Tijolos ou Pedras Vivas?

À medida que se aproximam dele, a pedra viva—rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele—, vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.

1 Pedro 2:4-5

No grandioso projeto da criação e redenção, Deus escolheu um material singular para edificar o Seu reino: as pedras vivas. Esta escolha divina contrasta profundamente com a preferência humana pelos tijolos, revelando duas visões distintas de construção e propósito.

Tijolos: uniformidade e controle

Desde os tempos antigos, o homem tem buscado a perfeição e uniformidade em suas construções, como exemplificado na invenção dos tijolos pelos egípcios. Estes blocos, feitos de barro e palha, simbolizam o esforço humano em criar um padrão homogêneo e controlável, buscando eficiência e perfeição nas edificações. A Bíblia relata como os egípcios utilizavam tijolos para construir suas cidades e armazéns (Êxodo 1:14), uma metáfora para os sistemas e estruturas criados pelo homem, muitas vezes focados no poder e na opressão. Tijolos são feitos num molde pressionado, pedras vividas são extraídas com marteladas .

As vezes queremos o progresso mas não queremos o processo.

Pedras vivas: diversidade e propósito

Em contraste, Deus instruiu o uso de pedras não lavradas na construção de Seu altar (Êxodo 20:25). Estas pedras, não moldadas por ferramentas humanas, representam a beleza e a singularidade da criação de Deus. Cada pedra, única em sua forma, cor e tamanho, simboliza a diversidade e individualidade que Deus valoriza em Seu reino. Este é um reino não baseado na uniformidade forçada, mas na harmonia da diversidade, onde cada peça, por mais imperfeita que pareça, tem um lugar e um propósito.

A Bíblia nos apresenta uma metáfora poderosa com Cristo como a “pedra angular” (Efésios 2:20), a peça fundamental que dá sentido e coesão a todo o edifício. Cristo não é uma pedra moldada segundo os padrões humanos de perfeição, mas sim o Filho de Deus, perfeito em Sua natureza, que aceita e une as pedras vivas, os crentes, com todas as suas imperfeições e diversidades em um templo espiritual.

Em Cristo, a expectativa de perfeccionismo humano é substituída pela aceitação da graça divina. N’Ele, somos chamados não a nos conformarmos a um padrão rígido e opressivo, mas a nos unirmos em nossas diferenças, contribuindo cada um com nossas características únicas para a construção do reino de Deus. Este reino não é edificado com tijolos de uniformidade e opressão, mas com pedras vivas de diversidade e liberdade, firmemente unidas pela pedra angular, Jesus Cristo.

Ao refletirmos sobre nossa participação na construção do reino de Deus, somos convidados a abandonar a busca por perfeição humana e abraçar a perfeita diversidade divina, encontrando nosso lugar único ao lado da pedra angular, Cristo, em um templo espiritual onde cada pedra viva é essencial e valorizada.

A prática dos “uns aos outros”

A essência prática dessa construção divina reside na dinâmica do “uns aos outros”, um princípio fundamental nas Escrituras para a vida em comunidade. Este conceito nos lembra que, assim como as pedras em um edifício se apoiam e se complementam, nós, como membros do corpo de Cristo, somos chamados a viver em interdependência e complementaridade. Cada crente possui dons, talentos e capacidades únicas que, quando compartilhados, contribuem para o fortalecimento e a edificação do corpo de Cristo.

Na prática, isso significa que a falta de um é suprida pela abundância do outro. Se um membro sofre, todos sofrem; se um é honrado, todos se alegram (1 Coríntios 12:26). Esta é a beleza da igreja como um edifício espiritual: não há pedras insignificantes, cada uma tem um papel vital. Na diversidade de dons e serviços, há uma unidade que reflete a glória de Deus. Através do amor, do serviço, do encorajamento e da exortação mútuos, edificamos uns aos outros, seguindo o exemplo de Cristo, a pedra angular.

Assim, na prática diária da fé, cada ato de amor, cada palavra de encorajamento, cada gesto de serviço, contribui para a edificação do reino de Deus. Este edifício espiritual, em constante construção, é fortalecido pela diversidade e unido pelo amor de Cristo, demonstrando ao mundo a beleza e a sabedoria do plano divino.

Cristo, a pedra angular

A conclusão desse maravilhoso paralelo entre tijolos e pedras vivas encontra-se nas palavras de Jesus a Pedro, que encapsulam de maneira sublime a essência dessa construção divina. Em Mateus 16:18, Jesus diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Este trocadilho, onde o nome de Pedro (Petros em grego, que significa “pedra”) é usado para destacar a sua futura liderança na igreja, revela um aspecto importante da construção do Reino de Deus.

A declaração de Jesus transcende a pessoa de Pedro, apontando para a maior verdade que a igreja é construída sobre a revelação de Cristo como o Messias, o Filho do Deus vivo, que Pedro acabara de confessar e que é Ele a pedra angular da igreja. Jesus declara a Pedro sua vulnerabilidade, ou seja, ele é um fragmento de pedra, e ao mesmo tempo revela sua autossuficiência, apresentando a si mesmo como a rocha sobre a qual a igreja é estabelecida. Assim como uma pedra individual contribui para a integridade e força de um edifício, cada crente, firmado na revelação de Cristo, fortalece a igreja. A pedra que é Cristo, e a confissão de fé n’Ele, formam a base inabalável sobre a qual a igreja é edificada.

Portanto, ao nos engajarmos na obra de Deus, cada um como uma pedra viva, somos chamados a reconhecer Cristo como a fundação de nossa fé e missão. Neste edifício espiritual, onde Jesus é a pedra angular, cada pedra viva – cada crente – tem um lugar vital, unido em amor e propósito, para a glória de Deus. Assim, a igreja, edificada sobre a rocha que é Cristo, resiste e prevalece contra todas as adversidades, refletindo a sabedoria e a majestade do plano divino.

Texto escrito durante as férias de 2024 enquanto lia Êxodo 5. Os Egípcios estavam tão obsessivos com a descoberta dos tijolos e o desejo de suas construções , e oprimindo o povo de Deus , as pedras vivas , o povo que Deus estava talha do para si.


Leia também

Israel e Igreja

É muito interessante e esclarecedor ver que a história de Israel é um tipo completo da história da igreja; isso realmente mostra que Deus tem apenas um plano, um propósito e um povo, que é o povo de Israel (seu povo terreno) e a igreja (seu povo celestial).

Agora nós, como povo celestial de Deus, desfrutamos das bênçãos celestiais de Deus e entramos na experiência e na realidade espiritual das coisas que os filhos de Israel experimentaram, como:

A Páscoa – Cristo é a nossa verdadeira Páscoa, Ele morreu como um sacrifício único pelos nossos pecados, para que o julgamento de Deus passe sobre nós.

Atravessando o Mar Vermelho – podemos ser batizados em Cristo para sermos libertos do mundo e de sua usurpação.

Comendo o maná e bebendo a água da rocha ferida – Cristo é nosso alimento diário, o verdadeiro maná, e Ele foi ferido na cruz para fazer fluir água viva para nós bebermos.

Ser curado em Marah – nossa amargura e doença são curadas pela aplicação da cruz de Cristo.

Amaleque está sendo derrotado – Temos uma guerra contínua com a carne, que foi crucificada na cruz e precisa ser crucificada em nossa experiência diária.

Atravessando o rio Jordão para entrar na boa terra – Atravessamos rio após rio até entrarmos no pleno gozo de Cristo.

Aproveitar a boa terra e trabalhar nela – Cristo é a boa terra todo-inclusiva para trabalharmos e desfrutarmos em nossa vida diária.

Construindo o templo e a cidade de Deus – a questão do desfrute de Cristo é a edificação da igreja como o templo de Deus e a cidade de Deus.
Tendo a cidade com doze portas – hoje temos uma amostra da Nova Jerusalém na vida da igreja, e aspiramos ser os vencedores que desfrutarão da Jerusalém celestial na era vindoura; eventualmente, todos nós seremos e viveremos como a Nova Jerusalém, a cidade com doze portões.

O hiper-pastoreamento

O hiperpastoreamento ou “pastoramento pesado” (também conhecido como “Movimento do Discipulado”) é um método de controle psicológico usado por igrejas e cultos abusivos. Surgiu do Movimento de Pastoreio da década de 1970. As Igrejas Internacionais de Cristo do Movimento de Boston são talvez o grupo mais conhecido que pratica o pastoreio pesado. Outro grupo infame que saiu do Movimento de Pastoreio foi o Christian Grown Ministries em Fort Lauderdale, Flórida.

Igrejas e cultos de hiperpastoreio podem ser identificados pelas seguintes práticas:

• Submissão a “parceiros de discipulado” ou “pastores” e aqueles em autoridade
• Obrigação de confessar o pecado a “parceiros de discipulado” ou “pastores”
• Lealdade e obediência inquestionáveis a todos aqueles que estão em autoridade
• Obrigação de recrutar intensivamente outros para se juntarem ao movimento
• Liderança autoritária e experiência em grupo
• Conformidade com os padrões do movimento
• Manipulação e intimidação espiritual
• Sistema hierárquico de prestação de contas
• Legalismo e controle sobre os membros
• Proibição de ler qualquer literatura não aprovada pela liderança
• Denúncia de membros suspeitos de serem inconformistas
• Total dependência do movimento e das lideranças para aprovação
• Medo de punição ou humilhação por questionar a liderança

Qualquer líder que exija obediência e submissão cegas está construindo sobre uma base falsa de autoridade. A verdadeira autoridade vem somente de Deus e não pode ser tomada por homens que simplesmente buscam poder e autoridade sobre os outros, que querem estar no comando e serem admirados. Se um grupo ou uma pessoa assume autoridade com base apenas em função, cargo ou posição, então ele está abusando de sua posição. Os HiperPastores são agentes religiosos que controlam os outros através do medo. Eles pregam sobre autoridade, submissão, julgamento, prosperidade e fim dos tempos. Esses falsos pastores se apresentam como a fonte de todo conhecimento e autoridade. Eles punem as pessoas que não atendem a um determinado padrão e as condenam ao ostracismo como se não tivessem a aprovação de Deus. Eles ignoram o fato de que os cristãos já têm a aprovação de Deus através do sangue derramado de Jesus Cristo – nenhuma pessoa pode “ganhar” a aprovação de Deus.

Há uma base bíblica para a estrutura dentro da igreja. Hebreus 13:17 nos diz para obedecermos aos nossos líderes e nos submetermos à sua autoridade porque “eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Faça isso para que o trabalho deles seja uma alegria, não um fardo, pois isso não seria de nenhum benefício para você”.

Mas quando os líderes dizem ao seu rebanho para não pensar, não fazer perguntas e ignorar os problemas, eles estão abusando de sua posição. Quando as pessoas que pensam, fazem perguntas e enfrentam problemas são rotuladas como insubmissas, não espirituais ou divisivas, elas estão sendo abusadas por falsos profetas que “vêm até vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mateus 7:15). ).

João 10:1-18 mostra que a igreja deve ser modelada em Cristo Jesus, que é o bom pastor. Quando Ele chama Suas ovelhas, elas reconhecem Sua voz e O seguem. E, mais importante, Jesus diz: “Dou a minha vida pelas ovelhas” (versículo 15). Um bom pastor conduz seu rebanho em segurança e os protege de predadores que procuram prejudicá-los.

Jesus instrui Seus discípulos a obedecerem Seus mandamentos, assim como Ele obedeceu ao Pai. Mas não há nada pesado sobre este comando! “Eu lhes disse isso para que minha alegria esteja em vocês e que sua alegria seja completa. Minha ordem é esta: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei… Já não vos chamo servos, porque o servo não conhece os negócios do seu senhor. Em vez disso, chamei vocês de amigos, pois tudo o que aprendi de meu Pai vos dei a conhecer. Não me escolhestes vós, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei para ir e dar fruto… Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros” (João 15:9-17). Em nenhum lugar Jesus sugere que temos que nos submeter cegamente aos homens. Em vez disso, devemos nos submeter a Cristo, que é a cabeça de todo homem (1 Coríntios 11:3). E em todas as coisas, devemos obedecer a Deus e não aos homens (Atos 5:29).

É assim que o pastoreio deve ser feito: “Sede pastores do rebanho de Deus que está sob seus cuidados, servindo como supervisores – não porque você deve, mas porque você quer, como Deus quer que você seja; não gananciosos por dinheiro, mas ansiosos por servir; não dominando os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo para o rebanho…Todos vós, revesti-vos de humildade uns para com os outros, porque ‘Deus se opõe aos soberbos, mas dá graça aos humildes’. Lance sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de você” (1 Pedro 5:1-7). Um pastor de pastoreio pesado é exatamente o oposto do humilde líder-servo que Pedro endossa.

Jesus disse a Seus discípulos: “Os reis dos gentios os dominam; e aqueles que exercem autoridade sobre eles chamam a si mesmos de benfeitores. Mas você não deve ser assim. Em vez disso, o maior entre vocês deve ser como o mais jovem, e o que governa como o que serve” (Lucas 22:25-26).

Os líderes cristãos têm a obrigação de seguir o exemplo de humildade e compaixão de Jesus. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam comigo, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).

Cuidado com qualquer grupo religioso que pratique conceitos de “pastoreio”, “submissão” e “cobertura”. Fomos comprados pelo precioso sangue de Cristo Jesus e “levados à gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Romanos 8:21). “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firmes, pois, e não vos deixeis sobrecarregar novamente por um jugo de escravidão” (Gálatas 5:1).

Fonte : gotQuestions

Até que ponto a igreja deve crescer?

Igreja no sentido do corpo místico de Cristo deve crescer mais e mais sem limites mas a igreja local deve ter um ponto de transbordar .Que ponto é esse numericamente sinceramente não sei depende muito de lugar para lugar e do mover de Deus.

A igreja tem de ser para fora.
Jesus faz o vinde e depois aplica o ide. A igreja é sal e luz não pode ficar acumulada e amontoada em um lugar, precisa se espalhar e se misturar. Desde o principio a ordem do Senhor foi enchei a terra. Historicamente falando todas as vezes que o povo tentou se manter acumulado, vieram perseguições para espalhá-los. Se não fosse isso o evangelho não teria chegado até nós. Esses modelos de megaigrejas tem mais as mazelas de falta de unidade e um rebanho ensimesmado que grita eu amo a “minha” igreja ao invés de amar as almas perdidas e a igreja de Cristo como um todo.

Lembro-me do texto em que Pedro diante da revelação de Cristo entusiasmado porém totalmente equivocado diz : façamos aqui três cabanas.

A freqüência da igreja deve sempre ser distributiva e não cumulativa. Os irmãos precisam ser estimulados a fazer missões e plantar igrejas em toda parte e de toda forma possível para alcançar alguns.

Lucas 4:42-44
Sendo dia, saiu e foi para um lugar deserto; as multidões o procuravam, e foram até junto dele, e instavam para que não os deixasse. Ele, porém, lhes disse:É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Judéia.

Haverá um dia onde nossa sede de viver numa só grande concreção será saciada. Na glória futura em volta do trono de Deus e do seu filho Jesus que neste tempo nos manda: Ide por todo mundo.

Texto retirado de comentário de Alex em um post do Facebook em 21/05/2014. Houveram outros comentários muito sábios de outros irmãos.

Allélon = Mutualidade

Como devemos agir entre nós? Veja umas dicas! 

a. Jo 15.12 à Amando uns aos outros
b. Ef 4.2 à Suportando-vos uns aos outros
c. Gl 5.13 à Servindo uns aos outros
d. Cl 3.16 à Ensinando uns aos outros
e. 2 Co 1.4 à Confortando uns aos outros
f. Tg 5.13 à Orando uns pelos outros
g. Rm 15.15 à Exortando uns aos outros
h. 1 Pe 4.10 à Completando-nos mutuamente
i. 1 Jo 1.3 à Mantendo comunhão uns com os outros
j. Gl 6.1,2; 2 Co 2.7,11 à Restaurando uns aos outros
k. Ef 5.1; 1 Pe 5.5 à Sujeitando-vos uns aos outros
l. Ef 4.29; 1 Ts 5.11 à Edificando-vos uns aos outros
m. Ef 4.32 à Perdoando-vos uns aos outros
n. Ef 5.19 à Falando entre vós
o. Rm 12.10 à Preferindo-vos uns aos outros
p. Fp 2.2,4 à Considerando-vos uns aos outros
q. Rm 15.7 à Acolhendo-vos uns aos outros
r. Rm 15.26; 2 Co 9.3,7,13 à Doando-vos uns aos outros
s. Rm 16.16; 2 Co 13.12 à Saudando-vos uns aos outros
t. 2 Co 1.7; 1 Co 12.25 à Sofrendo uns com os outros
u. Tg 4.11 à Não falando mal uns dos outros
v. Tg 5.9 à Não vos queixando uns dos outros
w. 1 Pe 4.9; Rm 12.13 à Sendo mutuamente hospitaleiros
x. 1 Ts 5.13 à Vivendo em paz com os outros
y. Ef 4.12; 2 Co 13.11 à Aperfeiçoando-vos uns aos outros

Família, igreja e bebês

Esse post tem como objetivo apresentar algumas respostas objetivas a questionamentos de pais, amigos e familiares com relação ao papel da igreja quando um bebê nasce e uma breve orientação pastoral aos pais cristãos (protestantes ou evangélicos comonpreferir chamar). Deixamos claro que essas são posturas que tomamos aqui no Aprisco, mais particularmente em nossa igreja Sede em Feira de Santana, Bahia e que podem haver outras condutas diferentes de outras igrejas e denominaçoes que não necessariamente impliquem em pecado mas que podem ser uma falha de interpretação bíblica que traga derivações errôneas sobre a compreensão do evangelho de Cristo.

Devemos batizar os bebês?

A Bíblia não diz nada sobre o batismo de bebês. Não há nenhum lugar na Bíblia que diz que um bebê foi batizado. As pessoas que foram batizadas na Bíblia sabiam o que estavam fazendo e tomaram essa decisão de forma consciente. Ninguém foi batizado sem seu consentimento.

O batismo salva?

Não, o batismo em si não salva. Só a fé em Jesus pode salvar (Romanos 10:9-10). O batismo é simbólico, representando nossa morte para o pecado e ressurreição para a vida eterna, pelo sacrifício de Jesus.

Se uma pessoa se converte e morre antes de ser batizada, essa pessoa está salva. Isso aconteceu com o ladrão que morreu ao lado de Jesus. Do mesmo modo, se uma pessoa é batizada mas não aceitou Jesus como seu salvador, não está salva. O batismo não tem sentido sem haver conversão primeiro.

Batizar seu bebê não vai salvá-lo. Deus não vai lançar no inferno quem é muito novo para entender sobre o pecado e a salvação. O Reino dos Céus pertence a quem é como uma criança: humilde e inocente para o mal (Mateus 18:3-4).

A Bíblia não diz nada sobre o batismo de bebês. Não há nenhum lugar na Bíblia que diz que um bebê foi batizado. As pessoas que foram batizadas na Bíblia sabiam o que estavam fazendo e tomaram essa decisão de forma consciente. Ninguém foi batizado sem seu consentimento.

O batismo substitui a circuncisão judaica?

Sim e não. Sim, porque a circuncisão acontecia depois do nascimento e representava a pertença ao povo judeu. O batismo acontece depois do novo nascimento espiritual (conversão) e representa a pertença à família de Deus. Não, porque o novo nascimento acontece com uma decisão pessoal, que um bebê não tem capacidade para fazer.

As famílias batizadas na Bíblia incluíam bebês?

A Bíblia não diz se incluíam bebês ou não. Mas é importante ler o contexto. Todos que foram batizados ouviram sobre Jesus e se converteram primeiro. Veja alguns exemplos: Atos dos Apóstolos 2:40-41; Atos dos Apóstolos 10:44-48; Atos dos Apóstolos 16:32-34

Em alguns casos, até crianças pequenas podem entender a mensagem da salvação e responder sinceramente ao chamado. Mas um bebê pequeno que não entende nem fala não consegue fazer isso. O batismo na Bíblia é sempre para quem entende.

Batizar bebês é pecado?
Não, batizar um bebê não é pecado mas é uma interpretação errada. Deus não vai castigar quem acredita que isso é certo, porque Ele entende os motivos das pessoas. Mas batizar um bebê é perder algum do sentido original do batismo, como símbolo da conversão.

Claro que é bom dedicar a criança a Deus, integrá-la na família da igreja e fazer o compromisso de ensiná-la nos caminhos de Deus. Mas isso não precisa de um batismo. O batismo deveria ser reservado para quando a pessoa já tiver tomado a sua decisão.

Crente pode ter padrinho e madrinha de nascimento?

Não há nada na Bíblia que fala sobre ter padrinho e madrinha, nem a favor nem contra. Cada casal crente pode decidir se seu filho vai ou não vai ter padrinho e madrinha, de acordo com sua consciência (Romanos 14:22). O apadrinhamento de um bebê só não deve estar associado a um batismo.

O apadrinhamento é uma prática da igreja católica e de algumas igrejas protestantes e também usado em religiões de afro-brasileiras. Em todas elas,  o padrinho e a madrinha assumem a responsabilidade de educar a criança nos caminhos daquela determinada religião, em conjunto com os pais.

Vejamos mais sobre isso:

No Catolicismo

Os Padrinhos tem como papel ensinar seu afilhado a trilhar os passos do catolicismo, tanto no Batismo quanto no Crisma. Os deveres dos padrinhos são sérios e nem sempre fáceis, pois devem conduzir seu apaniguado a fé católica – por isso ao ser convidado para crismar alguém, a pessoa deve se sentir preparada e deve estar ciente dos seus deveres junto ao romanismo.

Padrinhos e Madrinhas, são pais e mães espirituais. No batismo eles têm como obrigação auxiliar os pais da criança, na educação católica da mesma. No crisma, o padrinho deve ajudar o crismando a amadurecer para fé romana, o próprio significado de crisma é este, o sacramento da maturidade do católico, é quando a criança se torna adulta perante a dogmática da Igreja Católica.

Nas Religiões afro-brasileiras

Padrinho ou Madrinha, são pais e mães espirituais, também chamados de pai-de-santo ou mãe-de-santo exercem a função de segundo pai ou segunda mãe. São as pessoas que cuidam do desenvolvimento dos médiuns e orientação espiritual. Esse termo é usado na Umbanda e no Xambá.

Devo ser padrinho/madrinha de uma criança que caísse batizada na igreja católica ou em uma religião afro-brasileira?

Como já dissemos antes, estar em Cristo é liberdade e cada um deve responder diante dele sobre suas decisões. O conselho pastoral mediante o que entende por  aparinhamento nessas religiões é que, ainda que por laço familiar até se vá a uma cerimônia, ao cristão não convém apadrinhar crianças. (Romanos 13.12)

Voltando ao assunto…

Se o casal crente decidir ter “padrinho e madrinha” que seriam na verdade como que testemunhas e uma forma de reconhecer o papel de algum amigo na vida de seu filho, deve escolher pessoas que:

São crentes em Jesus – seja em sua presença ou ausência mantenham a orientação da fé em Cristo. Se não crêem em Jesus, não vão ajudar a educar a criança sobre Jesus;

São um bom exemplo – crianças aprendem observando as ações, não apenas ouvindo o ensino;

Vão apoiar os pais – os padrinhos podem ajudar e aconselhar os pais mas devem sempre respeitar a autoridade dos pais no ensino da criança.

Algumas pessoas da Bíblia foram “pais espirituais” – pessoas que levaram outras para Jesus e lhes ensinaram o evangelho, ajudando no seu crescimento. Paulo se considerava “pai” de Timóteo e dos membros da igreja de Corinto (1 Timóteo 1:2; 1 Coríntios 4:14-15). Nesse sentido, Paulo era parecido com um padrinho.

Por outro lado, não há nenhum caso na Bíblia de uma pessoa sendo convidada para apadrinhar uma criança desde seu nascimento. A responsabilidade de educar a criança nos caminhos de Deus recai principalmente sobre os pais (Deuteronômio 6:6-7). Quando a criança não tem pais, a pessoa que cuida da criança tem essa responsabilidade.

Apadrinhamento e batismo
O apadrinhamento surgiu por causa do batismo de bebês. Nas igrejas onde o batismo de bebês é praticado, os padrinhos servem como porta-voz da criança. Como a criança nada entende, os padrinhos renunciam ao pecado e confessam Jesus como seu salvador em seu lugar. Isso não é bíblico.

A Bíblia ensina que aceitar Jesus como salvador é uma decisão pessoal. Ninguém pode confessar Jesus em lugar de outra pessoa. O batismo é para todo aquele que crê, não para o bebê que ainda não entende (Marcos 16:16).

Conclusão 

De acordo com todas as posições Aqui no Aprisco temos feito uma apresentação quando os pais, que são os principais responsáveis diante de Deus por ensinarem no Caminho, trazem a criança à reunião da igreja e ali a dedicam consagrando-a ao Senhor em oração juntamente com a igreja que também se compromete a ajudar na educação espiritual daquela criança. 

Geralmente os pais convidam amigos e familiares que também vem junto com eles diante da congregação para apoiar o ato deles e servem como testemunhas. Aquela criança vai crescer e em seu momento oportuno responder por si só se deseja seguir a Cristo ou não . 

 Jesus abençoa as crianças Lucas 18:15-17

Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.

A verdade é que nós adultos temos muito que aprender com a simplicidade das crianças em sua fé em Cristo. 

Fonte: Bíblia Sagrada , cacp.org e respostas.com.br

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