A segunda maior coisa do mundo?


Sabe qual é a segunda maior coisa do mundo?
– O pecado. 

Isaías 59:1-2
Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.

Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Atos 3:19

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,

A PRIMEIRA maior coisa do mundo (disparada) é o amor de Deus e sua graça liberada por intermédio do sacrifício de Cristo na cruz. 

Romanos 5:20-21

Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Numa parábola moderna, seria “tipo” o Andre de Grasse no papel do pecado e o Usain Bolt no papel amor graça de Deus. Claro, o amor de Deus infinitamente mais disparado que o Bolt! 

Romanos 8:37-39

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Inspirado numa meditação de Billy Graham

#JeSuSmudaTUdo

Cuidado com o abraço da Jiboia

Conta-se o caso de um saltimbanco que treinara uma jibóia a enlaçar-lhe o corpo, desenlaçando-se depois.
Uma noite ele percebeu, horrorizado, que o enorme réptil lhe apertava mais e mais o corpo. Gritou por socorro, mas a platéia julgou que isso fizesse parte do ato. Só deram pelo fato quando viram o homem desfalencendo e morrer no abraço da serpente.

Ouviu-se depois alguém dizer, ao abandonar o circo:

“Não importa o quanto se conheça esse animal, cobra é sempre cobra”.

Acrescentarei: Não importa o quanto se conheça o pecado ou se pensa que é capaz de “domá-lo”, pecado é sempre pecado e, por fim, ele vai te matar. 

O salário do pecado é a morte.

Romanos 6.23

Fonte: Livro: Conta mais uma!

Tempo precioso


Um dia, atravessando o deserto, um viajante inglês viu um árabe, pensativo, ao pé de uma palmeira. A pequena distância descansavam seus camelos, pesadamente carregados, revelando tratar-se de um mercador de objetos de alto preço, que ia vender suas jóias, perfumes e tapetes em alguma cidade próxima. Aproximou-se o inglês do negociante, com uma saudação jovial:
Bom amigo, saúde! O senhor me parece muito preocupado. Posso ajudá-lo em alguma coisa?
Estou muito aflito, disse o árabe com tristeza, porque acabo de perder a mais preciosa de minhas jóias!

Ora! respondeu o inglês, a perda de uma jóia não devia ser grande coisa para quem, como o senhor, leva sobre os seus camelos tão grandes riquezas. Não será difícil substituí-la.

Substituí-la! exclamou o mercador, bem se vê que o senhor não sabe o valor do que eu perdi!

Mas que jóia era essa? perguntou o viajante, curioso.

Era uma jóia, respondeu-lhe o seu interlocutor, como não se fará outra. Estava encravada num pedaço de pedra da vida, e havia sido feita na ourivesaria do tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, ao redor dos quais e agrupavam sessenta menores. Por aí o senhor vê que tenho razão de dizer que outra igual ninguém fará.

Realmente, disse o inglês, devia ser de grande preço. Não acredita o senhor, entretanto, ser possível adquirir uma outra análoga com muito dinheiro?

A jóia perdida, respondeu o árabe, quedando a cabeça pensativo, a jóia perdida é um dia, e um dia que se perde não se encontra mais.

Foi pensando, talvez, como o mercador árabe, que Horace Mann, apóstolo da instrução nos Estados Unidos, fez publicar este anúncio original:

“Perderam-se duas horas cravejadas de sessenta brilhantes cada uma. Não se dá recompensa a quem as entregar, porque essas jóias não se tornam a encontrar jamais.”

O Tempo

Por: Laurindo Rabello da Silva
Deus pede estrita conta do meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta,
Mas, como dar em tempo tanta conta,
Eu, que gastei sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi bom tempo e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.
Oh! vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.
Mas, oh! se os que contam com seu tempo
fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam sem conta o não ter tempo.

O ferreiro harmonioso

Nos arredores de Edware, na Inglaterra, havia um ferreiro que costumava assobiar melodias, enquanto trabalhava, marcando-lhes o compasso pelas marteladas que ia desferindo sobre o ferro em brasa. Muita gente via aquele espetáculo e ouvia as melodias, repetidas vezes. Mas via e ouvia sem saber ver nem ouvir. Um dia, forte temporal obrigou um senhor a ocultar-se na humilde oficina. Era o famoso Handel. Mal ouviu a música, dizem alguns escritores, impressionou-se com ela a tal ponto que resolveu escrevê-la com variações e com o acompanhamento extremamente original do ruído do martelo sobre a bigorna. Originou-se, dessa maneira, o célebre trecho musical conhecido pelo nome de “Harmonioso Ferreiro”. (M. Rizzo).

Lista de vitaminas espirituais

Na medicina, as vitaminas são conhecidas pelas primeiras letras do alfabeto. Na medicina da alma, as vitaminas vão até à ultima letra.


Examine a lista abaixo, veja qual a sua carência, e tome diariamente as vitaminas que Deus lhe indicar, quando de suas orações a ele:
A mor – Rm. 13:8

B ondade – Rm. 12:20
C onsagração – Rm. 12:1
D iligência – Pv. 22:29
E ntusiasmo – Is. 41:6
F é – Mc. 11:22
G ratidão – Sl. 116:12
H umildade – I Pe. 5:6
I ntegridade – Dn. 1:8
J ovialidade – Fl. 4:4
L ealdade – I Cor. 4:2
M ansidão – Sl. 37:11
N obreza – At. 17:11
O bediência – I Sm. 15:2
P ureza – Pv. 22:11
R etidão – Sl. 119:1
S antidade – Hb. 12:1, 12-14
T rabalho – Mt. 21:28
U nião – Cl. 2:2
V isão – Jl. 2:28
Z elo – II Cor. 9:2

TRÊS DIAS PARA VER


Helen Keller

Três dias para ver. O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão? Helen Keller, cega e surda desde bebê, dá a sua resposta neste belo ensaio, publicado no Reader’s Digest (Seleções):

“Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no princípio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.”

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. “Nada de especial”, foi à resposta. Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro.

Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeirosinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.

Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.

Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias! O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês. À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida. Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos veriam a história condensada da Terra — os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal. Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira. Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante. À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restrita ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino. Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço. Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa. Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor. Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar. Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Mas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual.

Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você. Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos.

Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso”.

Fonte: http://www.lerparaver.com (Site sobre deficiência visual)

Texto: Seleções Reader’s Digest – Junho/2002

O menino e o barquinho

Boy With a Toy Boat – Simon Glucklich (1863-1943)

Um menino tinha feito, com muito esforço e capricho, um barquinho a motor. Satisfeito, brincava com ele a beira do rio, quando, de repente, o barquinho impelido pela correnteza, lhe escapou das mãos. Triste, o garoto voltou para casa, sem esperanças de tornar a ver o barco, que tanto trabalho lhe custara. Qual não foi seu espanto ao ver o barquinho, certo dia, na vitrina de uma das lojas da cidade. Entrou e insistiu que o barco era seu, mas o negociante disse que só lho daria mediante o pagamento do preço estipulado. 0 menino voltou ao lar e narrou o incidente ao pai, que lhe forneceu o dinheiro necessário para a compra do barquinho. Rápido, dirigiu-se à loja, onde comprou o barco que, de direito, já lhe pertencia. Ao sair, segurando bem firme em seus braços o precioso objeto, exclamou: “Agora és duas vezes meu: meu porque te fiz, e meu porque te comprei.” Assim também nos pertencemos a Deus: por direito de criação e direito de redenção. Quando as correntezas do pecado nos afastaram das mãos divinas, e nos achávamos debaixo do domínio de Satanás, Cristo nos comprou pelo preço do seu sangue.

#Parábolas

Dream Team

  
Em 1992, Nas Olimpíadas de Barcelona, uma seleção de basquete chamou atenção do mundo. Os escretes que jogavam contra o aquele time, pareciam dar tudo de si, mas aquela equipe parecia estar apenas brincando, tudo parecia tão fácil,” e natural. Eles venceram aquele torneio completamente invictos e ganhando todas as partidas com diferença acima de 30 pontos e então passaram a ser conhecidos como “Dream Team”. 

A escalação do Dream Team era a seguinte: Charles Barkley – Phoenix Suns; Larry Bird – Boston Celtics; Clyde Drexler – Portland Trail Blazers; Patrick Ewing – New York Knicks; Magic Johnson – Los Angeles Lakers; Michael Jordan – Chicago Bulls; Christian Laettner – Minnesota Timberwolves; Karl Malone – Utah Jazz; Chris Mullin – Golden State Warriors; Scottie Pippen – Chicago Bulls; David Robinson – San Antonio Spurs; John Stockton – Utah Jazz. O treinador era o Chuck Daly, do Detroit Pistons.

Por mais incrível que fossem, eles não eram assim, mas se tornaram assim. 
A escolha dos doze apóstolos:

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” Lucas 6:12-16

Que veio a ser traidor. Se tornou.

A pergunta pra nós é: estamos nos tornando o que? Em que? Como? Mais parecidos com Jesus ou com os ícones endiabrados desse mundo? Melhores homens e mulheres para a família, sociedade? Ou estamos apenas em nossa pratica religiosa, até fazendo a obra mas não vendo.a obra dEle em nós?

Jesus tinha muitos seguidores. Naquela noite, Jesus deve ter listado alguns nomes em oração, pois estava escolhendo aqueles que iriam dar continuidade ao seu Ministerio e liderar o povo depois que ele partisse. Não deixariam de ser aprendizes, discípulos mas passariam também a ser chamados de apóstolos que quer dizer: enviados. Tinham as mais variadas características, desde a pessoa rude que era Pedro, o amoroso João, o materialista do Judas, o inquieto e pé-atrás do Tomé. 

É impressionante como a igreja, que deveria ser diversa, tem buscado ser tão igual. Um clube de afinidades. o Dream Team era um time que tinha várias pessoas com habilidades diferentes, com um desenho diferente, dos grandões ao “baixinho” John Stockton, de 1,80m. A igreja não pode ser diferente, precisa de unidade na diversidade, multiformidade, multidisciplinardade. Se quisermos ser um Dream Team, devemos antes entender que somos diferentes uns dos outros, únicos, mas unidos em Cristo. 

Na caminhada com Jesus após ter nos resgatado do atoleiro e das trevas, ele nos leva a uma definição de nossa identidade, propósito e Missão. Para isso acontecer, seu Espírito Santo vem morar em nós conduzindo um processo chamado de regeneração na medida da nossa sujeição a Ele. 

O convite para uma seleção faz dos talentos individuais uma equipe. Há um técnico que guiará um grupo, muitas vezes mudando as individualidades em prol de um objetivo maior. Jesus estava selecionando, entre os discípulos, apóstolos. Esses seriam enviados, forjados, teriam o caráter do próprio Mestre. Interessante que Jesus não foi às multidões para chamar seus apóstolos, mas sim aos que já eram discípulos mostrando que não há como se exercer autoridade e liderança no reino, sem se sujeitar a autoridade e ensino do Mestre.

Na preparação de um time há confrontação e regeneração. Vários confrontos ocorreram naquele time do técnico Jesus. O mais gritante foi o de Judas Iscariotes. Judas foi alguém que não se regenerou mediante a sujeição à liderança e idéias de Jesus. Metia a mão na bolsa ainda que andasse com o Mestre. Andar ao lado de cristãos ou até do lado de Cristo não faz de alguém cristão é preciso tomar o jugo suave. Estar na igreja não transforma ninguém em um cristão da mesma forma que colocar uma bicicleta em uma garagem e espera que ela se transforme em um camaro amarelo. Não é a igreja que vai nos levar a revelar a nossa regeneração mas sim uma entrega em sujeição e amor ao ensino de Jesus e, é bem verdade que essa revelação normalmente ocorre quando saímos da porta da “igreja” pra fora. 

Quem não está em um processo de regeneração está num processo de degeneração. 
Judas, não reconheceu o caráter de Jesus, seus ensinos. Deu lugar ao diabo. Pedro que tinha acabado de revelar, pelo Espírito a todos que Jesus era o Cristo, filho do Deus vivo, também deu lugar ao inimigo e foi repreendido por Jesus. Seu processo era de regeneração. O processo de regeneração admite erros, e Pedro muito errou, negou. O processo de degeneração não admite nem assume os erros pois não passa por arrependimento. Judas não se deixava ser moldado. Várias referências bíblicas explicitam isso. 
Devemos considerar a lista construída por Jesus dia te do Pai em oração como uma lista perfeita e era, talvez não aos nossos olhos mas sim aos olhos do Pai. Interessante que havia Simão, um zelote ativista em prol dos direitos do povo que estava sendo massacrado por Roma, um “revoltado” sentado na mesma mesa com um cobrador de impostos chamado Mateus que ambiência, que time!. Jesus não queria grupos de afinidade, panelinhas, um tipo só de gente. A igreja teima em ser assim. Não devemos ser assim. Cristo não era assim. Precisamos agregar. Precisamos dos diferentes pois por vezes a nossa cura está neles. Quando procuramos os iguais, por vezes estamos nos protegendo dos choques que viriam pelo confronto.”
Precisamos ter convicção de quem somos e do que estamos buscando. Precisamos estar cientes de que estamos num processo de regeneração. Quando Jesus, à mesa, disse que seria traído por um deles, todos perguntaram quem seria, ninguém achava-se traidor apesar de que todos eram, apesar de que todos somos e temos um pouco de “Judas”.

Judas tomou para si a disponível vaga de traidor. Traiu, errou, mas não se deixou ser redimido. Buscou redenção para si através de si. Se enforcou por não aceitar aquele que verdadeiramente poderia lhe redimir. Pedro negou a Cristo, esse certamente mais um de vários erros. Quando foi questionado quanto o seu amor, sua sujeição – “você me ama?”- encontrou sua redenção no arrependimento de coração, diante do Mestre. 

Diariamente somos confrontados hora como Judas, hora como Pedro. Precisamos nos levantar, aceitar a redenção dada por Ele, mergulhar no amor do Pai. Devemos escolher o caminho de regeneração. 

Que Deus abençoe a todos que se confessam necessitados da tua ajuda para regenerar-se. Abençoe também aqueles, que erroneamente, acreditam que o Senhor os abandonou, que os deixou para trás. Transforma Senhor, reconcilia, toca. 

Culto do Aprisco

Alex Cosmo, 24 de março de 2013

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