Teimosia “…mas por dentro estou sentado!”

““Agora, Israel, o que o Senhor, seu Deus, requer de você? Somente que você tema o Senhor, seu Deus, que viva de maneira agradável a ele e que ame e sirva ao Senhor, seu Deus, de todo o coração e de toda a alma. Portanto, submetam-se a ele de coração e deixem de ser teimosos.”
‭‭Deuteronômio‬ ‭10:12, 16‬ ‭NVT‬‬

A teimosia é combatida quando além da obediência externa e aparente , deixamos a palavra do Senhor corrigir nosso interior.

Lembro a história de um menino que insistia em ficar sentado na hora do louvor na igreja e seus pais instavam com ele para que ficasse de pé. Em um dado momento, quando se viu ameaçado de ser disciplinado no banheiro da igreja, ele se levantou mas falou pros pais: – Eu fico de pé, mas por dentro estou sentado.

Quantas vezes é exatamente esse nosso retrato na caminhada com o Senhor. Creio esse trecho de Deuteronômio acima destacado, revela a necessidade de obedecermos de todo o coração e alma ou seja de que nosso interior seja transformado e aprendamos a nos alegrar e ter prazer na obediência ao Pai. Afinal Ele, o Pai vê, além do que é aparente, o coração.

Lembro-me de uma vez ter sido questionado se primeiro deveria ter o prazer em obedecer pra depois obedecer e se Deus aceitaria uma obediência com um coração chateado. A resposta é:

Sim! É na simples decisão de fé e confiança em quem nos deu a ordem que precisamos seguir, mesmo quando nossas emoções e até nossa mente ainda não encontrou harmonia com o coração e pensamentos do Pai.

“embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” Hebreus 5:8

Obediência precisa ser aprendida! Ajuda-nos, Pai!!

Pais que idolatram filhos

Sobre pais que idolatram filhos e dos que tem preferência entre filhos.

Gênesis 37:3-4
Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez- lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram- no e já não lhe podiam falar pacificamente.

Muitas vezes por conta do filho nascer na idade avançada dos pais, ou ser gerado milagrosamente em situações de grande impossibilidade, pode fazer com que aquele filho passe a ser idolatrado, superprotegido ou preferido ente os demais filhos ou entes familiares.

Pais que agem assim, estão:

1- Ferindo o coração de Deus pois qualquer coisa ou pessoa que ocupa esse lugar de devoção reservado para Deus se torna ídolo (veja o caso de Abraao com Isaque Gn 22.1-19);

2 – Destroem a si mesmos pois alimenta um tipo de obsessão destrutiva que impede o culto legítimo a Deus e ao ser confrontada no futuro provocará um choque já que a criança não conseguirá prover o que está sendo demandado dos pais;

3 – Destrói o caráter da criança idolatrada fazendo-a se sentir centro do universo enchendo de preferências, dengos, presentes e mordomias, tornando-a incapaz de lidar com o mundo, com os relacionamentos futuros e podendo cair na arrogância e soberba cheia de vontades.

4 – Provoca a ira dos demais irmãos por desrespeitar a ordem e gera revoltas, desequilíbrio familiar, divórcios e falta de paz em casa.

5 – Esse caráter deformado é despejado dentro da sociedade e acaba influenciando no jeito como o interesse comum é tratado por esse indivíduo.

Deus tenha misericórdia de nós e nos dê sabedoria para agirmos com equilíbrio, igualdade e para que, como Ana e Elcana (1Sm 1), criemos nossos filhos para Deus e não para nós!

#oficinadafamília #Aprisco #oficinadefamíliaaprisco

Dez ideias para aproveitar o tempo ao máximo com a família

1. Declare guerra a televisão e a internet

Pesquisas atuais mostram que uma pessoa comum passa cinco horas por dia na frente da televisão ou de outro meio eletrônico. Isso equivale a 24 horas sem parar durante 2 meses seguidos todos os anos e esse tempo costuma ser desperdiçado e não é interativo. Pense em tirar a pilha de seu controle remoto. Essa decisão pode transformar famílias inteiras.

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2. Sequestre seus filhos.

Apareça sem avisar e leve-os para almoçar em algum lugar. Fale com seu chefe e saia para almoçar com eles duas vezes por ano. Um dia de pesca com o pai ou de compras com a mãe enquanto todos ainda esna escola é excelente para os filhos. Não gostaria que seus pais tivessem feito algo assim por você?

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3. Faça as malas e abandone a cidade.

As familias que acampam juntas, ainda que seja urna vez por ano, costumam criar laços profundos. Isso os obriga a trabalharem juntos para resolver problemas e gera histórias divertidissimas que prometem risos duradouros. Compre uma barraca (tenda) e dirijarn-se a urn camping clube. Aprender como armar a barraca é metade da diversão.

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4. Estabeleça hábitos radicais de interação.

Leia Deuteronômio 6:7 e observe as quatro atividades que estão na rotina de todos. Capture essas oportunidades de conversa todos os dias com os seus filhos. Abraços pela manhã, risos no café da manhã, atualizações no carro, histórias antes de dormir e orações ao colocá-los na cama todas essas coisas totalizam muitos anos de momentos sem repreensões.

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5. Tenha encontros com seus filhos.

A comida, com certeza, é uma maneira para levar o companheirismo para o proximo nivel. Então, leve seus filhos para tomar café da manha, almoçar ou jantar fora de casa. Além disso, estabeleça como prioridade familiar que todos parem o que estão fazendo a noite e jantem juntos. Usem esse tempo para servir um ao outro, fazer perguntas, compartilhar histórias e saber o que todos estão fazendo.

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6. Convide seus ajudantes para seguirem seus passos.

Inclua seus filhos em tudo o que fizer. Deixe que as tarefas do lar ou os compromissos fora de casa incluam os pequenos ajudantes que podem ganhar doces ou sorvete no caminho de casa. Não ha necessidade de deixa-los para tras.

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7. Não trabalhe aos domingos.

Deus ordena que as familias tirem um dia de folga para adorar e descansar todas as semanas. Deixe que o domingo seja um dia de férias de seu trabalho e rotina normais. Que nesse dia especial, a igreja, um cochilo a tarde e algum tempo concentrado em familia recarregue o seu lar para a semana.

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8. Inicie devocionais familiares.

Desligar os aparelhos eletrônicos algumas noite na semana e levar todos ao sofá para meia hora de conversa enriquecedora, oração e leitura da Palavra é uma maneira simples de guiar sua familia espiritualmente e convidar Deus para a interação entre vocês. Não precisa de preparação. Simplesmente orem, leiam um capitulo da Bíblia e desfrutem da conversa.

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9. Coloque o seu cartão de credito no congelador.

Os pais que lutam com dívida de cartão de crédito, muitas vezes, terminam sacrificando o tempo com suas famílias para trabalhar as horas necessárias para cumprir os pagamentos. Se você não pode financiar algo sem se endividar, pergunte-se se vale a pena de verdade pagar o preço. Faça todo o esforco para viver com menos. Você esta protegendo seus filhos por esperar e pagar com dinheiro.

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10. Pare de impressionar seus amigos.

As pessoas, geralmente, desperdiçam grandes quantidades de tempo em esforço para impressionar os outros. As crianças não precisam tocar quatro instrumentos e jogar seis esportes para que possa se vangloriar com eles. Escolha urna ou duas áreas de interesse e divida-as durante a semana, para que não terminem consumindo seus filhos. Para que serve ganhar prêmios no trabalho se fracassa no seu lar? Esteja disposto a deixar que outro receba o troféu de plástico esse ano, para que você possa voltar para casa mais cedo.

Fonte: @filhosdesafioseministerio

O que filhas precisam de seus pais?

por Dr James Dobson

Há um lugar na alma feminina reservado para o papai, ou uma figura de papai, que sempre anseia por afirmação. Nem toda garota ou mulher é a mesma, é claro, mas quase toda garota deseja um vínculo íntimo com esse homem mais importante de sua vida. Ela vai adorá-lo se ele a ama e protege e se ela encontrar segurança e calor em seus braços. Ela se sentirá assim por toda a vida, a menos que ele a decepcione ou até que uma delas morra. Ela tenderá a ver todos os homens através das lentes desse relacionamento. Se ele a rejeitar e a ignorar, ou pior, se ele a abusa e a abandona, o anseio dentro dela torna-se mais intenso, embora muitas vezes seja manchada de ressentimento e raiva.

Deixe-me esclarecer outra coisa, embora alguns de vocês não gostem do que estou prestes a escrever: as mães não podem preencher esse espaço vazio em particular. Elas podem e devem satisfazer necessidades similares de amor e adoração, e de fato ocupam seu próprio espaço no coração de uma filha. Uma menina sem o amor de uma mãe é, de fato, um triste espetáculo, e eu não minimizaria o papel materno em nenhuma consideração. Mas as mães não podem ser pais e os pais não podem ser mães. É por isso que a atual defesa em nome do casamento de pessoas do mesmo sexo e da adoção homossexual contradiz o que é melhor para as crianças.

Algumas garotas se esforçam para conseguir um relacionamento próximo com seus pais. Lembro-me de um motorista que me contou sobre fazer o Uber de um adolescente para a casa de sua namorada de treze anos. Quando eles chegaram, uma linda pequena adolescente saiu de casa vestida como uma prostituta. Ela estava usando meias arrastão e um vestido transparente que revelava quase tudo, inclusive calcinha e sutiã. Seu pai estava em pé no jardim da frente quando ela passou por ele. Ele olhou para cima e disse: “curta bastante.”

Depois que a garota entrou no carro, ela explicou em lágrimas que estava usando o vestido sexy porque queria ver se seu pai se importava o suficiente para impedi-la. Ele não fez isso. Foi apenas um teste de seu amor e preocupação. Ele falhou. Quando chegaram ao seu destino, ela entrou no banheiro feminino e trocou de roupa.

Deixe-me elaborar sobre uma questão fundamental: por que as meninas e as mulheres têm necessidades tão intensas de afirmação de seus pais, e por que a mágoa causada pelo abandono ou rejeição muitas vezes reverberam por toda a vida? Como você deve se lembrar, a principal razão para essa dor interior é que o senso de autovalor e confiança de uma filha está diretamente ligado ao relacionamento dela com o pai. O que ele pensa sobre ela e como ele expressa sua afeição é uma fonte central de seu valor percebido como ser humano. Também afeta sua feminilidade e ensina como se relacionar com meninos e homens. Dado esse papel vital no desenvolvimento das meninas, é uma tragédia que 34% desses preciosos bebês nascem em lares sem um pai presente. Eles são privados de apoio paterno e influência desde o momento do nascimento!

Conselheiro e autor H. Norman Wright aborda esta questão do senso de identidade de uma mulher em seu excelente livro Always Daddy’s Girl. Contém a seguinte observação convincente, escrita diretamente para o leitor feminino:

“Seu relacionamento com seu pai foi sua interação inicial crítica com o gênero masculino. Ele foi o primeiro homem cuja atenção você queria ganhar. Ele foi o primeiro homem com quem você flertou, o primeiro homem a acariciá-lo e beijá-lo, o primeiro homem a te valorizar como uma garota muito especial entre todas as outras garotas. Todas essas experiências com seu pai foram vitais para nutrir o elemento que o torna diferente dele e de todos os outros homens: sua feminilidade. A atenção fulminante de um pai para sua filha a prepara para seu papel exclusivamente feminino como namorada, noiva e esposa.

Se havia algo faltando em seu relacionamento com seu pai quando você era criança, o desenvolvimento de sua feminilidade foi o que mais sofreu. Por quê? Como uma menina, você por natureza expressou todos os traços de brotamento do gênero feminino. Se seu pai estava emocional ou fisicamente ausente, ou foi duro, rejeitando ou irritado com você, você automaticamente e subconscientemente anexou sua desaprovação à sua feminilidade. Você não tinha a capacidade intelectual de entender sua rejeição, nem tinha a estrutura defensiva interna para se isolar contra ela. Você simplesmente e ingenuamente argumentou: “Eu quero que o papai goste de mim; papai não gosta de mim do jeito que eu sou; eu vou mudar o jeito que eu sou, então papai vai gostar de mim.”

Quando um pai não valoriza ou responde à feminilidade de sua filha, ela é prejudicada em seu desenvolvimento. Quando uma filha tem pouca experiência em curtir o pai quando criança, ela está incompleta. Ela é deixada para descobrir sua feminilidade por si mesma, muitas vezes com resultados trágicos em seus relacionamentos com os homens.”

A análise perspicaz de Wright explica por que algumas mulheres jovens são tão emotivas sobre a rejeição que sentiram de seus pais. Ela nos diz por que a observação negativa mais casual feita por um pai anos atrás ainda ecoa no coração de sua filha. Também deveria dizer algo profundo aos pais de hoje sobre suas próprias garotinhas vulneráveis.

Por favor, entenda que não é meu propósito intimidar os homens ou depreciar seus esforços para atender às necessidades de seus filhos. A maioria deles está profundamente comprometida com suas famílias e quer ser bons pais. No entanto, o ritmo de vida e as pressões do trabalho tornam difícil lembrar o que realmente importa no grande esquema das coisas. O ex-Beatle John Lennon escreveu esta letra em uma de suas últimas canções: “A vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo outros planos”. Quão pouco ele sabia. Lennon teve apenas alguns dias para viver.

Do livro do Dr. Dobson, Bringing Up Girls publicado originalmente aqui.

Eduque seus filhos em casa

Investimento barato na educação de seus filhos:

1. Fale com seus filhos, mesmo quando ainda são bebezinhos. Observe que eles se concentram nos movimentos dos lábios. Este é o momento que descobrem que os sons que fazemos com a boca são intencionais.

2. Leia, leia e leia para eles assim que começarem a entender palavras e expressões mais claramente. Explique palavras ou expressões se possível.

3. Na fase causal, em que querem saber a causa dos fenômenos que os cercam (fase dos porquês), explique. Não deixe estímulos visuais, sonoros ou simbólicos passarem despercebidos. Explique o sentido das coisas. Chamamos isso de “mediação de significado”.

4. Reduza a exposição à mídia, controle rigorosamente o tempo de TV. Tablets e celulares são viciantes, tome cuidado com esse falso conforto da distração eletrônica. O bom é o uso mediado ou acompanhado por um adulto. O tédio é bom, estimula a criatividade e o improviso nas brincadeiras.

5. Introduza noções de proporcionalidade (Qual tem mais? Qual tem menos?), comportamento somatório e comparativo (brinque de agrupar objetos por cores, formas, textura etc).

6. Quebra-cabeças são ótimos para trabalhar capacidade analítica (identificar ou compreender o ‘todo’ pelas ‘partes’), além de estimular a atenção focada, e evitar o desfoque típico de uma cultura carregada de estímulos difusos.

7. Para o desenvolvimento moral e comportamental, mantenha-se firme na arte do “não”. Não tenha dó, seja firme. A frustração e o choro decorrente dele é fundamental para o desenvolvimento moral e afetivo. Privar crianças do desconforto e de certa frustração é criar seres com baixa resistência em idade adulta.

8. Crie um ambiente educacionalmente estimulante. Espalhe livros pela casa. Cultive boa apreciação estética, escute boa música: vá de música clássica, jazz, blues, rock, samba de raiz e bossa. Não se preocupe com a música pop, ele a conhecerá na escola e nos ambientes fora de casa. Mas, se você não oferecer boa música em casa, lá fora ninguém oferecerá.

9. Quanto mais estudo sobre homeschooling, mais me convenço de que a prática, se bem feita, tem impactos educacionais incríveis. Mesmo que seu filho esteja matriculado em alguma escola, alguns dos princípios da educação doméstica podem ser ótimos complementos à educação escolar.

10. Se você sabe alguma língua estrangeira, fale com seu filho também nesta língua. Ensine algumas palavras. Mostre no mapa onde aquele idioma é falado. Faça isso de maneira natural, espontânea e divertida. Eles curtem!

11. Use o GoogleMaps para ensinar geografia, noções de orientação espacial, dimensionalidade geográfica, a diferença entre rua, bairro, cidade, estado, região, continente etc. Comece localizando lugares familiares (nossa casa, a casa da vovó, a escola etc.)

12. Se você seguir alguns desses princípios. Você não terá que se preocupar em pagar uma escola tão cara. Mesmo que seu filho esteja em uma escola pública, ele terá um aproveitamento cognitivo excelente. Sem mencionar, que dependendo do desempenho dele, há amplas chances de ganhar bolsas, muitas escolas privadas fazem isso.

Fonte: Igor Miguel

Você está criando um filho materialista?

Até boa parte dos anos 60, os pais eram os únicos provedores. Às mães cabiam cuidar da casa e educar os filhos. As mulheres que se casaram e tiveram filhos após a revolução sexual, ocorrida em 68, passaram a dividir com os maridos a responsabilidade pelo sustento e a criação dos filhos.

Se pais e mães trabalham fora, como ficam os filhos?

As instituições educacionais para crianças de 0 a 6 anos surgiram no Brasil em 1870. Elas seguiam os padrões europeus. Crianças de 0 a 2 anos ficavam nas creches ou asilos da primeira infância. As escolas primárias ou salas de asilo para a segunda infância eram destinadas às crianças de 3 a 6 anos. Anos mais tarde, as escolas primárias ganharam outro nome, escolas maternais.

As creches foram instituídas como medida para evitar o abandono de crianças pobres. Nas escolas maternais, meninas eram educadas para serem mães ou professoras. A boneca era um brinquedo educativo, pois, com ela as meninas podiam “treinar” os cuidados com uma criança.

Felizmente o papel das creches e pré-escolas mudou. Com brincadeiras lúdicas, as crianças aprendem noções de matemática, português e a importância de viver em grupos.

Instituições educacionais infantis funcionam em período integral, das 7 da manhã às 7 da noite. Meninos e meninas que ficam o dia todo na escola, têm mais contato com professores, demais funcionários e colegas. Os pais passam a ser estranhos. As conversas limitam-se ao “bom dia”, “tchau”, “oi”, “vamos para casa”. Não há quem não sinta culpa por ter pouco tempo com os filhos. Porém, casa, comida, saúde, água, luz, telefone custam caro. É um círculo vicioso, os pais trabalham para dar um bom padrão de vida aos filhos, mas, não acompanham a rotina deles.

Esta culpa dá origem a um comportamento perigoso. Para suprir a ausência, os pais dão presentes aos filhos. Tais recursos também são usados no intuito de reforçar o amor e demonstrar apreço. Funciona assim, a criança tira boas notas? Tem bom comportamento? Cria confusões? Está triste porque o colega de escola não convidou para a festa? Não importa qual o motivo, os pais investem em brinquedos coloridos e tecnológicos no intuito de recompensar ou punir. Mal sabem que as cores e os sons, além de não preencherem lacunas, fazem estragos ainda maiores.

O materialismo, percepção que leva o indivíduo a sentir prazer no consumo e acúmulo de objetos, começa na infância. Ao perceber que seu bom desempenho escolar, comportamento exemplar e tristeza são compensados com presentes, a criança associa conforto e prazer aos bens materiais. A dedicação e o bom comportamento viram oportunidades para obter vantagens. A tristeza também ganha outro significado. Ela entende que presentes são excelentes remédios para tristeza.

Pais gastam fortunas para agradar os filhos

Pesquisa conduzida pela Green’s, marca inglesa de bolos, revela que os britânicos gastam anualmente duas mil libras com presentes para seus filhos. A quantia equivale a R$ 5,6 mil reais.

A discussão sobre o materialismo infantil não é de hoje. A educadora e médica italiana Maria Montessori, já na década de 40 apontava os malefícios deste comportamento influenciado pelos adultos. Montessori afirmava que “a maior recompensa que a criança tem é o próprio êxito”. O assunto rendeu várias pesquisas. As universidades de Missouri e de Illinois, ambas nos Estados Unidos entrevistaram 700 adultos. A pergunta foi “qual tipo de recompensa e punição você recebeu na infância?”, a maioria respondeu que recebiam presentes como recompensas, provas de amor e como castigo.

As crianças materialistas são mais imediatistas, ansiosas e irritadiças. Exigem ser recompensadas imediatamente. Quando isso não acontece ficam à beira de um ataque de nervos. Choram, berram, esperneiam até conseguirem o que desejam. Encher os filhos de presentes é duplamente perigoso. Além de associar bens materiais e bem-estar, crianças aprendem que vale tudo para conquistar seus direitos, até mesmo chantagens emocionais.

Criança não pode receber presentes ou serem punidas?

É importante salientar que não é errado presentear as crianças. Dar um brinquedo no aniversário, Dia das Crianças ou Natal é permitido. A punição é válida para ensinar quais são as condutas corretas. Neste caso, a melhor coisa é fazer os pequenos se colocarem no lugar de quem foi prejudicado pela má ação. Este exercício desperta empatia, sentimento que diferencia altruístas e egoístas.

Segundo Gabriela Yamaguchi, membro do Instituto Akatu, ONG que estimula o consumo consciente, o caminho é ensinar a valorizar o que se tem. Yamaguchi frisa que a melhor forma de recompensar o bom comportamento é com afeto. Abraços, palavras carinhosas devem ser os estímulos para as crianças continuarem a ter bom comportamento e dedicação aos estudos.

Mesada: estímulo ao materialismo?

Antes de pensar em dar mesada, os pais precisam conversar com seus filhos sobre dinheiro. Celina Macedo, doutora em Linguística e pós-doutorada em Psicologia Cognitiva pela Université Libre de Bruxelas, explica que a família deve transmitir os primeiros conhecimentos sobre finanças. As crianças precisam ver o esforço que os pais fazem para manter a casa em ordem. Isso dispara a percepção de que dinheiro não nasce em árvores. Elas também aprenderão que o dinheiro precisa ser bem administrado para render.

A melhor maneira para introduzir o assunto é falar sobre as despesas mensais. Explique que se conseguirem economizar sobra dinheiro para ir ao cinema, comprar uma televisão mais moderna e viajar. O segredo é mostrar que poupar traz benefícios para a família toda.

A mesada deve fazer parte da educação financeira.

A melhor idade para começar é a partir dos 7 anos. Explique ao seu filho que você recebe um salário e que ele precisa durar o mês inteiro. A criança precisa entender que a mesada é para custear despesas durante 30 dias. Só para reforçar, não use a mesada para recompensar bom rendimento escolar.

– Dicas sobre educação financeira infantil

Existem dois comportamentos atrelados à infância marcada por dificuldades financeiras. Gastar descontroladamente para compensar as privações ou não gastar nada no intuito de não passar por novas dificuldades financeiras.

Pensando nisso, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi escreveram o livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância a velhice”. Os autores colheram depoimentos vitoriosos e fracassados sobre a missão. Marília relata que muitos pais, na tentativa de afastar os filhos do materialismo, associam o dinheiro a coisas ruins. De acordo com ela, há quem diga que Deus prefere os pobres.

Para ajudar nesta difícil questão que é a educação financeira infantil, os autores elaboraram algumas dicas:

• Faça a criança ter contato com dinheiro. Explique que as cédulas e moedas precisam ser bem conservadas, pois, a reposição custa muito caro.

• Mostre que todas as cédulas e moedas têm valor, mesmo uma nota de R$2 ou uma moeda de R$0,05.

• Peça que avós, tios, madrinha e padrinho que deem presentes apenas no aniversário, Dia das Crianças e Natal. Solicite também que não deem dinheiro.

• Convide seu filho a ajudar na elaboração da lista de compras do supermercado.

• Peça que ela vá ao supermercado. Esta atividade é uma oportunidade para explicar o conceito de caro e barato.

• Ensinar que a vida é feita de escolhas. Quando a criança quer dois brinquedos, peça que ela escolha.

• Explique as diferenças entre querer e precisar. Necessidades básicas, comidas, roupas, educação e  saúde pertencem ao grupo precisar. Presentes fora de hora, estão na categoria querer, ou seja, podem esperar.

Cofrinhos

Falamos como é importante mostrar os benefícios da economia. Crianças só aprendem mediante exemplos. Dê quatro cofrinhos ao seu filho. Cada um é voltado para objetivos distintos. Coloque adesivos com as palavras curto, médio, longo prazo e doação. Cinema é objetivo de curto prazo. Brinquedo, médio prazo. Viagem, longo prazo. O cofrinho destinado a doação é para juntar dinheiro e doar às instituições de caridade. Sugira um orfanato e explique que muitas crianças não tiveram a mesma sorte que ele.

Talvez, os pais não gastem uma fortuna para compensar a ausência. Muitas vezes, as pessoas têm filhos sem estarem psicologicamente preparadas. Elas se desesperam quando perdem o controle da situação. Pais que não identificam o choro do bebê veem na chupeta a resposta para os anseios da criança. Quando o filho cresce dão presentes, preferencialmente caros.

Se não pode ficar muito tempo com seu filho, invista na qualidade. Diga a felicidade que sentiu ao saber que ele estava a caminho. Conte sobre a emoção do nascimento. A criança precisa saber que é amada pelos pais. Crie brincadeiras, conte histórias, faça um banquete com os pratos favoritos dela.

Convidar seu filho a fazer uma limpeza no armário também estreita os laços. A atividade fará a criança ver o que ela realmente usa. Incentive a criança a doar roupas, sapatos e brinquedos não são mais utilizados, desde que estejam em bom estado, é claro! Outra ideia legal é fazer um brechó para a criança arrecadar dinheiro e depositar no cofrinho. Quanto mais cedo as crianças aprenderem o significado do “é dando que se recebe”, frase da Oração da Paz atribuída a São Francisco de Assis, mais conscientes elas serão sobre o papel dos bens materiais.

Recapitulando comportamentos que contribuem ao materialismo infantil:

• Dar presentes para recompensar boas notas e bom comportamento.

• Dar presentes como prova de amor.

• Impedir o acesso a bens materiais para castigar.

E, se você não quer criar filhos materialistas, invista em algumas coisas simples:

1 Ficar mais tempo com os filhos.

2 Dar bons exemplos.

3 Presentes apenas em datas comemorativas.

4 Tente substituir vídeo games, tablets e celulares por passeios em parques.

5 Brincadeiras que promovem interação.

6 Controle o que a criança vê na televisão.

7 Cuidado com as mensagens de texto.

8 Dia sem televisão, computador e games.

Limitar a exposição à TV? Controlar mensagens de texto?

Adultos sentem-se infelizes ao ler posts em redes sociais. O efeito das propagandas na TV e na internet nas crianças é o mesmo. Ao ver garotos e garotas propaganda felizes com seus brinquedos, roupas e sapatos de grife, quem não tem acesso a tudo isso fica triste. Outro motivo para não deixar as crianças tão expostas à televisão é incentivar a interação com outras crianças, evitar o consumo de refrigerantes, salgadinhos e a obesidade.

Se o seu filho tem celular e usa aplicativos de texto, cuidado com as mensagens. Colegas podem usar este meio para se vangloriar dos presentes. Quando visualizar mensagens com este teor e notar que a criança está estranha, converse com ela. Você precisa mostrar que bens materiais não são as coisas mais importantes do mundo.

A pesquisadora holandesa Suzanna J. Opree ressalta que “o materialismo infantil diminui a satisfação com a vida na fase adulta”. Os presentes que a criança ganha hoje por tirar boas notas e se comportar bem aumentam o vazio.

Estudo realizado na Austrália para o Queen Elizabeth Medical Centre constatou que crianças materialistas são mais propensas à depressão. A pediatra Helen Street liderou uma pesquisa com 402 crianças australianas, entre 9 e 12 anos. Elas revelaram que bom relacionamento com família e amigos, além de sentir-se bem com elas mesmas são elementos importantes para a felicidade. Entretanto, aproximadamente 12% afirmaram que ter muito dinheiro é fundamental. Street e sua equipe identificaram 16 crianças com sintomas depressivos. As crianças com risco de ter depressão na fase adulta eram 112.

Dinheiro compra joias, roupas e sapatos de grife, carros e imóveis. Caráter, amizade e amor não estão à venda. O que realmente importa é conquistado. Usar bens materiais para preencher um coração vazio é perda de tempo. A princípio, o luxo, a badalação e o poder movimentam a vida, mas, ao colocar a cabeça no travesseiro a solidão retorna.

Falta pouco para o Natal. Infelizmente, a celebração virou sinônimo de consumismo e comilança. Senhores pais, por favor, sigam essa lista:

• Não compre presentes, esteja presente.

• Enviar presentes? Respeito, afeto, carinho, zelo.

• Embrulhar presentes? Não, embrulhe alguém em um abraço.

• Montar árvore de Natal? Sim, mas, monte corações partidos.

• Fazer toneladas de comida? Não, faça um pouco a mais e doe.

• Pode ver as decorações de Natal espalhadas pela cidade. Mas, seja a luz para seu filho

Para resumir tudo isso: amor não se compra!

Fonte: eusemfronteiras.com.br

Encurtando a distância

Como filhos de Deus aceitamos a palavra de Deus e a sua autoridade sobre nossas vidas. Isso não quer dizer que a velha criatura com seu espírito de rebelde não continue gritando dentro de nós querendo nos puxar ao inferno da rebelião onde o “si mesmo” é o centro.

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 5:39

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Ele nos amou, nos criou, sabe o que é melhor pra nós e nos deixou sua palavra e seus mandamentos arraigados no amor. Não são apenas dicas mas sim mandamentos a serem assumidos e obedecidos por seus filhos. Ele não os imporá por força ou violência porém naturalmente, como toda a vida está conectada nEle, existem frutos bons a serem colhidos da obediência à sua vontade e uma colheita ruim para os desobedientes.

1 João 2:3-4

Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Zacarias 4:6

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos de anjos.

Eis o conflito eminente!

Os caminhos desse mundo provém inteiramente da vontade carnal e desobediente de homens que, ao se rebelar contra todo e qualquer princípio de autoridade, vivem escravos de seus próprios desejos e vontades. Passo-a-passo vão legitimando a iniquidade e reconstruindo a torre de Babel.

Enquanto isso, o Senhor de toda a terra continua sendo quem é: perfeito em sua glória e caráter, amoroso e paciente para conduzir cada um ao arrependimento e à reconciliação até que o juízo venha e traga à tona o que é justo e reto diante do qual, se não fosse a misericórdia pelo sangue de Jesus, estaríamos todos condenados.

Deus se revela pela ordem das coisas criadas, pelos profetas e suas sagradas escrituras e finalmente em Jesus. Ao observarmos isso, vemos como o Senhor está totalmente contra o modo de que homens lidam de forma dominadora e repressora das mulheres bem como está contra também à iniciativa cultural de negar toda ordem e princípios de autoridade na família , na igreja e na sociedade.

Não é necessário ser um observador muito apurado para ver como esse mundo está de fato indo atrás de algo que considera valioso porém, que se opõe claramente à vontade de Deus expressa nas escrituras e encarnadas em Jesus. A aproximação e devoção pela cultura humana nos distanciará do conhecimento e entendimento da vontade de Deus até o ponto em que cinicamente defendamos nossa vontade como sendo a de Deus, sendo nós mesmos o nosso próprio deus.

Isaías 55:7-9

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Que o Nosso Pai nos ajude, nos purifique e por sua graça encurte a distância entre Seus caminhos e os nossos , entre sus pensamentos e os nossos.

#oficinadefamíliaAprisco

#PastoraisAPRISCO

#JesusSuficiente

“As escolas preparam alunos para os hospitais psiquiátricos”

Por Augusto CuryMédico relaciona o excesso de informação, a pressão por rendimento escolar e a pouca atenção para o lado emocional das crianças aos casos de suicídio ligados ao jogo Baleia Azul


O psiquiatra e escritor Augusto Cury lança nesta sexta-feira (19) uma campanha de combate ao jogo Baleia Azul. A ideia é promover nas redes sociais o debate entre jovens e também com os pais. Cury é crítico ao atual sistema de ensino e acredita que a pressão escolar, o excesso de informação e atividades está prejudicando as crianças e jovens.

Para ele, as crianças se tornaram escravas da informação e não têm mais tempo para viver a infância. Ainda que os pais, “desesperados”, assumam seus erros, ele acredita que é nas escolas que estão as grandes falhas. Ao focar unicamente no pensamento lógico, as instituições de ensino deixam de lado o controle emocional.

Foi justamente sobre gestão da emoção que Cury veio falar em Curitiba, no último dia 17, no Teatro Positivo. Em entrevista exclusiva ao Viver Bem, o psiquiatra colocou em xeque o uso da internet, que, segundo ele, está criando vícios e doenças, como a síndrome do Pensamento Acelerado, e afeta cerca de 80% de pessoas no mundo.

Como melhorar a inteligência emocional?

A inteligência emocional não está inserida no código genético, ela é aprendida. Só que nós estamos falando de uma outra inteligência agora, que é a inteligência da gestão da emoção. Inteligência emocional é como se fosse uma montanha, a gestão da emoção é você implodir essa montanha, pegar os blocos, usar argamassa, pisos, azulejos e construir os vários edifícios. E quais são os edifícios?Aprender a pensar antes de reagir, trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, proteger a emoção, gerenciar a ansiedade, se reinventar no caos, desenvolver resiliência, trabalhar perdas e frustrações, ser generoso, ser altruísta e não ser autopunitivo.

E como a internet tem influenciado na gestão das emoções?

A internet trouxe acessibilidade, expansão da produtividade, democratização das informações, mas trouxe também efeitos colaterais gravíssimos. Um deles é a intoxicação digital. Celulares podem viciar como drogas estimulantes, apresentando sintomas da síndrome de abstinência como a cocaína. Por exemplo, quando você retira por um ou dois dias o celular de um jovem que usa o aparelho por 3 ou 4 horas diariamente, ele vai ter síndrome de abstinência. Os sintomas são irritabilidade, baixa limiar para frustração, um tédio intenso, dificuldade de lidar com perdas e frustrações, transtorno do sono e, às vezes, humor depressivo. São as características básicas de uma síndrome de abstinência. E outra consequência importante: a geração minuto. Ou seja, tudo para eles têm que ser rápido e pronto. Essa geração aumentou os níveis de ansiedade numa velocidade nunca antes vista.

Como se caracteriza essa ansiedade?

É uma ansiedade que eu tive o privilégio de descobrir e a infelicidade de saber que grande parte da população é acometida por ela. Chama síndrome do Pensamento Acelerado. Pensar é bom. Pensar com consciência crítica é ótimo. Pensar demais e sem gerenciamento é uma bomba contra a saúde emocional.

Quais os sintomas dessa síndrome?

Os sintomas são acordar cansado, dor de cabeça, dores musculares, sofrimento por antecipação, dificuldade de proteger a emoção nos focos de tensão, dificuldade de conviver com pessoas lentas, transtorno do sono e déficit de memória. Se tiver dois ou três sintomas, já caracteriza a síndrome do pensamento acelerado. Essas pessoas precisam reciclar sua forma de vida, senão serão futuros pacientes de psiquiatras, médicos psicossomáticos ou de clínicos gerais.

A internet é a grande causadora de tudo isso?

A causa é, em primeiro lugar, o excesso de informação. Uma criança de 7 anos de idade tem mais informações do que um imperador romano, uma de 8 a 9 anos tem mais informações que Sócrates, Platão e Aristóteles. Em segundo lugar, o excesso de atividade. Infelizmente nós estamos assistindo a um trabalho infantil escravo intelectual. Crianças que têm tempo para tudo, mas não têm tempo para ter infância. Têm mil atividades, mas não conseguem lidar com o tédio e a ansiedade inerente à psique humana.

E qual o papel da educação, dos pais e professores, diante disso?

Antigamente, os pais nunca assumiam que erraram na educação. Agora, como digo no livro que estou lançando (“20 Regras de Ouro para Educar Filhos e Alunos” Ed. Academia de Inteligência), os pais estão tão desesperados que já assumiram que falharam. E as regras de ouro precisam ser trabalhadas na educação, caso contrário, vamos continuar no erro. As escolas preparam os alunos para os hospitais psiquiátricos. Essa educação cartesiana que bombardeia o córtex cerebral com milhões de dados está doente.

Fonte: Gazeta do Povo

Família, igreja e bebês

Esse post tem como objetivo apresentar algumas respostas objetivas a questionamentos de pais, amigos e familiares com relação ao papel da igreja quando um bebê nasce e uma breve orientação pastoral aos pais cristãos (protestantes ou evangélicos comonpreferir chamar). Deixamos claro que essas são posturas que tomamos aqui no Aprisco, mais particularmente em nossa igreja Sede em Feira de Santana, Bahia e que podem haver outras condutas diferentes de outras igrejas e denominaçoes que não necessariamente impliquem em pecado mas que podem ser uma falha de interpretação bíblica que traga derivações errôneas sobre a compreensão do evangelho de Cristo.

Devemos batizar os bebês?

A Bíblia não diz nada sobre o batismo de bebês. Não há nenhum lugar na Bíblia que diz que um bebê foi batizado. As pessoas que foram batizadas na Bíblia sabiam o que estavam fazendo e tomaram essa decisão de forma consciente. Ninguém foi batizado sem seu consentimento.

O batismo salva?

Não, o batismo em si não salva. Só a fé em Jesus pode salvar (Romanos 10:9-10). O batismo é simbólico, representando nossa morte para o pecado e ressurreição para a vida eterna, pelo sacrifício de Jesus.

Se uma pessoa se converte e morre antes de ser batizada, essa pessoa está salva. Isso aconteceu com o ladrão que morreu ao lado de Jesus. Do mesmo modo, se uma pessoa é batizada mas não aceitou Jesus como seu salvador, não está salva. O batismo não tem sentido sem haver conversão primeiro.

Batizar seu bebê não vai salvá-lo. Deus não vai lançar no inferno quem é muito novo para entender sobre o pecado e a salvação. O Reino dos Céus pertence a quem é como uma criança: humilde e inocente para o mal (Mateus 18:3-4).

A Bíblia não diz nada sobre o batismo de bebês. Não há nenhum lugar na Bíblia que diz que um bebê foi batizado. As pessoas que foram batizadas na Bíblia sabiam o que estavam fazendo e tomaram essa decisão de forma consciente. Ninguém foi batizado sem seu consentimento.

O batismo substitui a circuncisão judaica?

Sim e não. Sim, porque a circuncisão acontecia depois do nascimento e representava a pertença ao povo judeu. O batismo acontece depois do novo nascimento espiritual (conversão) e representa a pertença à família de Deus. Não, porque o novo nascimento acontece com uma decisão pessoal, que um bebê não tem capacidade para fazer.

As famílias batizadas na Bíblia incluíam bebês?

A Bíblia não diz se incluíam bebês ou não. Mas é importante ler o contexto. Todos que foram batizados ouviram sobre Jesus e se converteram primeiro. Veja alguns exemplos: Atos dos Apóstolos 2:40-41; Atos dos Apóstolos 10:44-48; Atos dos Apóstolos 16:32-34

Em alguns casos, até crianças pequenas podem entender a mensagem da salvação e responder sinceramente ao chamado. Mas um bebê pequeno que não entende nem fala não consegue fazer isso. O batismo na Bíblia é sempre para quem entende.

Batizar bebês é pecado?
Não, batizar um bebê não é pecado mas é uma interpretação errada. Deus não vai castigar quem acredita que isso é certo, porque Ele entende os motivos das pessoas. Mas batizar um bebê é perder algum do sentido original do batismo, como símbolo da conversão.

Claro que é bom dedicar a criança a Deus, integrá-la na família da igreja e fazer o compromisso de ensiná-la nos caminhos de Deus. Mas isso não precisa de um batismo. O batismo deveria ser reservado para quando a pessoa já tiver tomado a sua decisão.

Crente pode ter padrinho e madrinha de nascimento?

Não há nada na Bíblia que fala sobre ter padrinho e madrinha, nem a favor nem contra. Cada casal crente pode decidir se seu filho vai ou não vai ter padrinho e madrinha, de acordo com sua consciência (Romanos 14:22). O apadrinhamento de um bebê só não deve estar associado a um batismo.

O apadrinhamento é uma prática da igreja católica e de algumas igrejas protestantes e também usado em religiões de afro-brasileiras. Em todas elas,  o padrinho e a madrinha assumem a responsabilidade de educar a criança nos caminhos daquela determinada religião, em conjunto com os pais.

Vejamos mais sobre isso:

No Catolicismo

Os Padrinhos tem como papel ensinar seu afilhado a trilhar os passos do catolicismo, tanto no Batismo quanto no Crisma. Os deveres dos padrinhos são sérios e nem sempre fáceis, pois devem conduzir seu apaniguado a fé católica – por isso ao ser convidado para crismar alguém, a pessoa deve se sentir preparada e deve estar ciente dos seus deveres junto ao romanismo.

Padrinhos e Madrinhas, são pais e mães espirituais. No batismo eles têm como obrigação auxiliar os pais da criança, na educação católica da mesma. No crisma, o padrinho deve ajudar o crismando a amadurecer para fé romana, o próprio significado de crisma é este, o sacramento da maturidade do católico, é quando a criança se torna adulta perante a dogmática da Igreja Católica.

Nas Religiões afro-brasileiras

Padrinho ou Madrinha, são pais e mães espirituais, também chamados de pai-de-santo ou mãe-de-santo exercem a função de segundo pai ou segunda mãe. São as pessoas que cuidam do desenvolvimento dos médiuns e orientação espiritual. Esse termo é usado na Umbanda e no Xambá.

Devo ser padrinho/madrinha de uma criança que caísse batizada na igreja católica ou em uma religião afro-brasileira?

Como já dissemos antes, estar em Cristo é liberdade e cada um deve responder diante dele sobre suas decisões. O conselho pastoral mediante o que entende por  aparinhamento nessas religiões é que, ainda que por laço familiar até se vá a uma cerimônia, ao cristão não convém apadrinhar crianças. (Romanos 13.12)

Voltando ao assunto…

Se o casal crente decidir ter “padrinho e madrinha” que seriam na verdade como que testemunhas e uma forma de reconhecer o papel de algum amigo na vida de seu filho, deve escolher pessoas que:

São crentes em Jesus – seja em sua presença ou ausência mantenham a orientação da fé em Cristo. Se não crêem em Jesus, não vão ajudar a educar a criança sobre Jesus;

São um bom exemplo – crianças aprendem observando as ações, não apenas ouvindo o ensino;

Vão apoiar os pais – os padrinhos podem ajudar e aconselhar os pais mas devem sempre respeitar a autoridade dos pais no ensino da criança.

Algumas pessoas da Bíblia foram “pais espirituais” – pessoas que levaram outras para Jesus e lhes ensinaram o evangelho, ajudando no seu crescimento. Paulo se considerava “pai” de Timóteo e dos membros da igreja de Corinto (1 Timóteo 1:2; 1 Coríntios 4:14-15). Nesse sentido, Paulo era parecido com um padrinho.

Por outro lado, não há nenhum caso na Bíblia de uma pessoa sendo convidada para apadrinhar uma criança desde seu nascimento. A responsabilidade de educar a criança nos caminhos de Deus recai principalmente sobre os pais (Deuteronômio 6:6-7). Quando a criança não tem pais, a pessoa que cuida da criança tem essa responsabilidade.

Apadrinhamento e batismo
O apadrinhamento surgiu por causa do batismo de bebês. Nas igrejas onde o batismo de bebês é praticado, os padrinhos servem como porta-voz da criança. Como a criança nada entende, os padrinhos renunciam ao pecado e confessam Jesus como seu salvador em seu lugar. Isso não é bíblico.

A Bíblia ensina que aceitar Jesus como salvador é uma decisão pessoal. Ninguém pode confessar Jesus em lugar de outra pessoa. O batismo é para todo aquele que crê, não para o bebê que ainda não entende (Marcos 16:16).

Conclusão 

De acordo com todas as posições Aqui no Aprisco temos feito uma apresentação quando os pais, que são os principais responsáveis diante de Deus por ensinarem no Caminho, trazem a criança à reunião da igreja e ali a dedicam consagrando-a ao Senhor em oração juntamente com a igreja que também se compromete a ajudar na educação espiritual daquela criança. 

Geralmente os pais convidam amigos e familiares que também vem junto com eles diante da congregação para apoiar o ato deles e servem como testemunhas. Aquela criança vai crescer e em seu momento oportuno responder por si só se deseja seguir a Cristo ou não . 

 Jesus abençoa as crianças Lucas 18:15-17

Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.

A verdade é que nós adultos temos muito que aprender com a simplicidade das crianças em sua fé em Cristo. 

Fonte: Bíblia Sagrada , cacp.org e respostas.com.br

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