isto: como você propõe atingir esse nível de perfeição comportamental coletiva em um mundo composto por mais de sete bilhões de pecadores? Através de mais protestos? Mais leis? Mais campanhas de hashtag de mídia social? Mais programas governamentais de base étnica ou de classe que ajudarão a “nivelar o campo de jogo”?

Pense nisso.

Você não percebe que nenhuma dessas coisas é realmente a solução para as preocupações que você tem? Claro que você faz. E a razão pela qual você sabe disso é porque você percebe que o problema fundamental não é a escuridão da pele de uma pessoa, mas a escuridão de seu coração (Mc 7:17-23).

A única maneira de “acabar” com o preconceito étnico pecaminoso é arrepender-se dele – como de qualquer outro pecado – e ter nossos corações e mentes renovados pelo poder regenerador do evangelho de Jesus Cristo (Eze. 36:26-27; Rom. 12:2).

Essa é a única solução duradoura.

Humildemente em Cristo,

Darrel

Crédito da imagem: galleryhip.com

A Bíblia e o transexualismo/transgeneridade

O transexualismo, também conhecido como transgeneridade, Transtorno de Identidade de Gênero (TIG) ou disforia de gênero, é um sentimento de que seu gênero biológico/genético/fisiológico não corresponde ao gênero com o qual você se identifica e/ou se percebe. Os transexuais/transgêneros geralmente se descrevem como se estivessem “presos” em um corpo que não corresponde ao seu verdadeiro gênero. Eles costumam praticar o travestismo e também podem procurar a terapia hormonal e/ou a cirurgia de mudança de sexo para adequar seus corpos ao gênero percebido.

A Bíblia em nenhum lugar menciona explicitamente a transgeneridade ou descreve alguém como tendo sentimentos transgêneros. No entanto, a Bíblia tem muito a dizer sobre a sexualidade humana. O conceito mais básico para nossa compreensão de gênero é que Deus criou dois (e apenas dois) gêneros: “homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Toda a especulação moderna sobre numerosos gêneros ou fluidez de gênero – ou mesmo um “continuum” de gênero com gêneros ilimitados – é estranha à Bíblia.

O mais próximo que a Bíblia chega de mencionar a transgeneridade é em suas condenações à homossexualidade (Romanos 1:18-32; 1 Coríntios 6:9-10) e ao travestismo (Deuteronômio 22:5). A palavra grega frequentemente traduzida como “homossexuais passivos ou ativos (NVI)” ou “homossexuais (NTLH)” em 1 Coríntios 6:9 significa literalmente “homens efeminados”. Assim, enquanto a Bíblia não menciona diretamente a transgeneridade, quando menciona outras instâncias de “confusão” de gênero, identifica clara e explicitamente como pecado.

E quanto à possibilidade de que aqueles que sofrem com transgeneridade têm um cérebro que funcione como um gênero, enquanto o resto do corpo é biologicamente o outro gênero? A Bíblia nem sequer sugere tal possibilidade. No entanto, a Bíblia também não menciona o hermafroditismo (uma condição em que uma pessoa tem órgãos sexuais masculinos e femininos), o que inegavelmente ocorre (embora muito raramente). Além disso, as pessoas podem nascer ou desenvolver todos os tipos de defeitos ou disfunções cerebrais diferentes. Como se pode dizer que é impossível que um cérebro feminino esteja em um corpo masculino (ou vice-versa)?

Com o hermafroditismo como evidência, não se pode dizer que se a Bíblia não menciona algo, ele não ocorre. Assim, talvez seja possível que uma pessoa nasça com um cérebro ligado de tal maneira que contribua para a disforia de gênero. Isso também poderia ser uma explicação para alguns exemplos de homossexualidade. No entanto, só porque algo talveztenha uma causa biológica não significa que adotar os seus efeitos seja a coisa certa a fazer. Algumas pessoas são ligadas a uma sexualidade bastante aguçada. Isso não faz com que seja correto que se envolvam em imoralidade sexual. Está cientificamente provado que alguns psicopatas/sociopatas têm cérebros com mecanismos de controle de impulsos severamente enfraquecidos. Isso não faz com que seja correto que se envolvam em todos os comportamentos desviantes que atravessem suas mentes.

Não importa se a distorção de gênero tenha uma causa genética, hormonal, fisiológica, psicológica ou espiritual, ela pode ser superada e curada através da fé em Cristo e da confiança contínua no poder do Espírito Santo. A cura pode ser recebida, o pecado pode ser superado e as vidas podem ser mudadas através da salvação que Jesus provê, mesmo que existam fatores biológicos/fisiológicos. Os crentes coríntios são um exemplo de tal mudança: “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6:11). Há esperança para todas as pessoas, quer sejam transexuais, transgêneros, com transtorno de identidade de gênero e travestis também, devido ao perdão de Deus disponível em Jesus Cristo.

Fonte : gotQuestions

Rotina é ruim? Ser um eterno aprendiz.

A sede por novidades tem levado muitos de nós a questionar as atividades repetitivas e perseverantes que ocupam boa parte de nossos dias. Rotinas são ruin? E sobre a rotina de aprender? Quando devemos quebrar uma rotina? Esses são os pontos que trataremos aqui.

Na Bíblia, há várias referências à importância da rotina e hábitos consistentes na vida. Um desses exemplos é encontrado no Salmo 1:2-3, que diz:

“Mas o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita dia e noite. .”

Esta passagem enfatiza a importância de meditar na palavra de Deus consistentemente, dia e noite. Ele compara essa rotina a uma árvore plantada junto a uma fonte de água, capaz de produzir frutos na estação e manter-se saudável e vibrante.

Outro exemplo pode ser encontrado em Eclesiastes 3:1-8, que descreve como há um tempo para tudo na vida – tempo de nascer, tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar. Esta passagem destaca a natureza cíclica da vida e a importância de estabelecer uma rotina que esteja em harmonia com as estações da vida.

No Novo Testamento, o próprio Jesus exemplificou a importância da rotina e da disciplina em sua própria vida. Em Lucas 4:16, está registrado que Jesus “foi para Nazaré, onde havia sido criado, e no sábado entrou na sinagoga, como era seu costume”. Isso sugere que Jesus havia estabelecido uma rotina de frequentar a sinagoga no sábado, o que o ajudou a permanecer conectado à sua comunidade e fundamentado em sua fé. Ainda em Lucas 22.39 fala de como era costumeiro Jesus ir ao Monte das Oliveiras orar.

No geral, a Bíblia encoraja-nos a estabelecer rotinas e hábitos consistentes em suas vidas, especialmente quando se trata de práticas espirituais como meditação e oração. Ao fazer isso, eles podem permanecer enraizados em sua fé e melhor equipados para enfrentar os altos e baixos da vida.

Ser um eterno aprendiz (ouça a música)

A aprendizagem é uma atividade que requer prática e dedicação constante para se tornar efetiva. Preparei algumas dicas de como tornar a aprendizagem uma rotina em sua vida:

  1. Estabeleça metas de aprendizagem: Defina objetivos claros e alcançáveis para o que você deseja aprender. Isso ajudará a manter o foco e a motivar-se para continuar aprendendo.
  2. Crie um plano de estudo: Organize o seu tempo e estabeleça um cronograma para estudar e praticar. Tente estudar em horários regulares para criar um hábito e fazer da aprendizagem uma parte regular da sua rotina.
  3. Utilize ferramentas de aprendizagem: Existem muitas ferramentas de aprendizagem disponíveis, como aplicativos, vídeos, livros e cursos online. Utilize essas ferramentas para obter informações e praticar habilidades.
  4. Pratique diariamente: A prática diária é fundamental para a aprendizagem efetiva. Tente praticar o que você aprendeu todos os dias, mesmo que seja apenas por alguns minutos. A repetição ajudará a consolidar o que você aprendeu e a tornar a aprendizagem uma parte natural da sua rotina.
  5. Avalie o seu progresso: Avalie o seu progresso regularmente e ajuste o seu plano de estudo, conforme necessário. Celebrar suas realizações também pode ser uma fonte de motivação para continuar aprendendo.

Ao transformar a aprendizagem em uma rotina diária, você pode criar um hábito que se torna natural e fácil de manter. A prática constante é essencial para a aprendizagem efetiva e pode levar a grandes conquistas pessoais e profissionais.

Quando quebrar a rotina?

Embora a rotina seja importante para manter um senso de ordem e consistência na vida, há momentos em que é necessário quebrá-la. Aqui estão algumas situações em que uma rotina pode precisar ser quebrada:

  1. Mudanças imprevistas na vida: Às vezes, eventos imprevistos acontecem e exigem que se adapte rapidamente. Isso pode incluir uma mudança repentina no trabalho, uma emergência de saúde ou uma mudança inesperada na vida pessoal.
  2. Tédio e estagnação: Quando uma rotina se torna muito previsível e monótona, pode se tornar entediante e não desafiadora. Nesses casos, pode ser necessário quebrar a rotina para buscar novas experiências e oportunidades de crescimento pessoal.
  3. Mudanças de metas ou prioridades: À medida que os objetivos e prioridades da vida mudam, a rotina também pode precisar mudar para se adequar a essas mudanças. Isso pode incluir mudanças na carreira, relacionamentos ou objetivos de saúde.
  4. Necessidade de descanso e autocuidado: Às vezes, a rotina diária pode ser tão exaustiva que é necessário fazer uma pausa para descansar e cuidar de si mesmo. Isso pode incluir tirar férias, fazer uma pausa em um hobby ou tirar um tempo para meditar e relaxar.
  5. Experimentação e inovação: Às vezes, é importante experimentar coisas novas e inovar para encontrar maneiras melhores e mais eficazes de realizar tarefas diárias. Isso pode incluir tentar uma nova rotina de exercícios ou tentar uma nova abordagem para uma tarefa no trabalho.

Uma rotina pode precisar ser quebrada quando há mudanças imprevistas na vida, tédio e estagnação, mudanças de metas ou prioridades, necessidade de descanso e autocuidado ou quando é importante experimentar e inovar. É importante estar aberto a mudanças e se adaptar às circunstâncias em constante mudança da vida.

Essa breve reflexão foi compartilhada nesse dia com os professores na Escola Municipal Maria Antônia Costa (Emac) em Feira de Santana na Bahia cujo tema da jornada era : Que a aprendizagem seja Rotina. Segue foto do encontro logo abaixo:

Foto: Dimas Oliveira

A parábola da palavra como semente

Esse é um campo judaico para plantação de uvas. Jesus, ao usar de parábolas para que se fizesse entendido, falava de pastores e suas ovelhas, falava de semeadores e suas plantações. Eram elementos fáceis de serem compreendidos, entendidos – quando era esse o desejo. Essa imagem te ajudará a se inserir naquela meio que Jesus tentava alcançar. O desejo de Jesus continua o mesmo, lançar a Palavra e alcançar os desejoso de uma vida em abundância.

Observe esse campo e perceba, que embora pequeno, Ele possui os elementos que Jesus falou. A palavra era e é, realmente acessível a todos. Aí está a terra fértil, onde a semente levou ao fruto. Há o terreno raso, pedregoso, onde a semente não formará raízes. Há, também as pedras, junto e presente nos murinhos.

Que a Palavra encontre terra boa em sua vida hoje, que o Espírito Santo leve essa compreensão a tua vida e que ela seja abundante. Que essa Palavra germine em seu coração e que o Senhor possa cultivá-la e te fazer grande.

Medite nesse texto da Bíblia que posto abaixo.
Lucas 8:8-14
E nquanto viajavam de cidade em cidade, muita gente se unia ao grupo e passava a acompanhá- los. A eles Jesus contou esta história:“Um lavrador saiu para semear. Algumas sementes caíram no caminho. Foram pisadas, e os passarinhos as comeram. Outras caíram sobre pedras e brotaram, mas secaram porque não tinham raiz. Outras caíram no meio das ervas daninhas, que cresceram e as sufocaram. Outras, por fim, caíram em terra boa e produziram uma grande colheita.
“Vocês estão ouvindo com atenção?”.
Os discípulos perguntaram:“Qual é o sentido dessa história?”
Ele disse:“Vocês já ouviram bastante a respeito do Reino de Deus. Conhecem as suas verdades. Mas há quem precise ouvir essas histórias, mesmo que nem sempre as entendam:
Os olhos deles estão abertos, mas não veem nada,
Os ouvidos deles estão abertos, mas não ouvem nada.

“Essa história retrata a vida de muitos deles. A semente é a Palavra de Deus. As sementes no caminho são aqueles que ouvem a Palavra, mas o Diabo a arranca do coração deles, para que não acreditem que serão salvos.
As sementes que caíram nos pedregulhos são os que ouvem com entusiasmo passageiro. Diante da primeira dificuldade, perdem o interesse.
As sementes que caíram entre as ervas daninhas são os que ouvem a Palavra, mas a preocupação constante com o amanhã e a ilusão de viver para ganhar dinheiro e divertir- se a sufocam. As sementes não produzem nada.

Que Deus te abençoe.

Pr. Alex Cosmo
EBD do Aprisco // 03 de novembro de 2013.

Resumo feito por Gerson Jr

A árvore antiga – Oliveira de Vouves

A antiga Oliveira de Vouves é uma árvore com aproximadamente 2.900 anos. Situada em um cemitério na ilha de Creta, na Grécia, ela viveu durante a escrita da Ilíada por Homero, a idade de ouro de Atenas, ascensão do Império Romano e o nascimento de Cristo. Ainda produz azeitonas.

Gosto muito de árvores antigas e essa sensação de que ela permaneceu ali por tantas gerações e intempéries.

Isaías 61:1-3

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.

Nosso carnaval , carne vale!

Ação Fundação Aprisco / Aprisco Church no “sábado de carnaval” de 2023

No vídeo podemos ver a maioria de mulheres e crianças incluindo imigrantes. Karol, atual presidente da Fundação Aprisco, tem se envolvido pessoalmente no desenvolvimento do projeto Acolher nessa localidade l que além da distribuição de alimentos já conta com um reforço escolar para as crianças durante a semana com a professora Gilmara .

Pleno sábado de carnaval e tivemos a alegre oportunidade de mais um encontro com a comunidade no entorno da Chácara Aprisco. Agradecemos a Deus e a todos que tem sido instrumentos para compartilhamento do pão com os necessitados.

Dentre os doadores estão: Frigorifico Campo do Gado, Fornari Delicatessen, São Roque Atacado, Programa Mesa Brasil SESC , SOS Humanos e o nosso Bendito Bazar.

*O trocadilho “carnaval, carne vale” , se refere a doação de carne que esteve incluída no pacote desse encontro.

O que se pode aprender no livro bíblico de Levítico?

Entrada do Tabernáculo e o Altar dos Sacrifícios

O livro de Levítico é uma parte importante do Antigo Testamento que descreve as leis e regulamentos que Deus deu aos israelitas. Embora muitas dessas leis possam parecer desatualizadas ou irrelevantes para nossas vidas modernas, há várias lições importantes que podemos aprender com o livro de Levítico:

Santidade: O livro de Levítico enfatiza a santidade de Deus e a importância de viver uma vida santa. Os israelitas foram instruídos a seguir leis e regulamentos estritos que os ajudariam a manter um estado de pureza ritual e evitar a contaminação e manter uma distinção clara dos demais povos da terra.

Sacrifício: Levítico também enfatiza a importância do sacrifício na adoração a Deus. Os israelitas foram instruídos a oferecer vários tipos de sacrifícios, incluindo holocaustos, ofertas de cereal e ofertas pelo pecado, como forma de expiar seus pecados e buscar perdão.

Expiação: O conceito de expiação é central no livro de Levítico. Os israelitas foram instruídos a buscar a expiação de seus pecados por meio da oferta de sacrifícios, o que ajudaria a restaurar seu relacionamento com Deus e manter seu estado de pureza ritual. Essa expiação é uma sombra do sacrifício de Cristo na cruz que cumpriria completamente as exigências da justiça do Pai e eliminaria a necessidade de novos sacrifícios de animais.

Obediência: O livro de Levítico enfatiza a importância da obediência aos mandamentos de Deus. Esperava-se que os israelitas seguissem as leis e regulamentos que Deus lhes dera, mesmo que não entendessem as razões por trás delas.
O caráter de Deus: Levítico nos dá um vislumbre do caráter de Deus, incluindo sua justiça, sua misericórdia e seu amor por seu povo. Por meio das leis e regulamentos que deu aos israelitas, Deus revelou seu desejo de que eles vivessem de uma maneira que honrasse e refletisse sua santidade.

No geral, o livro de Levítico pode nos ensinar lições importantes sobre santidade, sacrifício, expiação, obediência e o caráter de Deus. Como cristãos, embora não devamos seguir as mesmas leis e regulamentos rituais que os israelitas, essas lições ainda são relevantes para nossas vidas hoje e podem nos ajudar a crescer em nossa fé e relacionamento com Deus.

E sobre aqueles tipos de ofertas?

No livro de Levítico, existem cinco tipos diferentes de ofertas que os israelitas foram ordenados a fazer a Deus. Cada tipo de oferenda tinha um propósito e significado específico:

Oferta Queimada (Levítico 1) – Este tipo de oferta era um ato voluntário de adoração em que um animal, como um touro, ovelha ou cabra, era completamente queimado no altar como um aroma agradável a Deus. O holocausto simbolizava entrega total a Deus e dedicação ao seu serviço.

Oferta de grãos ou manjares (Levítico 2) – Este tipo de oferta também era um ato voluntário de adoração em que grãos, como farinha, óleo e incenso, eram oferecidos a Deus. A oferta de cereal simbolizava gratidão pela provisão e fidelidade de Deus.

Oferta pacífica (Levítico 3) – Este tipo de oferta era um ato voluntário de adoração em que um animal, como um touro, ovelha ou cabra, era sacrificado como forma de fazer as pazes com Deus. A oferta pacífica simbolizava reconciliação e comunhão com Deus e uns com os outros.

Oferta pelo pecado (Levítico 4) – Este tipo de oferta era uma oferta obrigatória feita quando um indivíduo ou toda a comunidade pecava involuntariamente. A oferta pelo pecado era feita para expiar o pecado e restaurar o indivíduo ou a comunidade a um estado de pureza ritual.

Oferta pela culpa (Levítico 5-6) – Este tipo de oferta era uma oferta obrigatória feita quando um indivíduo pecava contra Deus ou outra pessoa e precisava fazer restituição. A oferta pela culpa foi feita para expiar o pecado e reparar o mal que havia sido feito.

Cada tipo de oferta tinha procedimentos e requisitos específicos, como o tipo de animal que poderia ser oferecido, a maneira como seria oferecido e as porções da oferta que poderiam ser comidas pelos sacerdotes ou pelo ofertante. Essas ofertas foram projetadas para ajudar os israelitas a entender a seriedade do pecado, a importância da adoração e a necessidade de um relacionamento correto com Deus. Por meio das ofertas, os israelitas eram lembrados da santidade de Deus, de sua graça e de seu desejo de que vivessem de uma maneira que o honrasse e agradasse.

Tudo isso aponta pra Cristo

As ofertas no livro de Levítico apontavam para o sacrifício final de Jesus Cristo na cruz, que seria o sacrifício perfeito e completo para o perdão dos pecados. Através das ofertas, os israelitas aprenderam sobre o perdão dos pecados, a importância da obediência e a santidade de Deus. Essas ofertas também apontavam para a obra de Cristo como nosso sacrifício expiatório final, conforme descrito em Hebreus 10:1-18.

Por exemplo, a oferta pelo pecado, que era feita para expiar um pecado específico, apontava para o sacrifício de Jesus na cruz, que expiou todos os nossos pecados de uma vez por todas. A oferta pelo pecado era um lembrete constante de que precisávamos de um sacrifício para pagar pela nossa culpa e que somente Deus poderia fornecer esse sacrifício.

Da mesma forma, a oferta de paz, que simbolizava a reconciliação com Deus e com outras pessoas, apontava para a obra de Cristo em reconciliar a humanidade com Deus através da sua morte e ressurreição. A oferta de paz era um lembrete de que precisávamos de paz com Deus e que só podíamos alcançá-la por meio de Jesus Cristo.

A oferta de manjares simbolizava a gratidão e a adoração ao Senhor por sua provisão de alimentos e sustento. Ela também representava a oferta de nossos frutos do trabalho para o serviço do Senhor. A oferta de manjares era uma expressão de devoção e compromisso com Deus, assim como as outras ofertas descritas em Levítico.

Em termos de sua relação com a obra de Cristo, a oferta de manjares pode ser vista como uma sombra do que estava por vir. Assim como a oferta de manjares foi apresentada a Deus como um sinal de gratidão e compromisso, nós também podemos oferecer a Deus nossas vidas e nosso trabalho como um sinal de nossa devoção e compromisso com Ele. Além disso, assim como os grãos foram moídos em farinha antes de serem oferecidos, Jesus foi “moído” e sacrificado por nós na cruz. Sua morte e ressurreição nos proporcionam o alimento espiritual de que precisamos para viver em comunhão com Deus.

Assim, todas as ofertas no livro de Levítico apontavam para a obra de Cristo e foram uma sombra do que estava por vir. Jesus cumpriu todas as exigências da lei mosaica e ofereceu a si mesmo como o sacrifício perfeito e completo pelos nossos pecados. Como resultado, não precisamos mais oferecer sacrifícios de animais, pois a obra de Cristo é suficiente para o nosso perdão e salvação

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